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Os Comandos em Ação não tiram este game do buraco.

schedule03/09/2009, às 11:39

Electronic Arts é um nome de peso. Double Helix, entretanto, não é uma companhia tão expressiva assim, mas vá lá: desenvolvedora de Silent Hill: Homecoming. Infelizmente, a parceria entre as duas empresas não gerou bons frutos neste jogo.

Se você quer manter suas lembranças dos bonecos de Comandos em Ação a salvo de qualquer coisa ruim, não jogue este game. Infelizmente, a adaptação do filme G.I. Joe: The Rise of Cobra para os video games é entediante e não honra o sentimento nostálgico que muitas pessoas possuem em relação aos famosos combatentes.

Com poucos minutos de jogo, é possível perceber uma série de falhas, problemas e bugs presentes em todos os aspectos: jogabilidade, enredo e recursos técnicos. Jogar The Rise of Cobra é muito fácil, mas é difícil gostar da experiência como um todo, visto que é praticamente possível passar de fase segurando o controle com apenas uma mão.


  • A ameaça Cobra

Varrendo as instalações da entidade conhecida como M.A.R.S., o jogador tem a chance de conhecer mais sobre o universo de Comandos em Ação. Entretanto, se o gamer não assiste ao filme antes de conhecer o video game, fica bastante complicado de compreender plenamente o contexto geral do enredo.

O que importa é que os Joes devem combater os inimigos com armas alucinantes e veículos destruidores. É claro que nada é incrível assim. Os personagens, contando com um trabalho de vozes nada convincente, fazem com que os jogadores tenham vontade de pular cada fala com o propósito de embarcar diretamente na ação.

Se você pensa que escapar dos vídeos animados e das pequenas cenas de introdução é um alívio, está muito enganado. O combate de The Rise of Cobra é, no mínimo, deplorável. Escolhendo um dos poucos Joes disponíveis, o jogador consegue perceber que nunca foi tão fácil andar, atirar e explodir tudo à volta.

Nada, nada atraente A jogabilidade do game não poderia ser mais arcade. Apresentando comandos bastante tradicionais e um esquema de movimentação intrigantemente ruim, o jogo tem uma atmosfera clichê. O sistema de cobertura é simples, mas fraco. Não há uma boa quantidade de itens bônus a serem coletados, mas os poucos que existem demandam um tempo considerável na hora de destruir objetos diversos pelos cenários.

E, como a câmera é horrível e o visual de G.I. Joe não impressiona nem um pouquinho, não há motivo para gastar várias horas na busca de itens que, para falar a verdade, não valem a pena. O game tenta compensar os jogadores com alguns bônus e uma série de combatentes desbloqueáveis (a preço de Battle Points adquiridos arduamente), mas a diversão não aparece.

Há quem diga que The Rise of Cobra seja praticamente um Contra — sim, aquele Contra — com muito menos diversão. Ficou claro que o pessoal da Double Helix quis agradar um público mais infantil que o esperado com a jogabilidade arcade e a falta de polimento nos recursos técnicos.

  • Maçante mesmo no modo cooperativo

Uma das peculiaridades do título é a possibilidade de jogar todas as missões com outro gamer no mesmo console. Nenhuma grande mudança: segurar o dedo no gatilho a todo o momento (pois é, munição infinita) e destruir tudo e todos. Ao final de cada etapa, um gráfico mostra o quanto cada Joe participou na aquisição de pontos, gerados a partir da matança, da destruição e coleta de certos objetos e, obviamente, do cumprimento dos objetivos propostos.

Se não houver mais de um jogador, o parceiro do gamer é controlado pela inteligência artificial (IA) do jogo. O segundo combatente é invencível, mas não causa muito estrago. Falando em IA, a decepção é grande: os inimigos são previsíveis, repetitivos e praticamente refletem o resto do game.

Mira? Que mira? Mirar é uma ação quase automática, mas nada prática. Se o jogador deseja alterar o alvo enquanto dispara freneticamente, deve duelar furiosamente com o pino analógico da direita. Caso realmente haja problemas em enfrentar os oponentes, há duas alternativas: utilizar um ataque especial (cada Joe possui um diferente) ou ativar o modo especial de combate por um curto período de tempo, no qual a Accelerator Suit entra em cena.

Quando os Joes ativam o modo especial, rapidamente empregam as vestes especiais de batalha para causar o caos. As armas ficam muito potentes e rápidas, os Joes podem se movimentar rapidamente e uma música absurdamente alta é reproduzida. O Baixaki Jogos adverte: se você gosta de volumes elevados, cuidado ao ativar o modo especial de combate.

No mais, nenhum grande atrativo. Em certos lugares, os combatentes encontram uma máquina de Teleport, que oferece a chance de trocar de Joe. Heavy Duty é um dos primeiros personagens que os gamers desbloqueiam após poucos minutos de jogo.

Além disso, os outros "diferenciais" não são o suficiente para agradar os jogadores ligeiramente mais críticos (ou mais maduros). Por exemplo: combate veicular. Além de, por padrão, controlar os veículos oferecidos ser algo nada prazeroso, não há grandes diferenças práticas em relação ao combate a pé, a não ser a maior resistência.

Ativar certos objetos para que painéis possam ser ativados é algo a ser feito várias vezes durante as missões. G.I. Joe conta com mini games, como a possibilidade de controlar um satélite temporariamente para repelir hordas de inimigos.

Comandos em Ação Repetitiva e Nauseante

Com isso, pode-se dizer que o patamar de desafio do jogo está longe de ser satisfatório. Por mais que o gamer resolva encarar o nível de dificuldade mais elevado, basta ter paciência, utilizar frequentemente o sistema de cobertura e não soltar o dedo do gatilho a nenhum momento, sempre controlando a energia do protagonista comandado.

  • Tecnicamente? Uma vergonha

The Rise of Cobra é, infelizmente, um daqueles títulos que explora muito pouco o potencial de processamento do PlayStation 3 e do Xbox 360. Você realmente quer saber mais sobre as características técnicas deste game? Então prossiga para os próximos parágrafos e... Boa sorte.

É bizarro constatar que os desenvolvedores criaram menus pesados (e pouco bonitos) e deixaram de caprichar no polimento do jogo em si. Bordas serrilhadas formam o menor dos males. As texturas e divisão de terrenos dentro de um cenário apresentam problemas inacreditáveis, levando em conta que estamos falando do PS3 e do X360.

Sobram efeitos simples, dignos de consoles como PlayStation 2 ou Nintendo Wii. A baixa resolução das animações e das modelagens é algo que causa arrepios... No mau sentido, é claro. Entrando em sintonia com o abominável sistema de câmera, o visual é uma ofensa para os olhos dos gamers que gostam de contemplar ambientes aceitáveis, pelo menos.

Esta imagem é bonita, em comparação com o game

E a ambientação sonora não salva nada do fiasco. O trabalho de vozes é pouco convincente, as músicas não são tão boas e há uma clara discrepância entre os volumes dos sons em geral. As vozes, por padrão, são mais baixas que o resto dos sons, mas a trilha sonora que irrompe quando o jogador ativa o modo especial de combate conta com um volume absurdo. O que falar disso? Falta de polimento.

G.I Joe: The Rise of Cobra, portanto, não causou impacto nos video games. Um conjunto quase hilariante de bugs e dificuldades é praticamente um desaforo para os verdadeiros fãs de Comandos em Ação que também gostam de jogos virtuais, mas pode até cativar gamers de, digamos, 12 anos de idade.


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