Os brasileiros têm alguns costumes diferentes dos demais consumidores, por isso nem sempre os produtos que são lançados lá fora dão certo por aqui. Pensando especialmente nas nossas necessidades, a Motorola resolveu criar alguns smartphones compatíveis com nossos gostos.

Recentemente, a fabricante lançou o Motorola Razr D1, modelo que tem seu design baseado na linha premium da empresa, mas que conta com alguns diferenciais. O primeiro deles é a compatibilidade com dois chips, algo essencial para muitos brasileiros.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Este aparelho traz compatibilidade com 3G, rádio FM e televisão digital. É claro que nem todo mundo vai usar todas essas ferramentas, fator que motivou a fabricante a lançar três versões: uma com dois chips (modelo XT916, o qual foi testado), outra com apenas um chip e uma terceira com dois chips e TV. Antes de saber como o Razr D1 se saiu nos testes, veja as especificações:

  • CPU: ARMv7 com clock de 1 GHz
  • GPU: PowerVR SGX 531
  • Memória RAM: 1 GB
  • Sistema operacional: Android 4.1.2
  • Memória interna: 4 GB
  • Espaço para cartão: sim (até 32 GB)
  • Tamanho da tela: 3,5 polegadas (320x480 pixels)
  • Câmera: 5 MP
  • Câmera frontal: não possui
  • Som: alto-falantes e conector de fones de 3,5 mm
  • Conectividade: Wi-Fi 802.11b/g/n, Bluetooth 4.0
  • 3G: sim
  • Bateria: 1.785 mAh
  • Peso: 110 gramas
  • Dimensões (A x L x E): 11,0 x 5,9 x 1,10 cm

Aprovado

Fácil, rápido e útil

Parece que a Motorola fez o dever de casa. Com a proposta de criar um smartphone especial para os brasileiros, a empresa reparou nos mínimos detalhes que podem facilitar a vida de quem deseja ter uma experiência agradável com o Android.

É justamente por isso que o Razr D1 traz uma série de facilidades para o consumidor. Logo no primeiro contato com o aparelho, podemos ver que tudo é muito simples. A fabricante até incluiu um guia para deixar tudo bem claro para o utilizador.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Na tela inicial, por exemplo, podemos obter informações sobre clima, hora e bateria. Todos esses detalhes aparecem em widgets simplificados. Ao rolar a tela para o lado esquerdo, encontramos botões para ativar os principais recursos do telefone. É muito rápido ligar o adaptador WiFi, utilizar as funções do Bluetooth e acessar o painel de configurações.

Desempenho caprichado

Antes de sequer ligar o celular, estávamos receosos de que lidaríamos com um produto de baixo desempenho. Acontece que nos enganamos profundamente. Mesmo com um hardware modesto, o Motorola Razr D1 consegue oferecer uma experiência de uso confortável.

A navegação nos menus, a exploração de apps e a navegação na web são muito agradáveis. O processador de um núcleo mostrou ser poderoso e ofereceu ótimos resultados. O chip gráfico também não deixou a desejar e possibilitou executar games tridimensionais como Asphalt 7 e Shadowgun. Confira os resultados dos benchmarks:

(Fonte da imagem: Tecmundo)

(Fonte da imagem: Tecmundo)

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Ficamos muito contentes em ver que a Motorola caprichou na memória RAM, afinal; 1 GB não é uma quantidade comum para celulares modestos. Em nossos testes, pudemos manter vários apps abertos simultaneamente sem ter que sofrer com quedas de desempenho. Além disso, não é preciso se incomodar em finalizar tudo antes de executar outros softwares.

Energia para dar e vender

O Razr D1 é um smartphone que traz uma bateria caprichada. Deixando o WiFi sempre ligado e o nível de brilho da tela em nível intermediário, pudemos navegar na web, usar a câmera, executar apps de benchmark, baixar dados da internet, transferir imagens via Bluetooth, testar alguns games e revirar o sistema sem que a energia fosse totalmente drenada.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Depois de quase três dias ligados, o celular ainda tinha 20% de sua carga sobrando, o que é um resultado impressionante para um smartphone intermediário. Aliás, a bateria é uma das poucas peças que agrega peso ao produto. Na parte de trás, ela ocupa quase todo o espaço disponível. Felizmente é algo que vem para oferecer muitas vantagens ao consumidor.

