A Microsoft fez muita gente feliz quando revelou que os usuários do Windows 7, 8 e 8.1 receberiam gratuitamente uma atualização gratuita para o Windows 10 durante o primeiro ano após o lançamento da novidade. No entanto, muita gente ficou com um pé atrás, imaginando se esse update grátis não seria algo temporário, que resultaria em uma cobrança posterior caso queiram continuar a usar a nova versão do sistema operacional.

Segundo a própria Microsoft, os dispositivos que forem atualizados gratuitamente receberão apoio “durante o seu período de vida útil em que continuarem tendo suporte”. Embora o significado exato dessa declaração não tenha ficado muito claro, novas revelações da empresa a respeito da sua política de receita para o Windows 10 podem esclarecer um pouco as coisas.

A Microsoft recentemente anunciou que, para o Windows 10, ela não vai mais reconhecer os rendimentos vindos de licenças de consumidores no momento exato em que os aparelhos contendo o sistema forem comprados. Na verdade, a companhia agora vai “parcelar” essa renda ao longo de vários trimestres subsequentes, dependendo da estimativa de vida útil do suporte aos dispositivos.

O que isso que dizer?

O fato desse novo método de contabilidade dos rendimentos da Microsoft usar o mesmo termo de “período de vida útil do suporte” que foi utilizado para falar da atualização para o Windows 10 serve para especificar o quanto tempo a gratuidade deve durar. Em uma apresentação feita recentemente a analistas, a empresa revelou que esse período vai variar de acordo com cada tipo de dispositivo.

É provável que a Microsoft determine a duração desse “parcelamento” em alguns anos, mas cada tipo de aparelho com o Windows 10 terá uma vida útil diferente. Um tablet, por exemplo, deve durar cerca de 2 anos, enquanto um dispositivo 2-em-1 deve ter cerca de 3 anos e um notebook provavelmente será suportado pro 4 anos. Outra possibilidade é que esses números sejam determinados simplesmente pelo tamanho da tela do aparelho em questão.

Ainda não está claro como essas mudanças vão afetar os consumidores, já que a Microsoft não informou o que vai acontecer quando esse período “suportado” acabar. É improvável que a empresa force os usuários a regredir para seu Windows anterior caso se recusem a pagar após o término do prazo, mas é possível que esses usuários deixem de receber novas atualizações do sistema. Por enquanto, tudo ainda não passa de especulação.

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