Imagem de The Lord of the Rings Online: Shadows of Angmar
Imagem de The Lord of the Rings Online: Shadows of Angmar

The Lord of the Rings Online: Shadows of Angmar

Nota do Voxel
85

O universo de Tolkien fielmente representado... Finalmente

Devido à quantidade de games existentes no mercado, muitas vezes deixamos passar alguns títulos. No entanto, sempre que possível tentamos olhar um pouco para trás e analisar aqueles que ainda não tínhamos testado, o que é o caso de Lord of the Rings Online. O game recebeu sua terceira expansão há apenas alguns dias, no ínicio do mês, e resolvemos ver do que se trata.

A premissa básica é bastante conhecida do público: transportar o universo do Senhor dos Anéis para o universo dos MMORPGs. O que é uma tarefa bastante grandiosa, especialmente se considerarmos que não foi utilizado nenhum recurso proveniente da trilogia de filmes de Peter Jackson. Portanto, existe uma aproximação muito maior à mitologia de Tolkien.


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Antes que alguém se engane, vale dizer logo no início: não se trata de encarnar um dos integrantes da Sociedade do Anel, mesmo porque isso seria inviável em um jogo online. Porém, o estilo de interação se baseia fortemente nas relações exploradas pelo autor em seus livros, tanto que os grupos são chamados de “Fellowships”, o termo em inglês que foi traduzido como “sociedade”.

Passemos a nossa experiência. Como se trata de um MMORPG, vamos tratar da nossa jornada pelo game através dos olhos de uma classe que escolhemos, uma que foi adicionada com a expansão Mines of Moria: Warden. Ela é uma de nove disponíveis, que abrangem grande parte das figuras que podem ser identificadas no universo do Senhor dos Anéis.

Decidimos pela raça élfica. Logo que começamos nossa aventura, estávamos em plena batalha — a cidade em que nos encontrávamos estava sendo atacada por um grupo de anões e goblins que se aliaram para tentar roubar relíquias que estavam em poder dos elfos. Esta área servia como tutorial para aprendermos o básico sobre a jogabilidade, e ao final ficamos sabendo que se tratava de um flashback.

Após este tutorial, partimos para uma introdução que expôs o resto do que precisávamos saber a respeito do game para nos virarmos sozinhos, e saímos dela no nível 7. O interessante é que já no início encontramos figuras grandes da mitologia, como Elrond e Dwalin — este último foi um dos anões que acompanhou Bilbo em sua campanha contra Smaug.

Nestes primeiros momentos, o que nos chamou imediatamente a atenção foram os detalhes dos visuais. O trabalho de arte tentou reproduzir fielmente cada estilo das diferentes raças e o contraste é flagrante entre os elfos e os anões — mas, ao mesmo tempo, tudo parece fazer parte de um mesmo mundo, e o toque de Tolkien é visível, o que era essencial que acontecesse.


Adivinha onde é!
Evoluímos nosso personagem através de diversas áreas até o nível 15, quando fomos informados pelo game que podíamos agora comprar uma casa e adquirir hobbies — como, por exemplo, a pescaria. Durante o percurso, tornamo-nos exploradores (uma vocação que libera certas profissões) e ganhamos vários títulos referentes a ações que realizamos.

Sendo um MMORPG, é difícil julgar — sem passar inúmeras horas jogando — se o game possui apelo contínuo. No entanto, no que diz respeito a fazer parte de um mundo de fantasia inigualável e colocar o jogador neste meio sem que destoe ou estrague o universo de Tolkien, o título é fantástico. A Turbine realizou, sem dúvida, um trabalho digno.
É sempre arriscado dizer sim ou não a esta pergunta, quando se trata de MMOs. Mas arriscarei e direi que sim, vale a pena. No entanto, não é para todos. O game explora muito bem o universo de Tolkien e os fãs certamente se sentirão muito bem ao explorar tudo aquilo que eles já conhecem de forma visual e interativa.

No entanto, o game possui um foco bastante grande na história, na exploração dos personagens e na temática, o que pode não agradar aqueles que preferem bastante ação, direta e frenética. Quem não quer entender a forma como as coisas funcionam na Terra-Média certamente não se sentirá muito atraído pelo título.


Quem são esses?
Ou seja, se você está interessado em explorar o universo de Tolkien e visualizar alguns dos elementos sobre os quais já leu — ou viu no cinema sob outra perspectiva — vale a pena dar uma conferida, nem que seja através do sistema de testes por dez dias gratuitos. Mas se você é fã de Tolkien, este MMORPG pode ser uma excelente pedida.

As modificações trazidas pelos patches e expansões certamente moldaram o game de forma muito boa, e ele está bem melhor do que era na época de seu lançamento. Quem sabe após passarmos mais tempo com ele traremos a vocês o conteúdo exclusivo para níveis mais altos que as expansões trouxeram...