Desde o surgimento de nossas vidas, assumimos o papel de eternos competidores, implícita ou explicitamente. Presenciamos e participamos de diversos tipos de competições, como a corrida vital para a fecundação do óvulo, ou na pele de fanáticos torcedores estimulando seu fiel time de futebol.
Esta concorrência está por toda a parte. Qualquer disputa que envolva a interação entre indivíduos da mesma ou de diferentes espécies resulta em uma competição, que pode ser por alimento, território, luminosidade, emprego ou até mesmo pela fêmea. Há também as mais amigáveis, como as Olimpíadas e a famosa Copa do Mundo de Futebol.)
Junto com estas disputas, surgem também os rivais consagrados. Tom e Jerry — o gato e o rato — são um ótimo exemplo desta rivalidade ferrenha, que exalta com clareza a definição deste termo. Rival vem do latim “Rivalis” que, literalmente, significa “pessoa que ocupa o mesmo rio que a outra”. Ou seja, um competidor.
A partir do momento que você sabe com quem está competindo, que conhece os atributos de seu competidor, pode-se dizer que você possui um rival. Obviamente, o mundo está repleto de rivalidades, e os videogames não ficam de fora. Sendo assim, seja bem-vindo ao nosso especial envolvendo algumas das grandes rivalidades do entretenimento eletrônico.
Que comece a competição!
O TecMundo Games dá o sinal para a largada
Jogos, personagens, empresas, facções e até mesmo os próprios videogames são grandes competidores. É impossível viver ao lado de grandes títulos sem ter um favorito, aquele que lutamos para defender como o melhor jogo de nossas vidas, seja pela experiência gerada ao jogador ou por outros motivos. O fato é que, nos videogames, há uma intensa briga entre games, os quais são defendidos ou depredados pelos jogadores.
Desde os primórdios do entretenimento eletrônico, estas brigas vêm gerando grande repercussão. Talvez um dos exemplos mais palpáveis seja a competição entre o Master System, da Sega, e o Nintendo 8-bits, da Big-N. Com a chegada destes dois videogames, o mundo presenciou o que pode ser classificado como a primeira guerra de consoles que atingiu a população, com jogadores que defendiam arduamente seus prediletos.
)
Basicamente, era como se dois times de futebol estivessem se enfrentando, Clube Master System de Futebol e Regatas do Nintendo 8-Bits, e os jogadores assumiam o papel de torcedores fiéis que lutavam com todos os argumentos, algumas vezes com mais do que isso, para provar quem era o melhor. Esta foi a largada para uma corrida duradoura, que está em andamento até os dias atuais.
Maratona exaustiva
Rivalidade que dura anos
Depois da conturbada trajetória de ambos os videogames, chega ao mercado os consoles sucessores dos veteranos desta guerra: o Super Nintendo e o Mega Drive. Com isto, também surge a segunda etapa desta eterna rivalidade. Seus torcedores agora contavam com um time de 16 jogadores (bits). A consequência? Uma competição ainda maior, e um espetáculo para os espectadores.)
Muitos cogitam que esta era envolveu a maior guerra de consoles de todos os tempos. Até mesmo as empresas começaram a atacar umas as outras. Após o sucesso do lendário Super Mario Bros. a Sega contra-atacou criando um novo mascote, e talvez a rivalidade mais impactante do mundo dos games. Nascia então Sonic, o jovial velocista que daria muito trabalho ao encanador da Big N.
O público estava dividido, e, pela primeira vez, os jogadores contavam não apenas com times, mas também com um líder de torcida. Sonic e Mario ditavam a gigantesca briga entre a Sega e a Nintendo, algo que só terminou quando a dona do ouriço azul resolveu parar de criar consoles e lançar seu personagem em outras plataformas. Vitória da Nintendo, mas a guerra não acabou.
Mas não foi só esta guerra que estremeceu a vida dos jogadores. Sim, alguns gamers contavam com vários times diferentes em sua lista de prediletos. Além das equipes lideradas por Mario e Sonic, o mundo do entretenimento eletrônico também presenciou rivalidades épicas, como o caso de Final Fantasy e Dragon Quest, uma briga que terminou em união.
Inimigos ou parceiros?
Descubra qual é a verdade
)
Em 1987, a Square Soft estava prestes a falir. Felizmente, a mente criativa de Hironobu Sakaguchi liderou uma equipe de desenvolvimento que tinha um simples objetivo: evitar o fim da empresa. O alvo era o console de 8-bits da Nintendo, e, como inspiração, Sakaguchi observou um título em especial, Dragon Quest, da Enix, empresa rival da Square. Nascia então um dos títulos mais importantes da história do RPG: Final Fantasy.
