Análise: Battlefield 4: Second Assault

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Battlefield 4 chegou prometendo um nível de realismo nunca antes visto na franquia e conseguiu realizar isso de forma competente. Você não vê um salto absurdo de qualidade em relação ao título que o antecedeu, Battlefield 3, mas consegue notar um cenário muito mais interativo e desafiador.

Como já fora anunciado há algum tempo, a DICE liberou uma DLC para BF4 que fazia algo simples, mas desejado pelos fãs do jogo: trazer mapas consagrados de BF3 para o mundo quase totalmente destrutível do novo game. Isso foi feito em Second Assault, pacote extra disponível desde o dia 18 de fevereiro.

Como não poderia deixar de ser, nós avaliamos a expansão e contamos tudo aqui para você. Dá para adiantar que a transposição foi bem feita e que o levolution se dá muito bem com os mapas de BF3, porém o DLC não se torna crucial para quem ainda está em dúvida se migra para Battlefield 4 ou não.

Atualização competente...

Basicamente, Second Assault traz quatro mapas de Battlefield 3 repaginados com a Frostbite 3, a celebrada engine que dá vida ao último lançamento da DICE. O pacote, disponível no PC, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Xbox One, não decepciona em oferecer a boa experiência do game de 2011 com as novidades gráficas do título mais recente.

Se já era possível experimentar alguma destruição em BF3, Second Assault eleva isso a um ponto ainda mais alto, oferecendo novas maneiras de interagir com o cenário já conhecido dos “veteranos” de Battlefield. Adicione aí o elemento populacional, especialmente se você joga no PC ou em consoles da nova geração, pois se torna possível reunir até 64 soldados em um mesmo mapa.

... Mas não perfeita

A impressão que dá quando você se depara com alguns detalhes dos mapas trazidos para BF4 é de que faltou polimento. As vistas mais distantes, as explosões e as paredes destruídas não apresentam grandes falhas, mas detalhes como as chamas de uma fogueira pós-explosão e arbustos e outras folhagens presentes nos cenários não apresentam a mesma qualidade vista nos mapas originais de Battlefield 4.

A textura de tudo que compõe a tela ganhou um aumento significativo de qualidade, que fica ainda mais ressaltado caso você tenha a chance de jogar os dois games em sequência para comparar. Assim, armas e carros, por exemplo, ganharam um incremento no realismo, o que torna ainda mais evidente algumas falhas gráficas.

Levolution fica bom em tudo

O nível de interação com o cenário é um dos pontos mais interessantes de Second Assault. Se você é daqueles que já tinham prontas algumas estratégias de luta em Battlefield 3, ao se deparar com esta DLC vai precisar rever alguns conceitos, pois nem sempre manter o mesmo esquema de combate vai dar certo em um cenário que vai se modificando aos poucos.

Esse “desconforto” causado pelos ambientes de jogo em constante mudança cria um elemento muito interessante e vai exigir mais do jogador.

Os mesmos vícios

A atualização dos mapas Operação Metrô, Fronteira Caspiana, Operação Tempestade de Chamas e Golfo de Omã trouxeram novidades óbvias em questão de jogabilidade. Alguns novos trechos de mapa foram adicionados — nada que mude a estrutura já conhecida dos cenários, mas criando alguns detalhes que podem ser úteis em diversos momentos do combate.

Entretanto, algumas “falhas” dos mapas continuam evidentes, como a Fronteira Caspiana, que quando jogada no modo “Capturar a bandeira” apresenta um cenário propício para que um grupo sufoque o adversário em sua base. Logicamente que isso pode fazer parte da estratégia de jogo e pode ser superado caso a equipe “aprisionada” se empenhe, mas tende a deixar a partida monótona.

Óbvio que, por se tratar de uma recriação de mapas já existentes, mudar a estrutura do cenário não faria tanto sentido. Porém, como os mapas contam com locais novos, mesmo que pequenos, tentar criar novos espaços para dar alternativa à equipe encurralada poderia ter sido levado em conta pela DICE.

Novidades compensam

A presença de novas armas e novos veículos, e mesmo as possibilidades de novas experiências com cenários já clássicos de Battlefield, acabam compensando qualquer falha que possa existir. Os problemas, aliás, são detalhes que passarão despercebidos diante das destruições e dos “eventos naturais” que modificam completamente os cenários.

Apesar de não apresentar a mesma qualidade gráfica dos mapas nativamente desenvolvidos com a Frostbite, Battlefield 4: Second Assault vai servir tanto para quem já jogou BF3 e está com saudades de mapas clássicos quanto para quem quer um bom pacote de mapas para ampliar tudo aquilo que BF4 pode oferecer no modo multiplayer.

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