O smartphone Motorola Razr Maxx não é uma novidade no mercado, uma vez foi lançado em julho no mercado brasileiro. Nascido como um “irmão mais forte” do Motorola Razr, o celular se destacou junto aos consumidores por conta da sua bateria, de 3.300 mAh, bem acima da média dos demais aparelhos.

Criado para ser um dos aparelhos top de linha da Motorola, o modelo infelizmente acabou tendo um sucesso menor do que o esperado pela companhia, mas ainda assim ocupa hoje uma posição intermediária relevante entre as opções disponíveis no mercado quando o assunto é alto desempenho.

Analisamos em detalhes o modelo Razr Maxx e revelamos agora quais foram os principais pontos positivos e negativos que encontramos no produto. Ainda vale a pena investir o seu dinheiro neste aparelho da Motorola ou será que o tempo que se passou desde o seu lançamento fez com que ele se tornasse muito defasado?

Motorola Razr Maxx – Configurações

  • Sistema operacional: Android 4.0 (Ice Cream Sandwich);
  • Tela: AMOLED 4,3 polegadas com Gorilla Glass;
  • Resolução: 540x960 pixels;
  • Processador: dual-core de 1,2 GHz;
  • Memória RAM: 1 GB;
  • Armazenamento: 16 GB (compatível com cartão micro SD de até 32 GB);
  • Câmera: 8 megapixels (traseira) e 1,3 megapixel (frontal);
  • Peso: 145 gramas;
  • Acompanha: fone de ouvido (3,5 mm), carregador, cabo HDMI e cabo USB;
  • Preço médio: R$ 1,1 mil.

Aprovado

Duro na queda

Em um primeiro contato com o aparelho Razr Maxx, a sensação que se tem é que ele é um produto robusto e resistente, capaz de aguentar com facilidade quedas de alturas intermediárias. Esse fato é comprovado pela constituição do produto, que na parte traseira possui um acabamento em Kevlar, mesmo material utilizado para fabricação de coletes a prova de balas.

É claro que isso não faz do celular um escudo de proteção, mas o material auxilia que pequenos impactos sejam amortecidos com maior facilidade. Mesmo tendo uma bateria mais pesada do que a de aparelhos concorrentes, os 145 gramas finais do produto fazem dele um modelo leve e anatômico, sem perder a força e a resistência.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Design de construção

De forma retangular, com pequenos detalhes em suas curvas, o Razr Maxx apresenta um formato anatômico para usuário. A parte traseira possui um corpo emborrachado, que facilita a pegada e evita que o aparelho deslize em suas mãos. As bordas ao lado da tela são reduzidas, o que denota um bom aproveitamento do espaço frontal do produto.

Os botões de acesso rápido, localizados no lado direito do aparelho, poderiam ser um incômodo se não fosse a maneira como são construídos. Eles são firmemente encaixados e, para serem ativados, é preciso pressioná-los com força. Esse aspecto minimiza toques acidentais, evitando transtornos durante o uso.

Nitidez e riqueza de detalhes

A resolução pode não ser a mais alta entre os smartphones do mercado – o modelo exibe imagens em 540x960 –, entretanto a qualidade da tela AMOLED Adavnced faz com que o aparelho se torne ideal para a reprodução de conteúdos que requerem uma maior riqueza de detalhes.

As cores fortes e vibrantes, bem como o como o contraste ressaltado, fazem com que algumas nuances de cores se destaquem, muitas vezes, até acima da média. Essa característica torna o aparelho perfeito para você conferir as suas fotografias ou mesmo desfrutar de games em HD que exijam mais dos gráficos.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Conexão HDMI

Se alta definição nas imagens é uma das propostas do produto, nada melhor do que explorar essas possibilidades expandindo as formas de exibição de conteúdo. Por conta disso, o Razr Maxx conta com uma saída HDMI e um cabo compatível, o que torna possível conectar o seu smartphone direto na TV.

Além disso, outra possibilidade é a de conectar o aparelho a uma espécie de lapdock, um dock com tela e teclado que funciona mediante a conexão com o celular. Assim, de forma prática, você pode ainda transformar o Razr Maxx em um notebook, recurso que pode ser de extrema valia durante uma reunião ou em viagens.