Ao lado de sua rival, a Square Soft lançou diversas sequências para sua aclamada franquia. A briga era intensa e, novamente, os jogadores defendiam seus guerreiros com muita garra. Após a era bidimensional, a Enix decide produzir os jogos da série Dragon Quest exclusivamente para o PlayStation, da Sony. A Square, ciente da estratégia de sua rival, resolve também embarcar no mesmo navio, dando continuidade à guerra fria.
Depois de títulos atrás de títulos, em 2003 um fato chocou muitos jogadores. A Enix se uniu com a Square Soft, criando então a atual Square Enix. Era o fim de dois times, mas uma união que resultaria em uma das maiores torcidas — ao menos do gênero RPG. Hoje em dia, Final Fantasy e Dragon Quest convivem lado a lado, e os fãs caminham de mãos dadas pelas ruas.
Primeiro round. Lutem!
Resolvendo a rivalidade na pancadaria
Tudo bem, a universo fantasioso de Dragon Quest e Final Fantasy criou uma rivalidade pacífica, em que os conflitos eram resolvidos com argumentos históricos. Mas, com alguns jogos, a coisa é mais embaixo, envolvendo “Fatalities”, shoryukens e muitos estilos de artes marciais.
Em 1991, os videogames recebiam um jogo que revolucionaria para sempre o gênero de luta: Street Fighter II: The World Warrior. O mundo reverenciou o título que logo se consolidou como um dos melhores jogos de pancadaria de todos os tempos. A Capcom foi uma das empresas responsáveis por impulsionar a venda dos fliperamas, graças ao gigantesco sucesso de sua obra, que também viraram febre aqui no Brasil.
Ciente disto, a Midway resolve então entrar no ringue. Em 1993, a brutalidade exagerada e os gráficos “realistas” chegavam aos arcades de todo o planeta sob um título que se tornaria sinônimo de violência para mães e jogadores. Mortal Kombat ditava um novo ritmo para a pancadaria, regado por “Fatalities” — finalizações características e brutais — e muito sangue.
)
Com o passar do tempo, ambos os títulos trocaram socos e pontapés na forma de diversos games. O objetivo era simples: se tornar o jogo de luta mais popular dos videogames. Entretanto, os rivais acabaram-se distanciando.
Vale ressaltar que a última iteração da franquia da Midway, intiulada Mortal Kombat vs. DC Universe não foi muito bem aceita, graças à ausência da violência e a ideia ousada da equipe de desenvolvimento de misturar heróis dos quadrinhos com lutadores mortais. Enquanto isso, Ken e Ryu continuam resolvendo sua rivalidade em Street Fighter IV, game aclamado pela crítica pelo seu fascinante retorno às origens.
Mas, além da era bidimensional, muitos gamers também se dividiram com a chegada dos títulos que abusavam dos recursos em 3D. Talvez os exemplos mais notáveis sejam Tekken e Dead or Alive, games que combatem de maneira similar e constantemente aparecem brigando com novos títulos, que ainda embalam a vida dos jogadores com muita diversão.
Participantes potencialmente destruidores
A atual geração é formada por três consoles de mesa: o Nintendo Wii, o PlayStation 3 e o Xbox 360. Pode-se dizer que o videogame da Big-N se diferencia dos demais por ser único, graças ao seu sistema de jogabilidade que usufrui essencialmente de controles sensíveis ao movimento — além, é claro, do foco nos jogos casuais. Sendo assim, a briga fica entre os indivíduos de espécies parecidas: o Xbox 360 e o PlayStation 3.
Não há como negar que a base de fãs da Sony é muito superior a de sua maior rival. Afinal, a empresa vem conquistando os jogadores desde o lançamento de seu primeiro e saudoso console, o PlayStation. Além disso, os donos desta marca também possuem uma enorme tradição no gênero, fazendo com que tenha um público fiel ao seu lado.
Mas nem por isso a Microsoft deve ser menosprezada. O Xbox 360 é um grande console, que possui recursos excelentes e de qualidade igual ao seu rival. Não há como afirmar qual é o melhor dos dois, mas uma coisa é certa: esta rivalidade ainda vai longe.
Disputas épicas
Grandes jogos, grandes competições
Independentemente de qual console você tiver, terá ao seu dispor diversos títulos de peso. Obviamente, hoje em dia também existem games semelhantes, que acabam gerando aquele famoso conflito entre rivais.)
Um dos exemplos mais atuais de rivalidade está nos games de ritmo e música. Com a chegada de uma febre chamada Guitar Hero, o universo do entretenimento eletrônico passou a trocar os joysticks tradicionais pelas guitarras de plásticos. Mas, a Electronic Arts resolveu ir além disto com seu game Rock Band, introduzindo também uma bateria como joystick.
