(Fonte da imagem: Reprodução/Extreme Tech)

Um novo mapa de planejamento da AMD (que não foi confirmado pela empresa) mostra os planos da corporação para os anos de 2014 e 2015. Embora o documento deva ser encarado com cautela, ele mostra que a companhia pode estar prestes a abandonar sua linha de produtos FX, entregando uma CPU atualizada somente daqui a dois anos.

Caso a tabela seja verdadeira, a companhia não possui mais planos públicos de criar um processador octa-core para os segmentos AM3+ ou Opteron. Além disso, o vazamento mostra que a arquitetura Carrizo, substituta da Keveri, vai integrar uma nova CPU, mas manter a mesma arquitetura GCN de sua antecessora.

Isso serve como indicação de que a AMD pode passar a adotar um ciclo de desenvolvimento mais próximo àquele seguido pela rival Intel. Atualmente, a empresa responsável pelos processadores Core tende a atualizar sua arquitetura em um ano para no próximo realizar melhorias em suas GPUs.

Linha de produtos x86 pode ser reduzida

Um dos problemas enfrentados pela AMD no que diz respeito ao desenvolvimento de sua linha de processadores x86 é o fato de a empresa não ser responsável pela produção de seus próximos chips. Atualmente, a companhia depende da Global Foundries (GF) para realizar esse processo, o que pode implicar em uma redução no número de dispositivos que a empresa oferece nesse segmento.

Enquanto a Intel pode exercer um grande controle sobre o TDP de seus dispositivos, o mesmo não acontece com a AMD, que depende do que é estabelecido pela GF nesse sentido. Assim, a organização pode estar encontrando dificuldades para construir novos produtos com arquitetura de 20 nanômetros, o que deve afetar principalmente a linha de CPUs FX.

(Fonte da imagem: Reprodução/Extreme Tech)

Até o momento, os processadores da companhia dependem de um TDP elevado para atingir um desempenho grande — todos os produtos com mais de seis núcleos consomem mais de 65 W, valor considerado alto. Isso significa que a nova linha Excavator, de 20 nanômetros, terá que apresentar um grande salto em sua relação de performance por watt  de acordo com o que é visto na Keveri. Em parte, isso serve para explicar o motivo pelo qual a organização deve manter a arquitetura GCN, ao menos em um momento inicial da transição.

Embora a AMD não possa se dar ao luxo de abandonar o segmento x86 no momento, tudo indica que a companhia deve apostar cada vez mais em produtos embutidos e semicustomizados — algo que é comprovado pelo mapa de planejamento, que mostra um foco maior em mercados emergentes e na segundo geração dos hardwares Kabini.

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