O acelerador de partículas Large Hadron Collider (LHC) tem aproximadamente 27 quilômetros de extensão e se constitui, hoje, como o maior equipamento científico já construído. Mas o título da colossal ferramenta circular capaz de simular reações a nível subatômico está sendo ameaçado pelo próprio sucessor do LHC.

Anunciado por cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), o túnel do vindouro Future Circular Collider (FCC) deverá ter de 80 a 100 quilômetros de circunferência. O projeto do futuro acelerador de partículas ficou sob a responsabilidade da companhia global de engenharia Arup; o software do aparelho também será desenvolvido pela respectiva empresa.

Dimensão do LHC.

Com o propósito de desvelar as subestruturas da matéria, o novo equipamento irá funcionar como um tipo de microscópio aos cientistas sobre as terras de Genebra (Suíça). “Com dimensões que podem ser reduzidas a 10-20 metros, o FCC deverá se consolidar como o melhor microscópio para estudar as interações quark-glúon – que poderão resultar na descoberta de novas estruturas de matéria”, lê-se em comunicado emitido pela Arup.

O FCC terá cerca de três vezes o tamanho do LHC – suas dimensões, naturalmente, irão gerar desafios à equipe de engenheiros responsável por arquitetar o projeto. “Todo o túnel deve ser resfriado a dois graus acima do zero absoluto, e imãs 1.232 dipolo de 15 metros de comprimento serão usados para que o feixe de partículas seja dobrado – 392 imãs quádruplos de 7 metros serão responsáveis por focar os raios”, explica a companhia.

O esperado e promissor acelerador de partículas que irá preceder o LHC será capaz ainda de levar as estruturas coletivas da matéria às mais extremas e densas temperaturas e condições, o que poderá provocar a exploração a novas fronteiras no campo dos estudos das colisões entre íons. O FCC deverá ser concluído até 2018.

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