Não é incomum ir a alguma reunião com amigos ou outro tipo de evento social e presenciar diversas pessoas “grudadas” a seus smartphones. Cientes do quanto isso pode prejudicar relações, muitas pessoas estão deixando de lado aparelhos repletos de recursos de conectividade para apostar em modelos mais simples com funções consideradas menos “inteligentes”.

Embora o mercado para os chamados “dumbphones” seja uma fração do que foi um dia, ele continua bastante saudável graças à oferta de modelos simples e baratos. Segundo Francisco Jeronimo, diretor da empresa de pesquisas europeia IDC, ainda há uma grande demanda por esse tipo de celular — por mais que muitas pessoas já os estejam substituindo por smartphones mais simples.

Enquanto fabricantes como a Sony e a LG já deram as costas para esse mercado — que atualmente movimenta cerca de 44 milhões de dólares —, nomes como Microsoft e Samsung continuam apostando nele. Entre as vantagens oferecidas por esses produtos está um hardware que não precisa ser atualizado anualmente e uma duração de bateria muito maior que a oferecida por modelos top de linha.

Esses eletrônicos também se mostram atrativos para quem quer se desconectar um pouco do mundo digital, como o fundador da Light Phone, Joe Hollier. Analistas afirmam que também está se tornando comum que gadgets do tipo sejam vistos como uma segunda opção por pessoas que usam aparelhos mais complexos durante o dia e os deixam em casa ao sair no período noturno.

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