Um estudo realizado pela Irdeto mostra que boa parte dos produtores de conteúdos multimídia já está se preparando para o mercado 4K.

Pois é! E se engana quem imagina que isso só vai acontecer daqui a 10 anos, pois as informações mais recentes são de que “96% das provedoras de serviços de vídeo e produtoras de conteúdo acreditam que a maioria dos consumidores e das operadoras adotará a TV UHD 4K até 2020”.

E mais do que simplesmente adotar o novo padrão, há a expectativa também de que os consumidores aceitem pagar mais por isso — algo que já acontece na Netflix, por exemplo, em que o acesso a conteúdo 4K custa mais do que as assinaturas comuns.

Mas quanto os consumidores aceitariam pagar? De acordo com a Irdeto, esse valor deve girar entre 10% e 30% para que o mercado não seja afetado negativamente. Ou seja: até 30% de preços mais altos seria considerado um valor justo e que não afastaria os consumidores do material disponível.

Pagar pelo quê?

Muito se discute acerca de quais tipos de conteúdo podem convencer mais consumidores a pagar mais. De acordo com a Irdeto, isso deve ser visto não apenas em filmes de televisão, mas principalmente em eventos esportivos ao vivo e lançamentos antecipados de obras cinematográficas.

Entre as empresas entrevistadas, 65% afirmam que esportes serão os principais atrativos para todos os consumidores, enquanto 59% imaginam que filmes farão esse papel — lembrando que era permitido apontar mais de um tipo de conteúdo, por isso a soma ultrapassa os 100%.

As provedoras

A pesquisa foi feita com quase 500 provedoras de serviços de vídeo e produtoras de conteúdo — o que representa uma amostragem bem considerável do mercado internacional. Grande parte dessas empresas “consideram o conteúdo UHD 4K como uma vantagem competitiva e estão ansiosas para oferecer esse conteúdo Premium o mais cedo possível, para manter suas posições de preferência entre os consumidores”.

Desse total, 88% consideram colocar conteúdos 4K no mercado até 2020, sendo que 78% são ainda mais otimistas e imaginam que isso vá acontecer até 2018. Também é esperado que as set-top boxes das operadoras de distribuição sejam melhoradas em breve, uma vez que hoje a liderança do mercado 4K está com as companhias dedicadas a serviços de OTT (como Netflix, Hulu e outros serviços de streaming).

E no Brasil?

Nós conversamos com Gabriel Hahmann (Diretor de Vendas da Irdeto) para saber se a empresa imagina que o Brasil também vai se encaixar nesse cenário. Ele garante que o nosso mercado é muito favorável à adoção dos novos padrões, já que “empresas de telefonia e operadoras de TV por assinatura vêm fazendo progressos nessa área”.

Entre os grandes destaques, Hahmann relembra “alguns testes durante a Copa do mundo de 2014 e mais recentemente com os Jogos Olímpicos no Rio. Para ambos os eventos, a maioria das empresas de telecomunicações teve canais 4K canais com o consumidor amigável e exibição pública de 8K”.

Nós perguntamos também sobre como esses conteúdos 4K poderiam vencer as barreiras da possível limitação da internet. O executivo não se estendeu muito, mas lembrou que “vídeo online já responde por 80% do tráfego global da Internet, e a metade de todos os vídeos assistidos será consumida em dispositivos móveis”.

Vídeos online já correspondem a 80% do tráfego global de internet

Por causa disso, “deveria haver uma abordagem diferente dos operadores para atender a crescente demanda de consumo online, seja a partir de plataformas fixas ou móveis”. Apesar disso, ainda não existem grandes informações sobre como isso vai acontecer.  

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Será que vamos conseguir conteúdo por streaming em 4K e sem limitações aqui no Brasil? E quanto isso vai custar para nós?

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