Um Razr com preço acessível

Devido à proposta do aparelho, os custos de produção precisaram ser reduzidos. É justamente por isso que este celular não tem como ser tão elegante como um modelo top da linha Razr. De qualquer forma, ficamos contentes em ver que a Motorola conseguiu manter a essência da linha Razr no design do produto.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Apesar de ter alguns parafusos na lateral, gostamos muito da aparência do produto. Ele é um dispositivo discreto, leve e bem acabado. A textura na parte traseira é um charme e os botões abaixo do visor são discretos e funcionais.

Em nossas pesquisas, encontramos este smartphone com preços que variam entre R$ 500 e R$ 550. É um valor consideravelmente baixo se pensarmos em todos os recursos oferecidos e no ótimo desempenho do produto.

Reprovado

Falta definição na tela

É esperado que um celular de baixo custo não seja caprichado em todos os sentidos. No caso do Razr D1, a Motorola parece ter barateado o preço do produto ao economizar na tela. O visor de 3,5 polegadas acomoda 320 pixels na largura e 480 na altura, o que é muito pouco. Em alguns jogos, faltou resolução para exibir alguns elementos e os textos não ficaram nítidos.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Não bastasse a baixa resolução, o display deste celular distorce um pouco as cores. Acontece apenas que a tela deixa tudo um pouco mais esbranquiçado, e o seu nível de brilho acaba gerando imagens distorcidas e com pouco contraste.

Basicamente, o azul escuro vira azul-claro, o preto vira cinza e as sombras não são tão escuras, mas não precisa se assustar, pois não é um problema tão grave. Se você não estiver comparando o produto com outro, é bem possível que tais defeitos nem sejam notados.

Câmera azulada e escura

Pensando em oferecer um bom dispositivo de captura, a Motorola apostou em uma câmera com sensor de 5 MP. Na teoria, isso quer dizer que suas fotos podem ficar tão boas quanto aquelas capturadas por um Samsung Galaxy Nexus.

AmpliarRazr D1 (Fonte da imagem: Tecmundo)

Ampliar Galaxy Nexus (Fonte da imagem: Tecmundo)

Na prática, o resultado deixa um pouco a desejar. A câmera do Razr D1 consegue capturar perfeitamente os 5 milhões de pixels prometidos, mas isso não quer dizer que haja fidelidade nas imagens. Notamos que as fotografias desta câmera ficam um pouco escuras e azuladas. Usando os ajustes automáticos, o Razr D1 não capturou as imagens com as cores devidas.

AmpliarRazr D1 (Fonte da imagem: Tecmundo)AmpliarGalaxy Nexus (Fonte da imagem: Tecmundo)

Além disso, vale notar que este celular não conta com flash. Tudo bem que o flash embutido nos celulares não garante resultados excelentes, mas serve como um quebra-galho.

Bom, o Razr D1 não tem como garantir fotos em ambientes com pouca iluminação, mas as imagens em ambientes iluminados podem servir muito bem para quem não é exigente. A gravação de vídeos (limitada à 480p) sofre com os mesmos problemas, mas os clipes são de qualidade aceitável.

Vale a pena

É muito bom ver que a Motorola deu um passo largo ao lançar um aparelho tão robusto e barato exclusivo para o mercado brasileiro. Trazendo o Android Jelly Bean e a promessa de receber atualizações futuras, este smartphone pode ser uma ótima opção para quem busca investir em um aparelho duradouro.

Tanto pelas funções limitadas quanto pelo preço sugerido, fica claro que o Razr D1 é um celular para pessoas que não são muito exigentes. Assim, se você busca um produto de alto desempenho, com design refinado e recursos inovadores, provavelmente este modesto celular não será o aparelho mais indicado.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

O Razr D1 agradou pelo sistema simplificado e pelo alto desempenho. Ainda que não traga tela e câmera de alta qualidade, este celular é uma ótima opção para quem quer começar com um bom Android. Considerando o preço agradável e as capacidades para games, podemos dizer que este é um dos celulares com melhor relação custo-benefício da atualidade.

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