A Rainha da Gravidade merece o título

Ao começar Gravity Rush, é impossível não ficar encantado com a radiante cidade de Hekseville. Com seu visual quadrinhesco, o cenário onde se passa a maior parte da ação do mais novo exclusivo do PlayStation Vita é simplesmente fabuloso.

Devido a uma amnésia, contudo, a protagonista Kat sabe tanto quanto você a respeito desse universo. “Por que a cidade flutua?”, “onde exatamente ela está localizada?” e “o que são as criaturas que têm aparecido nela?” são perguntas cujas respostas Kat não se lembra – isso se alguma vez as soube.


Em meio a tanto mistério, a desmemoriada heroína não está sozinha. Assim que acorda ela se vê acompanhada de um gato logo batizado (a contragosto) de Dusty. O felino, no entanto, logo se mostra bem diferente de seus companheiros de espécie – isso porque, com a sua ajuda, Kat consegue alterar a direção da gravidade a sua volta.

A partir daí, Kat deve utilizar essa nova habilidade em uma jornada em busca das respostas que procura, ao mesmo tempo em que auxilia os cidadãos de Hekseville a resolver os estranhos eventos que têm acontecido na cidade.

Lançado em fevereiro, o PlayStation Vita ainda peca ao apresentar uma biblioteca não muito extensa, com ainda menos títulos excepcionais. Enquanto Resistance: Burning Skies foi uma grande decepção para os donos do portátil, Gravity Rush estava sendo esperado com grande expectativa para ocupar o posto de grande jogo do Vita.

Img_normalAs aventuras de Kat não são exatamente um título próximo da perfeição como muitos esperavam. Enquanto a mecânica de jogo é extremamente interessante e inovadora, ela não é tão explorada quanto se poderia esperar e, em muitos momentos, o game se baseia excessivamente em combates que nada têm demais.

Ainda assim, Gravity Rush é um bom título. Com um estilo visual espetacular, o game é uma das melhores opções para o portátil e é capaz de divertir por bastante tempo. Só é recomendável abaixar um pouco as expectativas para não se decepcionar.