O Iphone é brasileiro. Calma, não estamos falando do principal smartphone da Apple, mas sim do modelo Neo One, lançado pela Gradiente no final do ano passado. A fim de garantir sua requisição de patente, a empresa decidiu utilizar o nome e lançar no mercado o modelo Neo One, um celular muito mais modesto do que o seu homônimo norte-americano.

Voltado para um público completamente diferente, o aparelho vem equipado com uma versão antiga do Android e traz configurações básicas, voltadas para aqueles que não fazem muita questão ou não têm condições de adquirir os aparelhos com tecnologia de ponta disponíveis no mercado.

Em nossa análise, conferimos de perto todos os detalhes do polêmico aparelho que ganhou as páginas dos sites de tecnologia no início de 2013, muito mais por conta do fato de ter o mesmo nome de um dos smartphones mais populares da atualidade do que por suas qualidades e características.

Especificações – Gradiente Iphone Neo One

  • Sistema operacional: Android 2.3.5;
  • Processador: 700 MHz;
  • Tela: 3,7 polegadas;
  • Resolução: 320x480 pixels;
  • Câmera traseira: 5 megapixels;
  • Câmera frontal: 0,3 megapixel;
  • Cartão de memória: 2 GB (incluso) – suporte a até 32 GB;
  • Outros recursos: dual SIM;
  • Peso: 130 gramas;
  • Preço: R$ 599 (segundo o site oficial da Gradiente).

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Aprovado

Design de construção

Não há nenhum tipo de inovação no design do Gradiente Iphone Neo One. Visto de frente, o aparelho é até mesmo muito semelhante ao Milestone, da Motorola. Já a parte traseira, com uma faixa metálica ostentando a marca da empresa, acaba se revelando, de certa forma, diferenciada e elegante.

Os encaixes são firmes e não há a sensação de junções soltas ou elementos supérfluos no design. Extremamente funcional e nada extraordinário, o aparelho acaba se revelando uma opção agradável nesse quesito, podendo facilmente ser incluído na lista de desejos dos consumidores por conta do seu visual.

Tela sensível ao toque

Um dos fatores que sempre acaba pesando contra os celulares de baixo custo é qualidade do touch da tela. Na maioria dos casos, o que vemos são atrasos no encaixe dos comandos e respostas lentas e pouco fluidas ao movimento dos dedos. Felizmente não é o caso neste modelo da Gradiente.

O aparelho, se não se revela uma das melhores escolhas nesse quesito, ao menos não decepciona o usuário, em especial em jogos que exigem um pouco mais de agilidade. Embora a biblioteca de apps seja consideravelmente menor, as opções disponíveis funcionam muito bem com a tecnologia que é disponibilizada.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Opções de ajuste da câmera

Com uma câmera de 5 megapixels e uma qualidade de imagem dentro do esperado, esse não seria um ponto positivo para o consumidor se não fossem as opções extras disponibilizadas para controle de imagem. Mesmo alguns modelos com versões mais recentes do Android não contam com certos recursos.

Assim, é possível acessar um zoom de até 8x, ajustar opções de balanço de branco, definir o local de armazenamento, utilizar o recurso “foto sorriso”, ativar captura contínua de imagens (até 16 com um disparo), além da função temporizador e do ajuste de cintilação. É possível ainda aplicar efeitos de cor, como sépia e negativo.

Rádio FM e dual chip

Rádio FM e dual chip são dois recursos que praticamente não fazem diferença nenhuma no mercado internacional. Para o público norte-americano, por exemplo, essas duas possibilidades nem figuram na lista de desejos do consumidor e, por conta disso, a maioria dos aparelhos que desembarca por aqui acaba ignorando essas funções.

O Gradiente Iphone Neo One conta com esses dois recursos, o que mostra que a empresa se preocupou com as necessidades do consumidor brasileiro. Assim, aqueles que não abrem mão de utilizar mais de uma operadora ou ainda querem ficar ligados na programação das emissoras locais têm no aparelho uma boa opção de compra.

