Divulgada na última sexta-feira (13), uma suposta vulnerabilidade do WhatsApp começou a preocupar usuários interessados em manter a privacidade de suas comunicações. Em resposta à divulgação do “defeito”, os responsáveis pelo comunicador afirmam que não há motivos para pânico e que, na realidade, a aparente “falha” é essencial para o software funcionar.

O que pode ser visto por muitas pessoas como um erro é na verdade resultado das limitações que as tecnologias de criptografia apresentam quando estamos falando de um app com mais de 1 bilhão de usuários. Como padrão, o WhatsApp muda automaticamente sua chave de criptografia sem notificar o indivíduo, mas é possível configurar um alerta para mostrar os momentos em que isso acontece.

Esse comportamento, em tese, permite que pessoas mal intencionadas tenham acesso a suas conversas sem a devida autorização. Já os responsáveis pelo aplicativo argumentam que esse comportamento não é algo indesejado, visto que, entre outros recursos, ele permite que consumidores que compraram um novo celular continuem participando de conversas anteriores.

É a maneira como a criptografia funciona

“O jeito como o WhatsApp lida com mudanças de chaves não é uma ‘backdoor’”, afirma Moxie Marlinspike, desenvolvedor do sistema usado pelo comunicador e por concorrentes como o Signal. “Essa é a maneira como a criptografia funciona. Qualquer tentativa de interceptar mensagens durante sua transmissão é detectável por quem as enviou, assim como acontece no Signal, PGP ou qualquer outro sistema de comunicação criptografado lado a lado”.

O criador do sistema de segurança do app afirma que não há com o que se preocupar

“Dado o tamanho e o escopo da base de usuários do WhatsApp, sinto que sua escolha de mostrar uma notificação sem bloqueios é algo apropriado. Ele oferece uma garantia transparente e assegurada por criptografia da privacidade das comunicações dos usuários combinada a uma experiência de uso simples”, complementa.

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