Durante muito tempo a indústria dos smartphones usou a tecnologia AMOLED nos displays dos aparelhos, até que a Samsung resolveu aparecer com o Super AMOLED e o adotou como padrão – pelo menos até agora. Com o anúncio do novo OnePlus 3, o termo Optic AMOLED apareceu e, com ele, algumas dúvidas sobre as diferenças reais entre as tecnologias.

Eis que Carl Pei, um dos cofundadores da OnePlus, apareceu no Reddit para uma sessão de AMA (Ask Me Anything, ou "Pergunte-me Qualquer Coisa") justamente para tirar dúvidas a respeito do novo display.

Logo de cara, Pei disse que o Optic AMOLED consiste numa melhoria do Super AMOLED. "Pegamos a tecnologia e acrescentamos o nosso toque sobre a parte de contraste e temperatura de cores, para tentar torná-la mais realista e viva. Além disso, desenhamos um perfil de desempenho que funciona bem em ambientes externos e condições de muita claridade", explicou.

Pegamos a tecnologia e acrescentamos o nosso toque sobre a parte de contraste e temperatura de cores, para tentar torná-la mais realista e viva (Carl Pei)

A explicação é, obviamente, um pouco mais modesta do que o texto que aparece na descrição do OnePlus 3 na página oficial do aparelho:

"Nosso espetacular display de 5,5 polegadas Optic AMOLED produz cores que são mais vivas e realistas que nunca. Uma série de correções na iluminação criam uma experiência mais natural de visualização, enquanto a camada de dupla-polarização garante a nitidez ideal, mesmo em situações de extrema claridade. O resultado? Cores escuras profundas, brancos mais claros e uma reprodução autêntica de cores – tudo por uma fração da energia. É o display mais inteligente em um smartphone".

O resumo entre a explicação de Pei e o texto explicativo é que, basicamente, o Optic AMOLED é uma variação do Super AMOLED e que a companhia fez alguns ajustes nos tons de cores através de mudanças no software. Os resultados são cores mais vibrantes e um brilho de tela maior mesmo na claridade extrema, tudo isso aliado ao consumo mais eficiente de energia. Não é como se fosse uma tecnologia totalmente nova.

Os resultados são cores mais vibrantes e um brilho de tela maior mesmo na claridade extrema, tudo isso aliado ao consumo mais eficiente de energia – mas não é como se fosse uma tecnologia totalmente nova

Outro aspecto que impacta bastante na parte de performance versus consumo de energia é o fato de que a OnePlus manteve a resolução de 1080p em seu novo aparelho, enquanto outros dispositivos que usam displays Super AMOLED, como é o caso do Samsung S7 Edge, chegam a rodar em 1440p.

No fim das contas, não é como se algo extremamente inovador tenha sido criado, mas sim melhorado.

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