V-Sync: o que é e para que serve a sincronização vertical

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Praticamente todos os gamers que curtem seus jogos em computadores e adoram configurar as opções gráficas para obterem o máximo de qualidade e desempenho já se depararam com algo chamado V-Sync. O que é e qual sua função?

Respire, fica fácil de entender mais adiante

V-Sync é uma abreviação de Vertical Synchronization, ou sincronização vertical em português. Sua função, como o nome já diz, é conciliar a contagem dos frames (quadros) produzidos pela placa de vídeo com a taxa de atualização selecionada para os monitores (como 60, 75 ou 80 Hertz, por exemplo), de modo que não ocorram falhas ou rompimentos na imagem final.

Para fazer isso, a ativação do V-Sync resulta em um controle da liberação dos quadros, de certo modo atrasando-os até a compensação adequada. Existem contornos para as consequências, como a técnica Tripple Buffering que armazena quadros de forma adiantada.

É claro que, por esse motivo, a ativação do recurso pode reduzir o desempenho de seus aplicativos e da placa de vídeo, mas a falta dele gera um problema muitas vezes ainda mais irritante, o “Screen Tearing”.

Se tudo até agora pareceu grego para você, não se preocupe, pois tudo será esclarecido mais abaixo.

Entendendo por partes

Antes de partirmos para o problema gerado pela falta da sincronização vertical, é importante explicarmos um pouco sobre os fatores envolvidos nesta comunicação entre placa de vídeo e monitores (ou televisores), principalmente o conceito de FPS, ou quadros por segundo.

Imagine um filme. Ele na realidade é um conjunto de imagens estáticas mostradas em sequência, dando ideia de movimento. Nos computadores a situação não é nem um pouco diferente. Sua placa processa imagem por imagem, exibindo-as seguidamente para criar o movimento.

Cada uma destas imagens é chamada de quadro, daí o termo “quadros por segundo”. Para que se tenha uma sensação nítida de movimento, assim como em um filme, o ideal é que esta taxa nunca fique abaixo de 30, ou seja, uma passagem de 30 imagens por segundo.

Um dos principais problemas enfrentados pelos jogadores que não possuem máquinas superpotentes se relaciona à contagem de quadros por segundo. Quando o computador não é capaz de suportar toda a potência de um título, o primeiro efeito é “lentidão”, ou seja, uma baixa contagem de frames que passa a impressão de que o título está funcionando em câmera lenta.

Apesar de acontecer com mais frequência em jogos para computador, games para consoles também sofrem de problemas de lentidão devido à baixa contagem de frames. Isso acontece, principalmente, quando há muitos elementos ao mesmo tempo na tela, aumentando a exigência de processamento dos aparelhos. Problemas assim podem ser vistos com certa frequência em jogos como Grand Theft Auto IV e Kingdom Hearts: Birth by Sleep.

Um problema pouco percebido

Agora, imagine que seu computador produza e envie 78 quadros por segundo pela saída de vídeo, ao passo que seu monitor está configurado para uma taxa de atualização de 60 vezes por segundo (60 Hz). Isso acarretaria em um problema de sincronia.

Em dado ponto, enquanto a placa de vídeo ainda estaria enviando a próxima imagem, o monitor já teria executado a operação de atualização, com atrado. Por não obter os dados completos, é mostrada uma imagem final “cortada” pela metade, como se houvesse um deslocamento horizontal de pixels.

No vídeo abaixo, da versão de Bayonetta para PlayStation 3, os problemas de Screen Tearing ficam claros. Os cortes na tela se tornam mais perceptíveis quando se utiliza uma conexão de alta resolução, ou seja, um cabo HDMI conectado a uma TV Full HD.

Mas, na realidade, o que você vê na tela é resultado da sobreposição do frame antigo com o novo, portanto a sensação de deslocamento. Vale notar também que quanto maior o seu movimento e a transformação do cenário (por exemplo, um movimento brusco de câmera), maior será o grau do “Tearing”.

Do mesmo modo que mais quadros podem eliminar a sincronia, poucos também podem arruinar tudo. Portanto, a queda de performance em aplicativos que requerem muito processamento também pode causar Screen Tearing.

Este fenômeno pode ocorrer com quaisquer displays digitais (principalmente com jogos e vídeos em alta definição), apesar de não ser tão frequente. Entretanto, quando se faz presente consegue ser bastante irritante, até mesmo desviando a sua atenção.

Abaixo, um exemplo ainda mais claro de Screen Tearing, obtido no game The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena. Este, porém, é um exemplo fabricado, ou seja, a imagem foi montada de forma a exibir o problema com clareza.

O que você vê na imagem acima é uma mescla entre o quadro atual e o quadro anterior, resultando neste “corte” compreendido na área em destaque. Tudo devido à falta da sincronização vertical.

Forçando a opção pela placa

De uma forma geral, o V-Sync fica desativado nas opções. Se não ocorrerem problemas na visualização dos gráficos, deixe tudo como está, pois seu desempenho será bem maior (principalmente com placas mais antigas). Agora, se reparar que estão ocorrendo cortes na imagem durante a exibição de conteúdos, ative-a imediatamente.

Se o seu jogo favorito não oferecer esta opção, fique tranquilo: placas da NVIDIA e da AMD (ATI) permitem a ativação do recurso em seus próprios painéis de ajustes. Eles geralmente podem ser acessados com um clique do botão direito do mouse sobre a área de trabalho. Apenas tente configurar o modo de visualização para “Avançado”, de modo que outras configurações também fiquem à sua disposição.

Agora você não tem mais motivo para ter que aguentar aquelas falhas na sua tela. Junto com outros filtros (como o anti-aliasing) seus jogos ficarão mais belos e agradáveis do que nunca. Boa diversão!