A espera finalmente acabou e o mistério foi revelado. Desde que a Nintendo apresentou seu novo console, na última E3, todo mundo queria saber o que o Wii U seria capaz de fazer. O tempo passou e finalmente pudemos colocar nossas mãos na próxima geração!

É claro que o sistema chegou à feira sendo muito badalado, atraindo a atenção de dezenas de curiosos que queriam ver as duas telas simultâneas em funcionamento. Para isso, a "Big N" trouxe títulos bem variados, como você já conferiu em nossas prévias.

Mas e o console em si? Ele é realmente tudo aquilo que esperávamos, algo superior ou a decepção que temíamos? O BJ testou o console e traz as primeiras impressões para você!

A grande estrela, o Control Pad

Falar do Wii U é, consequentemente, comentar sobre seu novo conceito de controle. Como todos já devem estar cansados de saber, o Control Pad chama a atenção por ser uma espécie de híbrido entre o joystick tradicional e o tablet. A tela de 6,2 polegadas no seu centro traz uma experiência realmente interessante, já que cada jogo a utiliza de maneira diferente.

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Em ZombiU, por exemplo, ela é usada como um complemento da imagem exibida na TV. Trazendo informações adicionais, como lista de itens ou um mapa, o game praticamente obriga jogador a ficar atento às duas telas para sobreviver. Além disso, ele traz um sistema de interação em que você scanneia locais enquanto mexe o controle, com direito a uma resposta muito boa do sensor de movimento.

Já em New Super Mario Bros. U, temos outra funcionalidade sendo aproveitada: o compartilhamento de imagens. Tanto a TV quanto o Control Pad exibem as mesmas imagens, o que faz com que o joystick do Wii U também possa ser usado como uma espécie de portátil.

Em ambos os casos, o resultado é bem satisfatório. A tela executa muito bem os comandos dos dedos, incluindo a velocidade com que a ação é feita. Em linhas gerais, o tempo de resposta e a precisão são perfeitos, já que não sofremos nenhum tipo de problema em nossos testes.

No entanto, o mesmo não pode ser dito da qualidade da imagem na touchscreen. Apesar de ela realmente ser bem bonita por conta da direção de arte de muitos jogos, a resolução não é das melhores. Não espere encontrar gráficos em HD, já que o aparelho simplesmente não consegue suportar esse tipo de imagem, criando os famigerados serrilhados.

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Para quem temia que a tela fizesse com que o controle fosse pesado e incômodo, eis uma boa notícia. Apesar de realmente ser bem grande, o joystick do Wii U é impressionantemente leve e fácil de usar. Seu formato é feito de modo que ele não incomode suas mãos mesmo após longos períodos. A posição dos botões, sobretudo do L/R e ZL/ZR, faz com que seus dedos  fiquem exatamente no melhor ponto para evitar qualquer tipo de problema.

Além dele, há o Wii U Pro Controller, uma versão mais básica do controle para que o pessoal mais hardcore possa jogar sem se preocupar com o tamanho do tablet. Apesar de sua grande semelhança com o joystick do Xbox 360, ele tem seus próprios méritos. Exemplo disso é o conforto, já que ele foi uma das melhores experiências em termos de ergonomia que eu já tive em um video game. Sabe quando você pega um acessório novo e estranha um pouco seu novo formato? Pois isso não acontece, já que sua relação de peso e tamanho é simplesmente ideal.

Um hardware da nova geração? 

Se o Control Pad consegue ser o destaque que a Nintendo tanto prometia, o mesmo não pode ser dito dos rumores sobre os gráficos. Os testes no estande da empresa mostraram que, nesse primeiro momento, o Wii U não tem potencial para bater de frente com PlayStation 3 e Xbox 360.

(Fonte da imagem: Baixaki Jogos)

Ainda que jogos como New Super Mario Bros. U e Trine 2: Directors Cut consigam trazer um visual realmente impressionante - afinal, a direção de arte desses jogos é fantástica e a alta definição apenas os deixa mais bonitos -, os problemas começam a aparecer em jogos com uma aparência mais realista.

A melhor maneira de testar o potencial gráfico do Wii U é exatamente em um título que apareceu nas duas gerações. E é exatamente em Batman: Arkham City - Armored Edition que vemos que o console ainda precisa comer mais feijão para chegar aonde os fãs queriam.

Por mais que as animações estejam bem bonitas e a modelagem equivalente às versões que conhecemos, a quantidade de texturas e filtros ficou bem abaixo. Em nossos testes, vimos um cenário completamente chapado e com pouquíssimos detalhes. Pode ser uma falha da demo do game? Talvez, mas a decepção nesse ponto é inegável.

E para o Brasil?

Os anúncios da Nintendo em sua conferência foram um tanto quase genéricos, limitando-se apenas ao período de lançamento. Como nada foi dito sobre o Brasil, conversamos com o diretor de marketing da empresa na América Latina, Mark Wentley, para saber um pouco mais sobre os planos da empresa para o país.