".amazon" é mais um empecilho para a vinda da empresa para o Brasil? (Fonte da imagem: LeoFFreitas)

Brasil, Peru e a empresa de comércio virtual Amazon entraram em um impasse quando a companhia norte-americana protocolou um pedido para registrar globalmente o domínio “.amazon” na internet. Os governos dos dois países enviaram notificações à Icann (Corporação para Atribuição de Nomes e Números na Internet, em português) para que o domínio não seja limitado ao uso de uma empresa privada, mas sim para promover questões relacionadas à preservação do bioma amazônico.

O processo de registro de um domínio global para Amazon deveria garantir que somente essa empresa privada cadastrasse endereços na web terminando em “.amazon”. Ou seja, a companhia poderia criar sites sem o “.com” ou “.br” e deixar suas URLs mais personalizadas, simplesmente uma jogada de marketing.

O problema é que o nome que a companhia pede à Icann seria uma ótima forma de incentivar projetos e outras ações relacionadas à Amazônia, pelo menos no entendimento dos governos brasileiro e peruano. Fora isso, vários outros países sul-americanos se mostraram favoráveis ao pedido dos vizinhos.

O problema dos domínios globais

Depois de reservar domínios como “.com”, “.br”, “.xxx” e vários outros para instituições, governos e classes de conteúdo na web, a Icann pretendia tornar esse registro mais fácil e acessível para empresas privadas. Assim, elas poderiam criar seus websites com nomes mais intuitivos e praticar várias formas de marketing. Isso, claro, pagando uma boa quantia — US$ 185 mil no caso da Amazon.  

Contudo, decisões relacionadas a esses assuntos têm rendido muitas críticas e notificações. Segundo apurou a reportagem do G1, problemas semelhantes vêm acontecendo pelo mundo. O Japão, por exemplo, contesta o registro para uma companhia privada do domínio “.date”, que é o nome de duas cidades naquele país. Já o pedido para o “.patagonia” fez o governo argentino notificar a Icann da mesma forma.

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