Recurso Smart Actions

Um dos aplicativos exclusivos para os usuários do aparelho da Motorola é o Smart Actions. Trata-se de uma espécie de assistente pessoal que automatiza algumas ações que você utiliza com mais frequência. Dessa forma, você pode criar regras rápidas para abertura de apps e configurações específicas, evitando tarefas repetitivas.

A interface desse recurso é bastante simples e intuitiva e há um guia completo de passo a passo para auxiliá-lo nas primeiras utilizações. Dessa forma, você pode atribuir ao smartphone um alto grau de personalização, fazendo com que elementos do sistema funcionem a seu favor.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Reprovado

Bateria não removível

Se você pensa em remover a bateria do seu Razr Maxx, pode esquecer. A parte traseira que dá acesso ao grande diferencial do produto vem fechada e não há opção simples para removê-la. Tanto o cartão SIM quanto o cartão de memória são inseridos pela parte lateral do aparelho, o que torna a sua abertura quase desnecessária.

Contudo, alguns usuários poderão sentir falta dessa possibilidade. Apesar da duração mais longa da bateria, isso impede, por exemplo, que você carregue uma bateria extra durante uma viagem e possa substituí-la em uma emergência. Outro ponto negativo é que, em caso de problemas com a bateria, você terá que necessariamente recorrer a uma assistência técnica.

Potente, mas calma aí

O Razr Maxx é potente e aguenta o tranco com os principais lançamentos em termos de jogos disponíveis para Android. Entretanto, não pudemos deixar de notar que, mesmo em aplicativos menos exigentes, como é o caso do game Ultimate Spider-Man Total Mayhem HD, pudemos perceber pequenas engasgadas durante a execução.

Embora isso não se constitua em um problema real, uma vez que não prejudicou movimentos ou mesmo a jogabilidade, trata-se de um comportamento não muito natural se levarmos em consideração as configurações do aparelho.

Câmera e tela podem trair você

Essa não é uma característica exclusiva do aparelho da Motorola, mas se torna acentuada à medida que tela e câmera não caminham em sintonia. Olhar uma fotografia capturada com o aparelho na tela AMOLED pode dar uma falsa sensação de qualidade para o proprietário. Vista no aparelho, a imagem ganha correções de cores e contraste, distorcendo as cores reais e sendo exibida com uma qualidade acima da que realmente possui.

Ao transferir as imagens para o computador é que você percebe as diferenças. A câmera funciona muito bem, usando de forma adequada os 8 megapixels de que dispõe, mas não traduz na realidade toda aquela “maravilha" que você vê na tela do smartphone.

(Fonte da imagem: Divulgação/Motorola)

Vale a pena?

Seria injusto colocar o Motorola Razr Maxx lado a lado com smartphones como o Samsung Galaxy S3, por exemplo. Em termos de desempenho, o aparelho da Motorola não deixa a desejar, entretanto compará-lo com modelos cujos processadores são quad-core e foram lançado até seis meses depois não parece ser um bom parâmetro.

Sendo assim, para quem procura um produto com configurações intermediárias acima da média e planeja utilizar o smartphone como um grande aliado em busca de jogos no Android, certamente o Razr Maxx se constitui em uma ótima escolha.

Seus grandes diferenciais ficam por conta da bateria, de 3.300 mAh, capaz de aguentar com tranquilidade pelo menos 9 horas de uso intenso, podendo chegar a muito mais do que isso se o seu uso for mais espaçado. A tela AMOLED Advanced também proporciona um ganho de qualidade nas imagens, sendo ideal para visualização de imagens e execução de jogos. A resistência do aparelho, com acabamento em Kevlar, merece destaque.

Apesar do processador dual-core, alguns jogos mais simples apresentaram pequenos “engasgamentos” durante a sua execução, comportamento que embora não prejudique o desempenho não é muito natural para um aparelho com essas configurações. A bateria não pode ser retirada, o que torna o aparelho “vedado” para o acesso dos usuários, seja em caso de problemas ou na eventual substituição de uma bateria sem carga por outra com carga completa.

O cabo HDMI, que acompanha o aparelho, é também uma iniciativa interessante, que permite explorar ainda mais o bom potencial do Razr Maxx. Contudo, o fone de ouvido incluso no kit é dos mais simples e não “acompanha” o nível de qualidade do smartphone. Por fim, é importante ressaltar que o valor médio do produto na atualidade, cerca de R$ 1,1 mil, faz com que ele possa ser considerado uma boa opção de compra, se comparado com os seus concorrentes.

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