Os video games já compõem uma grossa fatia do mercado de entretenimento mundial, sendo que em alguns pontos já ultrapassa inclusive os lucros e apelo da indústria cinematográfica — video lançamento de Grand Theft Auto IV. )
Assim, não é de se espantar que muitos profissionais voltem-se para esse campo com alguma avidez, mas como entrar para esse mundo? E será que trabalhar com video games é realmente viável?
A resposta é bem clara para os leitores do TecMundo Games, SIM! Pelo menos nos grandes centros como Estados Unidos, Japão e Europa. Vagas para designer de jogos e de níveis, testadores, compositores, roteiristas, artistas (ilustradores e de modelagem 3D), produtores e assim por diante são comuns e são a base da indústria.
Subdividida em quatro grandes setores: hardware, software, infra-estrutura e enabling technology (ET), a indústria dos videogames oferece inúmeras oportunidades de emprego, porém as possibilidades não param por ai, já que ainda existem as vagas associadas (que não estão inseridas dentro da cadeia produtiva, mas estão ligadas diretamente aos jogos).
E o Brasil?
A indústria dos jogos no Brasil
Vida fácil, diversão o dia inteiro e nenhum senso de responsabilidade, características de um funcionário da indústria do video game? Só na mente de uma geração ultrapassada que obviamente não tem contato com as dificuldades de se trabalhar com jogos (especialmente no Brasil).
O cenário ermo da produção e desenvolvimento de jogos no Brasil começa a mudar. A maturidade ainda pode não ter sido alcançada, porém a muito já deixamos a infância, segundo a Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos) em 2008 o país já somava mais de 560 profissionais capacitados que operam em uma rede que já conta com 42 empresas especializadas na produção de softwares para jogos eletrônicos (em outras palavras, jogos).
Vale lembrar que esses são apenas os dados do ano passado e somente os relacionados à Abragames, excluindo assim os que ainda não integram a associação. Nesse panorama apresentado pela Abragames, somadas, a contribuição dos softwares e hardwares alcançam R$ 87.5 milhões do produto nacional bruto do setor de jogos. Sendo que 43% dessa produção nacional de software destinam-se ao mercado externo, enquanto que os hardwares voltam-se exclusivamente ao mercado interno. Os integrantes desse crescente setor econômico recebem salários que orbitam a casa dos dois mil reais, com margens amplas para crescimento dos valores, que também prevêem aumento na produção de geração de empregos — caso a legislação fiscal e trabalhista brasileira oferecesse maiores incentivos. Dentro desse contexto as posições mais ofertadas nas desenvolvedoras brasileiras são para artistas gráficos e programadores.)
Mas como é que eu entro nessa? Simples, é verdade que a formação de profissionais da área ainda é um tanto insipiente no Brasil, porém uma série de instituições de ensino já conta com cursos e currículos voltados para a produção e desenvolvimento de jogos.
Destes, a maioria encontra-se na região sudeste, especificamente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com algum destaque para a Região Sul. Não obstante, a região Nordeste, apesar de oferecer menos cursos especializados, apresenta o maior crescimento na oferta destes ao longo dos anos, sendo que a região também é notadamente um dos maiores centros de produção de software do Brasil.
Algum tempo atrás o TecMundo Games conversou com o André Cariús, CEO da Donsoft Entertainment, responsáveis pelo jogo Capoeira Legends, um título 100% nacional que mostra um pouco do esforço desses profissionais. O empresário falou sobre as dificuldades do desenvolvimento e as perspectivas para o futuro. Confira a entrevista aqui.
É jogando que se aprende
Ajudando no desenvolvimento
E se você não tem o mínimo interesse em estudar programação, mas ainda quer estar envolvido com o mundo dos videogames. Simples a indústria dos jogos é extremamente dinâmica e oferece várias possibilidades, de testadores de jogos a desportistas virtuais, passando também pela imprensa especializada e indo muito além.
Alguns dos empregos mais disputados da indústria dos video games são os de testers e e-Sports-Players. O primeiro está diretamente atrelado ao desenvolvimento de títulos, já que os testers são jogadores que testam os produtos e oferecem feedback (retorno de informações) aos desenvolvedores: apontando eventuais erros ou sugestões que podem melhorar o projeto.
