Aparentemente, a antiga guerra pelos GHz, travada por anos a fio entre as duas principais empresas do ramo de processadores, deve voltar com tudo se depender dos próximos lançamentos da AMD. O motivo? Uma publicação canadense de tecnologia revelou que os futuros CPUs da linha Ryzen podem chegar a frequências altíssimas de operação ao serem colocados em overclock. O melhor de tudo? Esse aumento de performance não deve exigir um resfriamento líquido.

Em gerações anteriores de seus componentes, AMD e Intel competiam pelo coração e pelo bolso de seus clientes inflacionando consideravelmente os MHz – e posteriormente – GHz de seus processadores. Com o tempo, essa estratégia se mostrou cada vez mais difícil de ser levada adiante, devido principalmente a problemas de aquecimento. Assim, as fabricantes acabaram se focando em aumentar o desempenho de seus produtos de forma mais inteligente – com novas tecnologias e instruções – e com um consumo energético baixo.

Pequeno em tamanho, grande em GHz!

Segundo a edição mais recente da CanardPC, a AMD pode ter unido velocidade e eficiência térmica em seus vindouros processadores Ryzen, itens com 8 núcleos e baseados na microarquitetura Zen. Além de dar uma prévia do que pode mudar no mercado com esse futuro embate contra a sétima geração de CPUs da Intel – batizada de Kaby Lake –, a revista revelou que, possivelmente em mãos habilidosas, os Ryzen podem chegar a até 5 GHz sem precisar apelar para um watercooler ou para nitrogênio líquido.

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O mais interessante é que essa informação não está no artigo propriamente dito, mas sim em um trecho codificado logo acima de uma das fotos de destaque da matéria. O extenso código binário – formado de zeros e uns –, quando “traduzido” em um conversor online dessa linguagem, forma a seguinte frase: “ZenOC@Air=5G”. Em uma adaptação simples isso significaria algo como “Ryzen em overclock com resfriamento a ar = 5 GHz”. E aí, consegue imaginar um brinquedinho desses em funcionamento?

Respostas ou mais dúvidas?

Não se sabe exatamente quais foram as condições para que o CPU chegasse a esse patamar monstruoso

Claro que, por conta desse segredo em torno do potencial de overclock do AMD Ryzen, não se sabe exatamente quais foram as condições para que o CPU chegasse a esse patamar monstruoso. Entre as dúvidas levantadas pelo site Guru3D, por exemplo, estão se todos os cores foram elevados a 5 GHz, se foi preciso aumentar a voltagem do computador para segurar a bronca, se o sistema operacional chegou a iniciar com essa configuração e qual foi a temperatura atingida pelo componente durante os testes.

Outros questionamentos pertinentes dizem respeito à estabilidade do processador operando nessa frequência e o quanto de desempenho é adicionado ao kit com o overclock – além de como ele se sai contra os Kaby Lakes da mesma categoria. Por enquanto, só podemos esperar por mais detalhes da AMD, que pode contar um pouco mais sobre seus novos equipamentos – e revelar uma possível data de lançamento deles – na CES 2017, que conta com cobertura completa do TecMundo.

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