A Comissão Nacional de Proteção de Dados da França (CNIL) deu alguns puxões de orelha na Microsoft há quase exatamente um ano: em 30 de junho do ano passado, o órgão notificou a empresa, fazendo algumas acusações relacionadas à segurança e à privacidade do Windows 10. Nesta quinta-feira (29), a agência veio a público novamente, desta vez para elogiar a companhia de Redmond.

Segundo o órgão, estas eram as maiores falhas da versão mais recente do sistema operacional em 2016:

  • Coleta de dados excessiva ou irrelevante ao registrar informações sobre, por exemplo, todos os aplicativos baixados e instalados no sistema;
  • Falta de segurança ao oferecer proteção ao PC por meio de uma senha de quatro dígitos;
  • Falta de consentimento individual ao permitir que aplicativos e parceiros monitorassem a navegação de um usuário e também ao colocar cookies dos usuários em páginas da web sem uma autorização expressa;
  • Transferência de dados de usuários franceses para fora da União Europeia ao encaminhar informações para servidores nos Estados Unidos, prática proibida pela União Europeia desde 2015.

Problemas corrigidos

Ao longo do último ano, a Microsoft trouxe novidades para os seus usuários e, na avaliação do próprio CNIL, foi capaz de melhorar algumas situações problemáticas. No comunicado divulgado hoje, a agência francesa garantiu que as alterações devolveram a confiança ao Windows 10.

Isso foi possível, por exemplo, por meio da redução da quantidade de dados coletados e também da exibição de informações mais claras a fim de deixar os usuários decidirem quais dados eles desejam compartilhar ou não, inclusive durante o processo de instalação do sistema operacional.

Além disso, o sistema de proteção via senha de quatro dígitos também foi reformado e agora os usuários contam com novas ferramentas de autenticação para acessar a máquina e serviços da internet de maneira mais segura. Completam a lista de novidades ainda a adesão a acordos do CNIL relacionados à segurança e à privacidade e também o fim do registro de cookies na maioria dos sites no Windows 10 (esse processo será completado até 30 de setembro).

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