O mercado brasileiro de smartphones pode ainda não ter capacidade de fazer frente às grandes empresas da Ásia, da Europa e da América do Norte, mas ele existe e está crescendo. Uma representante desse fato é a Multilaser, que lançou recentemente o phablet — híbrido entre smartphone e tablet — M5 3G.

Com uma tela grande, câmera frontal, suporte para dois chips e, como o nome do dispositivo já deixa bem claro, também para conexão 3G, o aparelho é oferecido pela Multilaser como uma alternativa barata a outros modelos do gênero. Em tese, ele é uma saída mais em conta para quem quer um phablet, mas não quer (ou não pode) investir em um Galaxy Note, Optimus Vu ou outro produto semelhante.

Antes da análise, relembre as especificações do Multilaser M5 3G:

  • Sistema operacional Android 4.1;
  • Tela de 5 polegadas com resolução de 800x480 megapixels;
  • Processador dual-core de 1 GHz;
  • Memória RAM de 512 MB;
  • Armazenamento interno de 4 GB expansível com cartão micro SD de até 32 GB;
  • Câmera frontal de 0,3 megapixel e traseira de 5 megapixels;
  • Espessura: 11 milímetros;
  • Peso: 220 gramas;
  • Disponível nas cores preta, branca e rosa;
  • Bateria de 2.150 mAh;
  • Preço sugerido: R$ 899.

Aprovado

Tela espaçosa

Se você busca espaço na tela, não há do que reclamar no M5 3G. O aparelho oferece espaço de sobra para você navegar na web, ver filmes ou se divertir com algum joguinho, sem se esquecer, é claro, do uso mais profissional do aparelho, usando suítes de aplicativos para escritório e outros apps do gênero.

Além disso, a tela é capacitiva, ou seja, você pode usar os dedos para usufruir de sua sensibilidade ao toque com sucesso. Aqui, o display responde bem aos seus toques e o sistema como um todo trabalha de forma muito eficiente com isso.

(Fonte da imagem: Divulgação/Multilaser)

Navegação sem problemas

Além da tela grande, o hardware do M5 3G não deixa a desejar se você busca um aparelho para fazer o básico. Ele navega na internet sem dificuldades, trabalhando bem com aplicativos de redes sociais, como Twitter e Facebook, e apresenta um suporte competente para YouTube e outros apps do gênero.

Jogos mais simples também poderão ser usufruídos sem nenhuma dificuldade por aqui e até mesmo alguns intermediários não devem causar problemas para o processador dual-core presente no aparelho. Durante os testes, títulos básicos como Angry Birds e mais avançados, como Shadowgun, rodaram perfeitamente.

Nos testes de benchmark feito com o AnTuTu, o suporte à reprodução de animações e jogos em 3D foi um dos quesitos mais bem avaliados do M5 3G, o que confirma o seu bom trabalho em games.

Dois chips sem problemas

Uma característica pouco convencional nos phablets é o suporte para dois chips, presente no M5 3G. Este recurso costuma ser bem aceito entre o público brasileiro, afinal, muita gente aproveita as vantagens de diferentes operadoras na hora de usar internet, fazer ligações e trocar mensagens de texto pelo portátil e equipa seu gadget com dois cartões SIM.

Reprovado

Pouco anatômico

Um aparelho grande corre o risco de apresentar problemas quanto à anatomia, e o M5 3G sofre com isso. Ele tem 5 polegadas e isso por si só já pode significar dificuldade em segurá-lo na mão, mas o acabamento, todo liso, com a traseira de plástico, torna o simples ato de carregar o dispositivo ainda mais “perigoso”.

Se você não usar uma capa, a falta de aderência pode ocasionar alguns acidentes indesejados na hora de manusear o aparelho. Talvez por isso o kit do M5 3G traga uma película protetora para a tela.

(Fonte da imagem: Divulgação/Multilaser)

Tela espaçosa, mas de baixa qualidade

A experiência com a tela do M5 3G pode ser bem ambígua. Apesar de ser espaçosa e capacitiva, respondendo bem aos seus toques, ela apresenta graves problemas de visualização. Quanto mais lateral é o ângulo de visão, mais difícil fica de ver a tela, que reflete mais luz e tem uma perda considerável na fidelidade das cores.

Além do problema físico de visualização da tela, a baixa resolução do M5 3G é outra falha grave. Aqui, não é possível assistir a vídeos em alta definição, pois a resolução do aparelho suporta no máximo vídeos em 480p.

Câmera: poderia ser melhor

Apesar de trazer inclusive uma câmera frontal, ideal para autorretratos, o sistema de criação de foto e vídeo do M5 3G não é um dos melhores. A parte de hardware desse dispositivo deixa muito a desejar, com sistema de zoom falho e sem modo para fotografia em macro, ou seja, não espere capturar imagens com fidelidade por aqui.

Kit do aparelho

Junto do M5 3G, você encontra cabos para transferência de dados e carga e também um fone de ouvido. O fone deixa muito a desejar, não sendo a melhor opção para trazer som de qualidade aos seus ouvidos. A impressão é de que este é um fone barato, daqueles "descartáveis" que você encontra em camelôs.

Preço salgado

O M5 3G custa cerca de R$ 900, o que pode não significar muito em se tratando de um phablet. Mas, ao analisarmos o hardware do aparelho e compararmos isso com outros da mesma faixa de preço, é possível chegar à conclusão de que a única vantagem deste dispositivo é a tela grande.

Em questão de especificações, ele é inferior a modelos mais antigos e da mesma faixa de preço, como Galaxy S2, Lumia 710, Xperia Arc S. Em suma, a impressão é a de que investir tanto em um aparelho apenas pelo tamanho da tela não soa como uma ideia muito inteligente.

Vale a pena?

Analisando friamente, parece que a única vantagem do M5 3G em relação a outros smartphones menores é o tamanho da tela. Mas isso não se torna de fato uma vantagem quando você olha para o preço do aparelho, sugerido em R$ 899 pela Multilaser.

Falhas significativas relacionadas à baixíssima qualidade das câmeras e também a uma tela repleta de problemas tornam irrelevantes pontos positivos, como desempenho intermediário, dual chip e Android 4.1.

Se comparado com smartphones tradicionais da mesma faixa de preço, com telas menores do que a do M5 3G, ele perde quanto ao desempenho e qualidade da tela. Já se a comparação é feita com outros phablets, a única vantagem deste gadget é o preço: ele é inferior a praticamente todos os demais.

De qualquer maneira, mesmo custando menos, ele não se mostra uma saída viável. Quem sabe, se ele custasse a metade do que custa atualmente, sua avaliação pudesse ter sido outra. Caso você queira investir R$ 900 em um portátil, provavelmente o Multilaser M5 3G não é a opção mais indicada.

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