(Fonte da imagem: Reprodução/TheVerge)

Nesta semana, o WikiLeaks tornou a chamar a atenção da mídia de todo o mundo, por conta de um novo documento sigiloso que foi publicado. Desta vez, o arquivo não tem relação com espionagem entre governos, mas diz respeito a um plano secreto que tem o objetivo de regular a internet de maneira mais rígida.

Nós estamos falando da Trans-Pacific Partnership — que em tradução livre pode significar “Parceria Transpacífico” ou ser abreviada como TPP —, iniciativa que já havia aparecido de maneira discreta em outros vazamentos do WikiLeaks. No entanto, somente agora foi possível avaliar a dimensão deste projeto.

Sim, são interesses comerciais...

De acordo com informações de fontes internacionais que tiveram acesso aos documentos, a TPP diz respeito a uma parceria feita entre países banhados pelo pacífico, como Estados Unidos, Chile, Canadá, Peru, Japão, Austrália, entre outros. Além disso, o objetivo é o de regular qualquer tipo de produto com direitos autorais e também a liberdade de expressão dentro da internet.

Ainda segundo os dados transmitidos, toda movimentação é feita de acordo com o interesse de diferentes corporações norte-americanas. Com essa vigilância feita em cima de qualquer tipo de conteúdo, empresas de todos os ramos (inclua até mesmo a Microsoft nisso) podem adquirir vantagens em relação aos seus concorrentes ou controlar a divulgação de seus produtos e serviços.

Outra característica importante que também merece ser citada é o fato de que os Estados Unidos e o Japão são contra o que é chamado de balança de interesses entre companhias e a comunidade. Dessa maneira, a TPP também seria utilizada como ferramenta de vigilância de leis como a polêmica SOPA, por exemplo.

Os resultados podem ser bem negativos

Assim como citam diferentes sites norte-americanos, os efeitos desse controle da internet poderiam gerar os mais diferentes resultados, como o aumento do preço de remédios para o câncer, competição desleal em diferentes segmentos de mercado, entre outros danos graves, por assim dizer.

Por conta de o vazamento ser recente — ele aconteceu nesta quarta-feira (13) —, os governos dos países envolvidos na TPP ainda não se pronunciaram sobre o caso. Além de tudo isso, caso você esteja interessado em conferir os documentos com seus próprios olhos, clique aqui e acesse a página correta do WikiLeaks (há um link disponível para download).

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