Imagem de Monster Hunter Rise: Sunbreak
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Monster Hunter Rise: Sunbreak

Nota do Voxel
87

Monster Hunter Rise: Sunbreak mistura novidades e monstros familiares

Depois de um sucesso tão grandioso com Monster Hunter World, seria impossível evitar comparações do título com iterações mais recentes da franquia, como é o caso de Monster Hunter Rise, mesmo que suas propostas sejam bem diferentes. Agora que a expansão Sunbreak está chegando no PC e Nintendo Switch nesse finalzinho de junho, os paralelos entre ele e Iceborne também seriam inevitáveis, mas não demora para notar que os dois também diferem bastante um do outro.

Ainda assim, a questão que mais preocupa os fãs da franquia é se esse DLC realmente vale a pena, ainda mais pelo preço de um jogo novo. Nós passamos cerca de três semanas caçando monstros no Ranque Mestre sem parar exatamente para te responder isso, então é só conferir a análise logo a seguir para saber tudo!

Monstrinhos novos na área

Possivelmente um dos assuntos que mais interessa os jogadores sobre Sunbreak são os novos monstros e áreas liberadas com o DLC. Talvez a maior diferença com Iceborne nesse sentido é que, em vez de apresentar os monstros novos na maior parte das quests principais, eles aparecem aos poucos em Sunbreak. Por isso, você passará boa parte do seu tempo inicial com a expansão caçando os bichos que já vimos na campanha principal de Monster Hunter Rise, com os inimigos novos sendo quase uma recompensa enquanto você sobe de nível.

Embora isso te dê a chance de caçar todo tipo de monstro em um Ranque mais alto para fazer seus novos equipamentos, essa decisão também pode passar a sensação de que você não está vendo muita coisa inédita na maior parte do tempo. É claro que Iceborne também contava com as versões de alto nível de monstros já vistos antes, mas as missões principais eram bem focadas em conteúdo novo. Não dá para negar que isso será frustrante para muitos jogadores que querem ver algo diferente logo de cara, então vale a pena saber deste detalhe se pensa em comprar o DLC.

Dito isso, garantimos que o número de monstros inéditos nesta expansão é considerável, o que vale tanto para os que não tinham aparecido antes e como para aqueles que são variações especiais de algo visto previamente. As novas regiões também são bem interessantes e cheias de cantinhos que valem a pena explorar melhor em expedições, especialmente se você é um fã veterano, já que deve aproveitar ainda mais o retorno do mapa da Selva e a variedade de biomas no mapa Citadel, ou “Forte” na versão brasileira.

Só para deixar claro, não vamos revelar muito além do que a própria Capcom já anunciou para não estragar sua experiência e possíveis surpresas com a expansão, mas vale dizer que a quantidade de conteúdo é algo com o que você não precisa se preocupar aqui. Só tenha em mente que, conforme mencionamos, esse conteúdo pode não ser apresentado de forma tão rápida como você gostaria.

Missões para todos os gostos

Focando mais nas missões em si, quem já jogou Monster Hunter Rise deve lembrar que suas quests se dividiam entre as da Aldeia de Kamura (que eram mais fáceis e single player) e as da Área de Encontro (que eram mais difíceis e podiam ser jogadas em multiplayer). Em Sunbreak, esse esquema volta a aparecer de forma um tanto diferente, já que agora todas as missões principais do Ranque Mestre podem ser aproveitadas em multiplayer, enquanto as novas quests solo são chamadas de “missões colaborativas”.

Você verá muitos monstros, mas terá que enfrentar caras familiares antesVocê verá muitos monstros, mas terá que enfrentar caras familiares antesFonte:  Capcom/Reprodução 

Essa colaboração ocorre com NPCs que você conhece no novo posto de Elgado, que servem como seus seguidores e ajudantes de caça. Eles mesmos irão te procurar para propor essas caçadas opcionais, mas muito divertidas. Vale mencionar que em algumas delas, seus companheiros já estarão definidos, mas em outros, será possível selecionar os seguidores e que armas eles utilizarão nas missões. Essa colaboração também ocorre em missões principais relevantes para a história de Sunbreak, então você terá um gostinho dessa participação especial de qualquer jeito.

Felizmente, os NPCs ajudam bastante no dano aos monstros, colocam armadilhas no chão, utilizam itens de suporte e até vão buscar outros bichos no mapa para ajudar a bater no alvo principal. De resto, você ainda tem novas missões de expedição, de arena e eventos como antes, então haverá uma boa variedade do que fazer enquanto busca novos materiais para suas armaduras, armas e adornos de Ranque Mestre.

Se prepare para ir atrás de mais materiais

Falando nelas, temos certeza que você deve estar curioso para saber mais sobre suas novas opções de defesa, ataque e decorações em Sunbreak. Como sempre, você precisará caçar os monstros no novo ranque para destravar as peças aprimoradas aos poucos, mas felizmente, mesmo o equipamento mais básico do Ranque Mestre já é melhor do que o mais raro do Ranque Alto. Isso vale ainda mais se você já possui alguns dos adornos necessários para melhorar os status da sua build de preferência.

Embora seja totalmente possível realizar as caçadas da missão principal sozinho, aconselhamos que sempre procure por companheiros no modo multiplayer, pelo menos no início das suas aventuras em Sunbreak. Dizemos isso porque seu dano e sua defesa serão motivo de piada até para o Kulu-Ya-Ku mais fraquinho da região. Mesmo com a melhor build possível para diversas armas no Ranque Alto, eu ainda demorava entre 25 e 30 minutos para matar os bichos sozinha, um tempo que melhorou depois que fiz um upgrade básico para armas e armaduras bem simples do Ranque Mestre.

