(Fonte da imagem: iStock)

Da temida tendinite você pode até ter ouvido falar, mas “Whatsappinite”? Pode parecer estranho, mas uma mulher de 34 anos foi diagnosticada com essa doença na revista espanhola de medicina “The Lancet”, segundo a Folha de São Paulo.

A doença, que é caracterizada por fortes dores nas mãos e polegares (basicamente uma tendinite nas mãos), foi causada quando a paciente passou cerca de seis horas trocando mensagens no WhatsApp (que surpresa) para desejar boas festas aos amigos nas festas de Natal. O tratamento prescrito, como você deve imaginar, foi abstinência total do celular, além de anti-inflamatórios.

Um problema antigo

Variações da tendinite causadas pelo uso excessivo de certos aparelhos não é uma novidade. Desde os anos 90, registros médicos relatam casos de “Nintendinite”, causado pelo uso exagerado dos primeiros consoles; já nos anos 2000, casos da “tendinite do SMS” foram extremamente comuns entre os primeiros donos de celulares.

E, se você acha que os smartphones atuais estão livres desse problema, engana-se: isso está cada vez mais comum, sendo que os casos de Whatsappinite só vêm aumentando. “Muitos profissionais tentam transformar o smartphone num escritório portátil, mas esses aparelhos não estão adaptados a um uso tão constante e repetido.”, explica o ortopedista Mateus Saito.

A solução, assim como dito antes, é evitar usar esses aparelhos em excesso. Mas e se você não puder abrir mão da tecnologia para se comunicar com os outros? “Não dá para substituir um computador quando se quer saúde para as mãos”, diz Saito.

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