(Fonte da imagem: Divulgação/Gradiente)

Reprovado

Ausência do Google Play

De todos os problemas que pudemos encontrar no Gradiente Iphone, certamente o que mais pode incomodar os usuários é a ausência do Google Play. Isso mesmo. A incompatibilidade do produto com a central de aplicativos da Google faz com que você fique na mão em muitos momentos.

Para suprir essa ausência, a versão do sistema operacional conta com um link para a Gradiente Apps que, na verdade, redireciona o consumidor para a Opera Mobile Store. Nela você pode encontrar alguns aplicativos, como o Twitter ou o Skype, mas nada se compara ao que você deixa de ter acesso caso o Google Play estivesse liberado.

Faltam aplicativos

Se a ausência do Google Play já é um problema e tanto para os usuários, a situação fica ainda pior se levarmos em consideração o que é disponibilizado na loja própria da marca. A Gradiente Apps, na verdade, direciona o consumidor para a Opera Mobile Store que, infelizmente, possui um acervo limitado.

Assim, se você quiser baixar aplicativos conhecidos, como o WhatsApp ou o Instagram, por exemplo, não será possível. Em termos de jogos as opções também são limitadas. Quer jogar Temple Run 2, por exemplo, um dos maiores sucesso do momento? Esqueça. Você pode até encontrar bons jogos, mas certamente terá acesso a um acervo consideravelmente menor.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Desempenho

Não dá para exigir um desempenho exemplar de um aparelho com configurações modestas. Entretanto, levando-se em conta as suas limitações, esperávamos mais do desempenho do produto da Gradiente. A navegação entre apps é satisfatória e nisso não há nenhum problema.

Entretanto, basta acessar algum app para perceber que alguma coisa de errado está acontecendo. Para utilizar o Skype, por exemplo, foram necessários pelo menos cinco minutos até que o aplicativo estivesse apto para listar contatos online. A demora também pode ser percebida em jogos, mas em nossos testes o desempenho em um game como Angry Birds Space foi aceitável.

Relação custo-benefício

Embora tenha um preço acessível para o mercado brasileiro – exatos R$ 599 segundo informações do site oficial da Gradiente – não há como negar que o valor parece alto se levarmos em consideração o que é oferecido.

Além disso, há opções mais interessantes na mesma faixa de preço, como o Nokia Lumia 710 ou o Motorola Defy Mini, apenas para citar dois exemplos. Sem um diferencial de peso – e ainda com algumas limitações bastante incômodas –, fica difícil justificar a aquisição do produto na hora de compará-lo com a concorrência.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Vale a pena?

O Gradiente Iphone Neo One pode ser considerado um modelo Android “de entrada” no mercado, por conta das suas configurações básicas. Sendo assim, longe de compará-lo com o aparelho homônimo da Apple, o que deve ser analisado pelo consumidor é o seu preço e as suas configurações, comparando-o com modelos de outras marcas que se enquadrem na mesma proposta.

E é justamente nesse momento que o modelo da Gradiente revela os seus pontos fracos. A ausência do Google Play, numa aposta em uma loja própria de aplicativos, se mostra com certeza a maior das falhas do produto, que, com isso, se torna uma espécie de Android capenga, tendo a sua biblioteca de apps reduzida consideravelmente.

Pela faixa de preço do produto – cerca de R$ 600, segundo informações do site oficial da empresa – é possível adquirir aparelhos com configurações similares, da Nokia e da Motorola por exemplo, que oferecem muito mais em termos de conteúdo. Ou seja, o modelo poderia custar um pouco menos pelo que oferece.

Entretanto, se tudo o que você precisa é um celular funcional, com dois chips e função Rádio FM, certamente o Gradiente Iphone Neo One supre todas as suas necessidades. Contudo, ainda assim, vale a pena pesquisar um pouco mais antes de definir pela sua compra. Talvez, com um preço mais acessível, o modelo possa ser considerado uma opção viável no mercado.

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