Más notícias para a Fitbit, famosa fabricante americana de smartwatches. Após ter sofrido uma queda de 18% no valor de suas ações, a empresa acabou de ser acionada na Justiça por não fornecer dados precisos de monitoramento de batimentos cardíacos. Segundo a acusação, a companhia teria conhecimento de que os dados que seus produtos fornecem seriam falsos e estaria propositalmente enganando seus clientes.

De acordo com o processo, levado a cabo por três pessoas, a tecnologia de monitoramento cardíaco chamada PurePulse, presente em modelos como o Charge HR e o Surge, funcionaria com uma “margem significante” de erro, principalmente durante os momentos mais intensos dos exercícios. Levando em conta o investimento da Fitbit na tecnologia de monitoramento de batimentos do coração em suas campanhas de marketing, os querelantes afirmaram ter sido enganados pela campanha que afirma “contar todas as batidas”.

Problema pode ser geral?

A tecnologia PurePulse utiliza LEDs para monitorar o fluxo de sangue do pulso do usuário do smartwatch. Através de algoritmos, é possível determinar a frequência cardíaca da pessoa. Uma tecnologia semelhante é utilizada por outros relógios inteligentes – como o Apple Watch – com a mesma função. Apesar disso, nenhuma reclamação da mesma natureza foi recebida por outras marcas.

Os requerentes do processo afirmaram ter adquirido o aparelho da Fitbit com a intenção exata de ter uma leitura acurada dos batimentos cardíacos durante a prática de esportes de alto rendimento. Um deles afirmou que o smarthwatch da Fitbit registrou 82 batimentos por minuto após uma série de atividades físicas e, ao aferir o valor através do equipamento usado pelo treinador, mediu 160 batimentos.

Não é a primeira vez que a Fitbit tem problemas com seus produtos. No começo de 2015, uma série de usuários reclamaram que os dispositivos causavam coceira e vermelhidão nos pulsos quando usados por algum tempo. O smartwatch, no caso o Fitbit Force, foi tirado do mercado e substituído pelo modelo Charge.

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