Paulo Bernardo, ministro das Comunicações. (Fonte da imagem: Reprodução/Culturamix)

Como grande parte das pessoas já sabe, o Governo Federal brasileiro está trabalhando em uma iniciativa para digitalizar todos os canais de televisão ativos. Dessa maneira, além de melhorar a qualidade de imagem em todo o país, a faixa de frequência de 700 MHz estaria disponível para ser utilizada pela conexão de internet 4G.

Dessa maneira, smartphones e tablets estrangeiros poderiam funcionar com mais eficiência no território brasileiro. O problema é que digitalizar os canais de TV não é algo assim tão fácil, o que está gerando dificuldades em diversas cidades, principalmente no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas.

Por conta de questões técnicas, os canais analógicos não têm espaço para serem abrigados na frequência separada para os digitais. Como você já deve ter imaginado, esse problema atrapalha a iniciativa do Governo de incentivar o 4G, fato que pede soluções rápidas por parte do Ministério das Comunicações.

E a internet entra na mira

Uma das soluções para que esse problema acabe é o de “recortar” um espaço da frequência de 700 MHz com o objetivo de abrigar canais analógicos. No entanto, se esse plano for seguido, a conexão de alta velocidade do 4G acabaria limitada — ou seja, é bem provável que a transferência de dados fique abaixo do que é esperado.

A outra solução é acabar com a paridade de algumas empresas. Até a desativação oficial dos canais analógicos, grandes emissoras devem manter um sinal digital e outro “convencional” ativo. Contudo, isso acaba lotando as frequências e acabando com o espaço reservado para a internet.

Além de tudo isso, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também afirmou que não espera ter que tirar emissoras do ar, mas que essa é uma opção no caso de as outras soluções não gerarem bons resultados.

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