É tarefa dos testadores rodarem os jogos e procurarem minuciosamente por qualquer defeito que pode prejudicar a jogabilidade ou apreciação geral do jogo. Além disso, trata-se de uma pessoa com um perfil ativo, capaz de realizar múltiplas tarefas e com um alto poder de percepção.
Encontrar uma vaga de testar é um pouco mais difícil já que, no Brasil, você dificilmente encontrará um anúncio no jornal oferecendo tal emprego, o que não significa que não haja campo. Para abocanhar uma dessas vagas você deve ir direto a fonte, procure as desenvolvedoras locais, monte o seu currículo e apresente-se diretamente a quem precisa dos seus serviços.
Jogando para viver
Brincando de trabalhar
Os esportes eletrônicos (popularmente chamados de e-Sports) trouxeram consigo um novo profissional, os jogadores. Pagos para integrar equipes de competição oficiais, esses jogadores treinam, tem uniforme e recebem salário de patrocinadores para disputar campeonatos de títulos como Counter Strike, Need For Speed e Warcraft entre outros.
O importante aqui é ser bom no que faz, se você tem talento e realmente quer jogar com video games de forma profissional basta tornar-se conhecido. Participe de campeonatos apresente seus troféus e medalhas para os patrocinadores (normalmente empresas de tecnologia, eletrônicos e até mesmo aquela Lan House, onde você joga CS todo dia).
O TecMundo Games conversou com alguns desses e-sports players. Leandro "Marvin Totosaum" Bosco e Falissah "Cissa" Finger, falaram um pouco a respeito da rotina de um jogador profissional e de como é o “campo” de trabalho.
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Assim, não é de se espantar que muitos profissionais voltem-se para esse campo com alguma avidez, mas como entrar para esse mundo? E será que trabalhar com video games é realmente viável?
A resposta é bem clara para os leitores do TecMundo Games, SIM! Pelo menos nos grandes centros como Estados Unidos, Japão e Europa. Vagas para designer de jogos e de níveis, testadores, compositores, roteiristas, artistas (ilustradores e de modelagem 3D), produtores e assim por diante são comuns e são a base da indústria.
Subdividida em quatro grandes setores: hardware, software, infra-estrutura e enabling technology (ET), a indústria dos videogames oferece inúmeras oportunidades de emprego, porém as possibilidades não param por ai, já que ainda existem as vagas associadas (que não estão inseridas dentro da cadeia produtiva, mas estão ligadas diretamente aos jogos).
E o Brasil?
A indústria dos jogos no Brasil
Vida fácil, diversão o dia inteiro e nenhum senso de responsabilidade, características de um funcionário da indústria do video game? Só na mente de uma geração ultrapassada que obviamente não tem contato com as dificuldades de se trabalhar com jogos (especialmente no Brasil).
O cenário ermo da produção e desenvolvimento de jogos no Brasil começa a mudar. A maturidade ainda pode não ter sido alcançada, porém a muito já deixamos a infância, segundo a Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos) em 2008 o país já somava mais de 560 profissionais capacitados que operam em uma rede que já conta com 42 empresas especializadas na produção de softwares para jogos eletrônicos (em outras palavras, jogos).
Vale lembrar que esses são apenas os dados do ano passado e somente os relacionados à Abragames, excluindo assim os que ainda não integram a associação. Nesse panorama apresentado pela Abragames, somadas, a contribuição dos softwares e hardwares alcançam R$ 87.5 milhões do produto nacional bruto do setor de jogos. Sendo que 43% dessa produção nacional de software destinam-se ao mercado externo, enquanto que os hardwares voltam-se exclusivamente ao mercado interno. Os integrantes desse crescente setor econômico recebem salários que orbitam a casa dos dois mil reais, com margens amplas para crescimento dos valores, que também prevêem aumento na produção de geração de empregos — caso a legislação fiscal e trabalhista brasileira oferecesse maiores incentivos. Dentro desse contexto as posições mais ofertadas nas desenvolvedoras brasileiras são para artistas gráficos e programadores.
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Mas como é que eu entro nessa? Simples, é verdade que a formação de profissionais da área ainda é um tanto insipiente no Brasil, porém uma série de instituições de ensino já conta com cursos e currículos voltados para a produção e desenvolvimento de jogos.
