(Fonte da imagem: Divulgação/CERN)

A máquina tem um nome imponente, além de uma aparência que parece saída de um daqueles planos de cientistas malucos da ficção. Mas o Grande Colisor de Hádrons é realidade — e uma das máquinas mais importantes para a ciência da atualidade.

E, pelos próximos meses, a máquina continuará na ativa para novas pesquisas que devem aprimorar as informações sobre o Bóson de Higgs (a tal “partícula de Deus”, descoberta em julho deste ano). Em entrevista ao ITNews, um dos chefes do projeto no CERN, David Foster, falou sobre o futuro desse equipamento e como ele faz uso do melhor da tecnologia que conhecemos hoje.

Futuro longo e próspero

Segundo ele, graças ao sucesso obtido no último mês, o LHC ganhou mais tempo útil antes da aposentadoria, tudo para fornecer mais dados sobre a tal partícula. Ele seria originalmente desligado no começo de 2013 para passar por melhorias no sistema de aceleramento, mas a coleta de dados deve tomar o primeiro semestre.

(Fonte da imagem: Divulgação/CERN)

Já os planos para 2014 são ambiciosos: aumentar a capacidade do acelerador de 8 TeV (teraelétrons-volt) para 14 TeV em uma colisão. Isso significa que duas partículas geram, juntas, tudo isso de energia cinética na hora do encontro — vale lembrar que a máquina passou por 30 anos de planejamento antes de sair do papel.

A força do gigante

De acordo com Foster, dentro do LHC ocorrem 600 milhões de colisões entre partículas por segundo, mas apenas uma em cada dez trilhões é registrada para análise. Para gravar cada ação, seria necessário um processamento de dados de um petabyte (um milhão de gigabytes) por segundo.

(Fonte da imagem: Divulgação/CERN)

Ainda assim, para cada colisão gravada, centenas de máquinas trabalham para transformar tudo em dados e decidir se aquelas informações são úteis para os cientistas ou não. O que é considerado importante é gravado em um dos 150 centros de dados do CERN, que ainda possui vários sistemas de backup.

Computação em nuvem

Apesar de ver qualidades no sistema de computação em nuvem, Foster não acha que os dados do LHC passarão para esse sistema de armazenamento. A transmissão de informações seria muito cara e, principalmente, envolveria uma nova parceria com companhias especializadas – e o CERN já tem feito um bom trabalho com as atuais afiliadas.

O que é usado no caso do LHC é a computação em grid. Assim, em vez de computadores utilizando um conteúdo que existe somente na nuvem, o conjunto de máquinas está ligado entre si por uma rede virtual bem mais segura, na qual cada aparelho realiza uma parte da tarefa em comum.

Fonte: ITNews

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