Talvez poucos se lembrem hoje em dia, mas na segunda metade da década de 90 não existiam apenas três consoles competindo no mercado caseiro. Além dos três grandes da época – Nintendo 64, Sony PlayStation e Sega Saturn – existiam outros menores como o Amiga. Entre todos eles, os mais bem-sucedidos foram sem dúvida os consoles da Nintendo e da Sony, sendo que a Sega teve problemas para consolidar sua posição.
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Por isso, a empresa decidiu apostar todas as suas fichas em um novo console, inovador, que pudesse estabelecê-la como um concorrente de peso no mercado – surgia a ideia que daria origem ao Dreamcast.
Concepção
As origens do primeiro console de sexta geração
Já nos seus primórdios a plataforma possuía alguns problemas. Inicialmente, existiam duas equipes trabalhando em um projeto para o próximo video game da Sega. Uma que fazia parte da IBM, nos Estados Unidos, e outra interna, da própria companhia. Um dos designs utilizava tecnologia da 3Dfx (a mesma companhia que fabricava as famosas placas de vídeo Voodoo) e o outro, da empresa VideoLogic (agora Imagination Technologies).
Após um desentendimento com a 3Dfx, devido a esta ter revelado detalhes do projeto enquanto ele ainda era mantido sob segredo, foi escolhido o design da equipe interna de desenvolvimento. Com a decisão tomada, era apenas questão de tempo até a chegada da plataforma às casas de todo o mundo – o que foi bastante aguardado e comentado, pois o console era pioneiro em diversos aspectos.
Lançamento
O sucesso inicial
O console entrou no mercado japonês no dia 27 de novembro de 1998 – a título de comparação, o PlayStation 2 foi introduzido em 4 de março de 2000 naquele país. Inicialmente, houve uma demanda estrondosa pela plataforma: foram 500.000 unidades vendidas em duas semanas; mais de um milhão em três meses. O lucro nas primeiras 24 horas foi de quase cem milhões de dólares.)
Impulsionado por gráficos excelentes para os padrões da época, modem interno e suporte para jogo online de fábrica – além de contar com títulos de peso como Soul Calibur e os do mascote da companhia, Sonic – tudo indicava que a Sega havia acertado a mão desta vez, e poderia permanecer como competidor no acirrado mercado de video games.
Mas nem tudo eram flores. Devido a várias decisões controversas, além de conflitos em suas plataformas anteriores com diversos desenvolvedores de softwares, a Sega perdeu apoiadores de vários lados – os quais estavam, obviamente, loucos para apoiar a competição, que viria na forma do PlayStation 2.
Uma das companhias que decidiu não apoiar o Dreamcast foi a gigante Electronic Arts. Como resultado, as franquias de esporte tradicionais da empresa não apareceram no console, e foram substituídas por games desenvolvidos internamente. A partir daí, os problemas foram se acumulando.
Superioridade
Mas sozinho, ninguém faz nada
Em termos de games, o Dreamcast possuía títulos de muito maior qualidade do que aqueles que seriam vistos nos primórdios do PlayStation 2. Suas capacidades gráficas eram potentes e o suporte online embutido eram bastante atraentes. O que foi comprovado pelas enormes vendas iniciais do console, especialmente nos Estados Unidos.
O controle era bastante grande, mas simples – e possuía algumas características interessantes. Contrariamente ao Nintendo 64, ele era capaz de abrigar simultaneamente o acessório que o fazia tremer e o memory card. Além disso, este último era um dispositivo complexo, que possuía uma tela LCD que mostrava alguns dados e permitia até mesmo que alguns pequenos games fossem jogados.
Pioneiro em muitos aspectos, diversas coisas que vemos corriqueiramente hoje em dia nos video games apareceram pela primeira vez no Dreamcast. Entre elas estão: cel-shading, que aproveitava o ótimo potencial gráfico da plataforma; resolução de vídeo 640x480; possibilidade de conexão à internet de fábrica; serviço online de jogo multiplayer; navegador para acesso à web.
Tudo isto além de acessórios previamente vistos apenas em consoles obscuros: teclado, mouse, microfone e arma de luz são alguns destes dispositivos. Houve até mesmo o lançamento de uma câmera no Japão, coisa que ainda não é vista nem em consoles de última geração.
O cerne do problema foi a falta de confiança na Sega – ou talvez o excesso de confiança na Sony e suas promessas para o PS2 – por parte do público e da indústria. Inúmeros usuários ficaram ansiosos pela capacidade do console da Sony de rodar DVDs assim como títulos do PlayStation original. O Dreamcast, em compensação, utilizava um formato próprio para os discos dos games, e tocava apenas CDs de música.
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Por isso, a empresa decidiu apostar todas as suas fichas em um novo console, inovador, que pudesse estabelecê-la como um concorrente de peso no mercado – surgia a ideia que daria origem ao Dreamcast.
Concepção
As origens do primeiro console de sexta geração
Já nos seus primórdios a plataforma possuía alguns problemas. Inicialmente, existiam duas equipes trabalhando em um projeto para o próximo video game da Sega. Uma que fazia parte da IBM, nos Estados Unidos, e outra interna, da própria companhia. Um dos designs utilizava tecnologia da 3Dfx (a mesma companhia que fabricava as famosas placas de vídeo Voodoo) e o outro, da empresa VideoLogic (agora Imagination Technologies).
Após um desentendimento com a 3Dfx, devido a esta ter revelado detalhes do projeto enquanto ele ainda era mantido sob segredo, foi escolhido o design da equipe interna de desenvolvimento. Com a decisão tomada, era apenas questão de tempo até a chegada da plataforma às casas de todo o mundo – o que foi bastante aguardado e comentado, pois o console era pioneiro em diversos aspectos.
