(Fonte da imagem: Arquivo pessoal/Sigurdur Thordarson)

Sigurdur “Siggi” Thordarson tem 20 anos e nasceu na Islândia. Antes da maioridade, já ajudava uma das organizações mais polêmicas do mundo, a WikiLeaks, responsável por obter e divulgar documentos comprometedores sobre política internacional. Mas a história do jovem não termina aí: peça-chave do esquema de Julian Assange, ele acaba de anunciar que era também informante do FBI.

A função de agente duplo teria rendido a Siggi cerca de US$ 5 mil. Ele realizava reuniões constantes com agentes, em que fazia um relatório das atividades do WikILeaks, além de enviar cópias de documentos importantes e projetos, o que inclui até uma cópia do passaporte do criador do site, Julian Assange.

“Comprar” um espião significa, segundo especialistas, que o FBI considera o WikiLeaks não só um projeto de notícias, mas uma organização criminosa. Siggi alega ter centenas de páginas de bate-papo entre ele e colegas do WikiLeaks – tudo repassado aos agentes. Ele é o primeiro informante do projeto que vai a público.

A mudança de lado

A notícia torna-se ainda mais bombástica quando se descobre que Siggi era tido como um pupilo de Assange, um “estagiário” inseparável e sempre defendido pelo chefe. Ele chegou até a usar a influência na organização para contratar, por conta própria, o grupo hacker LulzSec para derrubar sites do governo islandês.

Quando um dos líderes dos hackers, Sabu, foi preso e virou informante, o nome de Siggi foi descoberto entre os cúmplices. Dois meses depois, ele contatou o FBI e passou a cooperar. Ele cita duas razões para a traição: a primeira é não gostar de quebrar leis ao trabalhar com grupos como o LulzSec, o que não faz sentido, já que foi ele quem teve a ideia original de recrutá-los. A segunda é mais sincera: “Acho que foi pela aventura”, confessou o jovem ao Wired.

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