Destes, a maioria encontra-se na região sudeste, especificamente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com algum destaque para a Região Sul. Não obstante, a região Nordeste, apesar de oferecer menos cursos especializados, apresenta o maior crescimento na oferta destes ao longo dos anos, sendo que a região também é notadamente um dos maiores centros de produção de software do Brasil.
Algum tempo atrás o TecMundo Games conversou com o André Cariús, CEO da Donsoft Entertainment, responsáveis pelo jogo Capoeira Legends, um título 100% nacional que mostra um pouco do esforço desses profissionais. O empresário falou sobre as dificuldades do desenvolvimento e as perspectivas para o futuro. Confira a entrevista aqui.
É jogando que se aprende
Ajudando no desenvolvimento
E se você não tem o mínimo interesse em estudar programação, mas ainda quer estar envolvido com o mundo dos videogames. Simples a indústria dos jogos é extremamente dinâmica e oferece várias possibilidades, de testadores de jogos a desportistas virtuais, passando também pela imprensa especializada e indo muito além.
Alguns dos empregos mais disputados da indústria dos video games são os de testers e e-Sports-Players. O primeiro está diretamente atrelado ao desenvolvimento de títulos, já que os testers são jogadores que testam os produtos e oferecem feedback (retorno de informações) aos desenvolvedores: apontando eventuais erros ou sugestões que podem melhorar o projeto.
É tarefa dos testadores rodarem os jogos e procurarem minuciosamente por qualquer defeito que pode prejudicar a jogabilidade ou apreciação geral do jogo. Além disso, trata-se de uma pessoa com um perfil ativo, capaz de realizar múltiplas tarefas e com um alto poder de percepção.
Encontrar uma vaga de testar é um pouco mais difícil já que, no Brasil, você dificilmente encontrará um anúncio no jornal oferecendo tal emprego, o que não significa que não haja campo. Para abocanhar uma dessas vagas você deve ir direto a fonte, procure as desenvolvedoras locais, monte o seu currículo e apresente-se diretamente a quem precisa dos seus serviços.
Jogando para viver
Brincando de trabalhar
Os esportes eletrônicos (popularmente chamados de e-Sports) trouxeram consigo um novo profissional, os jogadores. Pagos para integrar equipes de competição oficiais, esses jogadores treinam, tem uniforme e recebem salário de patrocinadores para disputar campeonatos de títulos como Counter Strike, Need For Speed e Warcraft entre outros.
O importante aqui é ser bom no que faz, se você tem talento e realmente quer jogar com video games de forma profissional basta tornar-se conhecido. Participe de campeonatos apresente seus troféus e medalhas para os patrocinadores (normalmente empresas de tecnologia, eletrônicos e até mesmo aquela Lan House, onde você joga CS todo dia).
O TecMundo Games conversou com alguns desses e-sports players. Leandro "Marvin Totosaum" Bosco e Falissah "Cissa" Finger, falaram um pouco a respeito da rotina de um jogador profissional e de como é o “campo” de trabalho.

Atalho
Outros caminhos para faturar com video games
Ainda existem outras formas de trabalhar com jogos mesma não estando diretamente associado a indústria. Um bom exemplo é o TecMundo Games, os redatores do site testam, analisam e pesquisam sobre jogos, consoles e os rumos do mercado de video games, mas nem tudo é tão lindo assim:
Outra possibilidade é a de se tornar um e-farmer — ramo normalmente relacionado aos MMO, no qual um jogador comercializa, itens, personagens e outras mercadorias virtuais com moeda real. O caso dos e-farmers é peculiar já que requer apenas que o usuário jogue e mais tarde venda os espólios de suas partidas. Outro exemplo, este mais “institucionalizado” é a dos usuários do Second Life, que criam conteúdo e serviços para o jogo, mas os vendem utilizando moedas reais.
Para saber mais sobre a industria dos video games no Brasil fique ligado nas notícias e artigos especiais do TecMundo Games. Outras informações interessantes podem ser encontradas diretamente no site oficial da Abragames, que disponibiliza relatórios sobre a indústria, relações das empresas associadas, vagas de emprego e até mesmo listagem dos cursos voltados para a criação de jogos oferecidos no Brasil.
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