Lançamento
O sucesso inicial
O console entrou no mercado japonês no dia 27 de novembro de 1998 – a título de comparação, o PlayStation 2 foi introduzido em 4 de março de 2000 naquele país. Inicialmente, houve uma demanda estrondosa pela plataforma: foram 500.000 unidades vendidas em duas semanas; mais de um milhão em três meses. O lucro nas primeiras 24 horas foi de quase cem milhões de dólares.
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Impulsionado por gráficos excelentes para os padrões da época, modem interno e suporte para jogo online de fábrica – além de contar com títulos de peso como Soul Calibur e os do mascote da companhia, Sonic – tudo indicava que a Sega havia acertado a mão desta vez, e poderia permanecer como competidor no acirrado mercado de video games.
Mas nem tudo eram flores. Devido a várias decisões controversas, além de conflitos em suas plataformas anteriores com diversos desenvolvedores de softwares, a Sega perdeu apoiadores de vários lados – os quais estavam, obviamente, loucos para apoiar a competição, que viria na forma do PlayStation 2.
Uma das companhias que decidiu não apoiar o Dreamcast foi a gigante Electronic Arts. Como resultado, as franquias de esporte tradicionais da empresa não apareceram no console, e foram substituídas por games desenvolvidos internamente. A partir daí, os problemas foram se acumulando.
Superioridade
Mas sozinho, ninguém faz nada
Em termos de games, o Dreamcast possuía títulos de muito maior qualidade do que aqueles que seriam vistos nos primórdios do PlayStation 2. Suas capacidades gráficas eram potentes e o suporte online embutido eram bastante atraentes. O que foi comprovado pelas enormes vendas iniciais do console, especialmente nos Estados Unidos.
O controle era bastante grande, mas simples – e possuía algumas características interessantes. Contrariamente ao Nintendo 64, ele era capaz de abrigar simultaneamente o acessório que o fazia tremer e o memory card. Além disso, este último era um dispositivo complexo, que possuía uma tela LCD que mostrava alguns dados e permitia até mesmo que alguns pequenos games fossem jogados.
Pioneiro em muitos aspectos, diversas coisas que vemos corriqueiramente hoje em dia nos video games apareceram pela primeira vez no Dreamcast. Entre elas estão: cel-shading, que aproveitava o ótimo potencial gráfico da plataforma; resolução de vídeo 640x480; possibilidade de conexão à internet de fábrica; serviço online de jogo multiplayer; navegador para acesso à web.
Tudo isto além de acessórios previamente vistos apenas em consoles obscuros: teclado, mouse, microfone e arma de luz são alguns destes dispositivos. Houve até mesmo o lançamento de uma câmera no Japão, coisa que ainda não é vista nem em consoles de última geração.
Outro grande sucesso
O cerne do problema foi a falta de confiança na Sega – ou talvez o excesso de confiança na Sony e suas promessas para o PS2 – por parte do público e da indústria. Inúmeros usuários ficaram ansiosos pela capacidade do console da Sony de rodar DVDs assim como títulos do PlayStation original. O Dreamcast, em compensação, utilizava um formato próprio para os discos dos games, e tocava apenas CDs de música.
Decepção
Os golpes sucessivos que levaram à decadência
Os golpes sucessivos que levaram à decadência
Como já mencionado, as promessas do PlayStation 2 – além do nome extremamente influente, já que o original foi um sucesso enorme – eram uma grande ameaça para a plataforma da Sega. Quando a Sony lançou seu console e cumpriu o que havia prometido, o Dreamcast levou um golpe e tanto. As pessoas praticamente esqueceram deste último e a febre do PS2 tomou conta do mundo.
A partir daí, o que se viu foi o abandono de diversos projetos de games para o Dreamcast, com diversos desenvolvedores mudando o foco de suas equipes para o console da Sony. O sistema online de jogo SegaNet ainda conseguiu manter uma competição acirrada com títulos do PS2, como em jogos de futebol americano. Mas não foi o suficiente.
Enquanto a competição tendia cada vez mais para o lado da Sony, de outro lado veio mais uma pancada que desnorteou de vez o pioneiro da sexta geração: o anúncio do desenvolvimento do próximo console da Nintendo, o GameCube; e a entrada do gigante da informática no mercado de plataformas caseiras, com a Microsoft expondo a criação da Xbox.
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Era óbvio que ambos entrariam com força e dispostos a assegurar suas fatias de mercado – o que era algo extremamente perigoso para a Sega, que já estava em declínio. O ano 2000 foi passando e uma quantidade maciça de desenvolvedores continuou a migrar para o PlayStation 2, deixando o Dreamcast ao léu. A empresa não podia mais manter os prejuízos e, no dia 31 de janeiro de 2001, anunciou o fim da produção do Dreamcast.
Games ainda saíram depois disso, com o último título da Sega tendo sido lançado em 2004. Outros jogos ainda foram publicados por empresas externas muito mais adiante: o console recebeu alguns até mesmo no ano passado. Atualmente, ainda existe uma pequena quantidade de fãs da plataforma, tanto desenvolvedores como jogadores.
Ou seja, podemos dizer que o Dreamcast era um console que possuía um ótimo potencial, mas foi sabotado por um planejamento pobre por parte da Sega – como datas de lançamento, parcerias e licenciamentos – e uma falta de confiança na plataforma devido ao fraco desempenho de suas antecessoras, como o Sega Saturn.
Você já teve a oportunidade de experimentar com o console? Ou conhece alguem que é fã? De repente gostaria até mesmo de jogá-lo? Compartilhe conosco sua experiência!
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