Para quem gosta de um desafio, a expansão caprichou bem, já que mesmo quando eu estava com um equipamento bem decente, ainda sentia uma boa dificuldade nos confrontos com os novos bichos. Sei que muitos fãs reclamaram que o jogo base estava fácil demais durante as caçadas, o que é verdade em comparação com games anteriores, então esse é mais um ponto positivo para Sunbreak.

Agora para aqueles que fizeram um grind absurdo pelos materiais necessários para construir adornos raros, temos que dar a notícia que muitos já esperam e temiam: há novos e melhores adornos para deixar suas builds ainda mais poderosas do que antes. Além dos que já conhecemos, também há a adição dos “Adornos Frenesi”, que possuem habilidades especiais e só podem ser colocadas em armas que tenham o slot correto, não sendo possível usá-las em equipamento antigo. Por isso, vá se preparando para ter que ir atrás de muitos materiais tudo de novo.

Detalhes que fazem a diferença

Outro aspecto positivo de Monster Hunter Rise: Sunbreak é que há muitas pequenas melhorias em mecânicas já existentes no game base, algo que poderia ter sido adicionado em atualizações gratuitas, mas que entendemos que a Capcom preferiu deixar para o DLC. Assim que chegar no posto de Elgado, você será bombardeado de novidades relacionadas à essas melhorias, então faça questão de prestar atenção em tudo o que os NPCs têm a dizer.

Para começar, você terá toda uma aula sobre tudo que cerca seus Amigatos e Amicães, os nossos fiéis companheirinhos de caça. Eles podem conseguir itens mais raros em missões do Argosy, podem checar áreas especiais nas regiões onde você está caçando e receber habilidades secretas que te ajudam durante as missões. Se antes você não sentia tanta motivação em levar os Amigatos nas aventuras, talvez agora veja que eles podem ser mais úteis que os nossos cachorros de montaria.

Há diversas melhorias além dos bichos novos que encontrará durante as caçadasHá diversas melhorias além dos bichos novos que encontrará durante as caçadasFonte:  Capcom/Reprodução 

Agora também é possível apressar a criação de talismãs com o vendedor em vez de esperar pelo fim de uma missão, mas só com a ajuda de um item especial. Esse mesmo NPC também te dá alguns prêmios extras durante suas loterias se você juntar pontos suficientes. São detalhes pequenos, mas que deixam as interações com o vendedor mais vantajosas.

Outro detalhe minúsculo, mas que torna o game fluido, é que você pode usar o atalho do mapa para ir a qualquer área da Aldeia de Kamura e Elgado com questão de segundos. Como antes, você terá marcadores que mostram se há algum NPC para te oferecer quests ou para os quais você pode realizar a entrega de materiais. Não há cenas ou e o tempo de carregamento é bem curto para essas transições, o que é melhor ainda.

Talvez a melhor adição às mecânicas já existentes seja a possibilidade de criar configurações para suas habilidades de troca, também conhecidas como Switch Skills. Basicamente, você poderá montar duas seleções diferentes dessas habilidades e trocar entre elas durante as caçadas. Desta forma, é possível adaptar o uso das Switch Skills quando achar necessário e apenas ao pressionar uma combinação de botões.

O que o futuro aguarda?

Algo que podemos ter certeza é que o que teremos no lançamento de Sunbreak não será a totalidade do conteúdo que a Capcom espera oferecer para o jogo eventualmente. A empresa sempre dá um grande suporte para os games da franquia com atualizações que trazem monstros, armaduras, e diversas melhorias inéditas ao longo de meses. Lançado no início de 2018, Monster Hunter World e Iceborne receberam novos monstros até o final de 2020, com o último update tendo sido liberado em 2021, por exemplo.

A própria Capcom já deixou claro que vai disponibilizar três updates com novos monstros e áreas até o final de 2022 para quem tiver a expansão. Embora tenha sido menos específica, a empresa também divulgou que podemos esperar atualizações gratuitas para o ano de 2023, o que dá um certo conforto para os jogadores que querem aproveitar Monster Hunter Rise e o Sunbreak por ainda mais tempo.

Vale a pena?

Bom, depois de passar muito mais horas do que eu gostaria de admitir com Monster Hunter Rise: Sunbreak, posso dizer que o conteúdo é bem similar ao que eu esperava de uma expansão da franquia. O início realmente pode passar uma sensação mais arrastada pelos monstros novos aparecerem  aos poucos, mas isso não deixa o conteúdo menos divertido ou proveitoso.

Mesmo se fizer apenas as missões necessárias para zerar a nova história e chegar no conteúdo de endgame, você ainda terá uma campanha bem longa pela frente e que se equipara ao tempo gasto no jogo base. E acredite, haverá muito o que fazer além do básico se não quiser se despedir de Kamura e Elgado assim que a cena de créditos rolar na tela. Para quem é fã de Monster Hunter e sabe que terá que esperar mais algum tempo por outra iteração, tanto Rise como Sunbreak são indispensáveis na sua biblioteca.

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Pontos Positivos
  • As missões colaborativas dão um toque interessante para quem gosta das quests fora do multiplayer
  • Há muitas melhorias para mecânicas do game base
  • Boas maneiras de melhorar seus amigatos e amicães
  • Há muitos monstros novos e variações interessantes de bichos vistos anteriormente
  • A dificuldade do Ranque Mestre é bem balanceada, devendo agradar quem achou Rise muito fácil
Pontos Negativos
  • Demora na apresentação de novos monstros, tornando o início do DLC mais arrastado
  • Alguns recursos poderiam ter sido adicionados em atualizações gratuitas