Imagem de Tearaway
Imagem de Tearaway

Tearaway

Nota do Voxel
89

Jogando dentro e fora do Vita!

A Media Molecule, famosa pelos seus trabalhos com a estupenda franquia LittleBigPlanet, acaba de lançar seu novo trabalho exclusivo para o PlayStation Vita, chamado Tearaway. A produção vai colocar os jogadores dentro de um mundo de papel colorido, tesouras, dobraduras e muitos personagens curiosamente sentimentais.

Além disso, a aventura vai contar com a mais do que ilustre participação de uma das pessoas mais importantes do mundo: você mesmo! Com o uso da câmera frontal do PS Vita, seu rosto será colocado no lugar do sol, além do que a trama toda gira em torno da aventura que será entregar uma mensagem para você. Por mais estranho que possa parecer nas primeiras vezes que sua imagem apareça na estrela amarela no céu, você logo se acostuma a se olhar na telinha de seu console.

A história entregue pelo game até que é bem simples. Você assume o controle de iota (ou atoi, dependendo de sua escolha de gênero), que carrega simultaneamente a dupla função de mensageiro e de mensagem. Explicando melhor, o jovem rapazinho de papel é a própria correspondência tentando chegar até você. E, para isso, você também terá que assumir uma nova persona, cuja função é modelar os objetos do caminho, a fim de facilitar a vida do protagonista.

Enfim, para evitar estragar qualquer surpresa que os gamers possam ter pelo caminho, será que a Media Molecule conseguiu construir uma nova produção tão (ou mais) interessante que o jogo que a projetou para o mundo? Vamos conferir.

Tearaway é uma produção da Media Molecule, a mesma empresa por trás da franquia LittleBigPlanet, com uma proposta relativamente parecida, mas que foi lançada exclusivamente para o PlayStation Vita. Além disso, o título ainda apresenta características fenomenais que certamente o colocam no mesmo hall de jogos que carregam propostas fortemente baseadas em arte conceitual.

Em outras palavras, a equipe de produção do game realmente transcendeu os limites das obras convencionais, criando um título que usa elementos extremamente modernos de construção de enredo. A simplicidade com a qual a história é contada esconde conceitos muito mais complexos, que envolvem a participação dos jogadores tanto como protagonistas da trama como também os coloca no papel de elementos internos da aventura.

Não é nenhum absurdo dizer que Tearaway é conduzido de uma maneira quase teatral, assim como já vimos em outras produções muito maiores (como Puppeteer, Stacking e até mesmo o mítico Journey). Mas, como nem tudo é perfeito, a jogatina é bastante curta, sendo que o jogo não alimenta muito sua vontade de retornar ao mundo de papéis e dobraduras, já que não há muito conteúdo disponível além do fim da história.

Enfim, Tearaway é uma das mais gratas surpresas do PlayStation Vita até hoje e o jogo certamente deve compor a biblioteca de melhores títulos do portátil. Vale a pena principalmente para quem gosta de fugir dos “games comuns” e encarar desafios diferenciados — e de certa forma mais adultos.

Este jogo foi adquirido pela equipe do BJ para a realização desta análise.