A realidade dos videogames, assim como a de qualquer indústria considerada global, certamente tem passado por um período turbulento. Mas o choque inicial da tão alardeada crise econômica passou. E, hoje, pode-se dizer que o cenário de derrocada econômica passou do status de “cataclismo” para o de “pano de fundo”.Países, multinacionais e populações tem forçosamente aprendido a viver com a realidade dos efeitos colaterais do deslumbre liberal. Com os videogames, é claro, não poderia ser diferente. A Sony demitiu. A SEGA demitiu. A Nintendo viu suas margens de lucro encolherem. E, por fim, a Midway tem realizado uma fantástica “volta dos que não foram”, continuando firme no páreo mesmo após o golpe duro da falência.
Para a Activision, o mar continua para peixe
Entretanto, aparentemente, nem todo mundo tem sofrido tão intensamente. Particularmente, a Activision parece emitir constantemente a tácita mensagem: “vamos muito bem, obrigado”. O otimismo da empresa encontrou corpo em uma entrevista concedida por Mike Griffith, presidente da Activision, ao site MCV.
Para Griffith, “a expansão da nossa franquia Guitar Hero com DJ Hero, Guitar Hero 5 e Band Hero é a linha mais forte que já tivemos”. E as esperanças continuam com a promissora continuação de CoD: “...e a isso junta-se Modern Warfare 2, o qual pensamos que será o título mais forte de Call of Duty”.
E o executivo complementa: “temos que ter em conta também a inovação do novo Tony Hawk e a nossa incursão no gênero de corridas com Blur”. “No geral, penso que estamos em boa forma”, afirma Griffith.
Entretanto, quando questionado sobre um futuro apoio ao novo PSP, o executivo preferiu deixar a coisa em suspenso. “Se o novo PSP uma grande base de jogadores, vamos apoiá-lo”.
"Queremos criar os nossos jogos da forma que os consumidores queiram. Por isso geralmente publicamos jogos em todas as plataformas viáveis. Se a nova PSP tiver uma grande base de utilizadores, vamos apoiá-la. Todas as plataformas devem continuar a provar-se a si mesmas”. Traduzindo: se não for um barco furado, talvez possa interessar.
Nem todo mundo compartilha desse otimismo...
Embora a Rockstar New England (antiga Mad Doc Software), em geral, continue relativamente bem, o mesmo não se pode dizer de uma parcela considerável de funcionários da empresa. Particularmente, uma boa parte dos que trabalhavam no “Quality Assurance Department” (algo como, departamento de garantia de qualidade).
A empresa afirma que aproximadamente 10% do setor foi considerado “redundante”. Mas, o lado bom disso (se é que existe um lado bom em se perder um bom emprego), é que o desligamento, aparentemente, colocou uma boa soma de libras esterlinas nos bolsos dos funcionários. Além disso, a própria Rockstar garante que está ajudando seus ex-funcionários a encontrar novos empregos.
Mas, o negócio é investir em video games!
Desconsiderando-se por um momento a colossal crise financeira, um estudo publicado pelo The Joan Glanz Clooney Center afirma que investir em video games é também investir em um futuro mais brilhante para humanidade. Aparentemente, “os jogos digitais estão aqui para ficar e oferecer ao país (sim, o deles) uma rara oportunidade para elevar o atualmente estabelecido entusiasmo a fim de reformar a educação e promover um desenvolvimento saudável”.
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Segundo o estudo — cuja missão declarada é a de “catalisar e apoiar pesquisas, inovações e investimentos em mídias de tecnologia digital para a melhoria do aprendizado das crianças” —, “apesar da sua reputação com promotor de violência e desordem, jogos digitais têm, de fato, se mostrado uma boa ajuda para que as crianças ganhem conteúdo e fundamentos vitais”.
Bem, e quais seriam as soluções apontadas para que se possa “catalisar” a indústria? Segundo o centro, a idéia é promover parecerias entre grandes empresas e o governo. Além disso, a pesquisa atenta para uma participação mais precoce dos país na jogatina de seus filhos.
Enfim, algo que é sabido há muito tempo, e que finalmente pode acabar convencendo algumas opiniões empedernidas — do tipo que só se dobra diante de estatísticas e dados oficiais (sejam ou não movidos por interesses escusos). Enfim, que cresça a indústria de games. Nós só temos a ganhar, sobretudo as crianças...
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