O resultado? Uma rivalidade extremamente afinada. Certamente, Guitar Hero também trouxe aos jogadores a possibilidade de tocar numa bateria de plástico com seu mais novo game, intitulado Guitar Hero World Tour. Sendo assim, a franquia continua na briga, e os jogadores continuam defendendo qual game formador de pseudomúsicos dá o melhor show.
Combates à distância
A torcida dos consoles de atual geração da Sony e da Microsoft certamente contam com um belo arsenal para provar quem é o melhor console. Dentro dos jogos, existem dois títulos em específico que, constantemente, são utilizados como arma especial para derrotar o inimigo.
Do lado da caixa, temos o lendário Halo 3, game de sucesso comercial e crítico que bomba nas partidas em multiplayer através do serviço Xbox Live. O jogo é simplesmente o game mais jogado online do console, o que, inevitavelmente, remete a uma incrível legião de fãs.
Já no campo da Sony, Killzone 2 é quem comanda. Sucessor do jogo homônimo para PlayStation 2, o título é um dos mais belos da atual geração, e também possui um multiplayer matador. Muitos fãs classificam o game como o “Assassino de Halo”, que, até então, era considerado o melhor título de FPS. Escolha seu lado da torcida.
Enquanto a guerra estrondosa rola solta no ramo dos FPS, outros dois games também competem furtivamente. Metal Gear Solid compete não tão silenciosamente com outro game de ação e espionagem: Splinter Cell. O desafio é discreto, mas as consequências são absurdas. É realmente difícil escolher qual é o melhor. O negócio é esperar por mais frutos desta rivalidade.
Gritando pelo seu time
Esportes também entram na briga
O futebol é uma das paixões nacionais de nosso país. Mas, assim como contamos com diversos times de qualidade na vida real, também temos duas franquias de peso no mundo dos videogames. Trata-se de FIFA e Pro Evolution Soccer.)
Bem, esta briga já foi discutida aqui várias vezes, mas vale relembrar como ela é importante para a vida de alguns jogadores. Enquanto FIFA tende mais para o gênero simulador, PES já adota uma fórmula mais descontraída, lembrando os jogos arcades. Mas, mesmo sendo jogos diferentes, alguns jogadores insistem em fazer comparações e relatar quem é realmente o melhor.
O mesmo acontece com a série Gran Turismo e Need For Speed, nos games de corrida. Não há como comparar, mas seus fãs sempre dão um jeito de argumentar detalhes misteriosos que tornam o game melhor. Nas pranchas com rodas, Skate e Tony Hawk também geram muitos conflitos semelhantes. Tudo depende de qual camisa você está vestindo.
Resolvendo na mão
Teclado é melhor que joystick?
)
Desde o surgimento do direcional analógico, que se popularizou no Nintendo 64, muitos jogadores se recusaram a migrar para o novo sistema de jogabilidade. O fato é que, até hoje, quando boa parte dos jogos trata o controle do direcional digital como um elemento secundário, a resistência ainda é grande. Talvez a briga entre o direcional digital e o analógico seja uma das mais interessantes.
Alguns jogadores também defendem com unhas e dentes o conjunto teclado e mouse, exaltando a precisão e a facilidade de mapeamento de controles. Enquanto isso existem os conservadores, que preferem poucos botões e um formato ergonômico.
Hordas e alianças
O conflito será eterno
Não há como negar que a rivalidade é um fator onipresente no mundo dos games — e também em nossa própria vida. Até mesmo dentro de nossos jogos favoritos ela está presente. Basta olhar para games como World of Warcraft, Gears of War, Resistance, Resident Evil e até Counter-Strike para perceber a rivalidade entre as facções.
Obviamente, citamos apenas alguns dos rivais mais impactantes do mundo dos games. Mas não tenha medo, vista sua camisa e demonstre outros conflitos que marcaram o universo do entretenimento eletrônico.
Esta concorrência está por toda a parte. Qualquer disputa que envolva a interação entre indivíduos da mesma ou de diferentes espécies resulta em uma competição, que pode ser por alimento, território, luminosidade, emprego ou até mesmo pela fêmea. Há também as mais amigáveis, como as Olimpíadas e a famosa Copa do Mundo de Futebol.
)
Junto com estas disputas, surgem também os rivais consagrados. Tom e Jerry — o gato e o rato — são um ótimo exemplo desta rivalidade ferrenha, que exalta com clareza a definição deste termo. Rival vem do latim “Rivalis” que, literalmente, significa “pessoa que ocupa o mesmo rio que a outra”. Ou seja, um competidor.
A partir do momento que você sabe com quem está competindo, que conhece os atributos de seu competidor, pode-se dizer que você possui um rival. Obviamente, o mundo está repleto de rivalidades, e os videogames não ficam de fora. Sendo assim, seja bem-vindo ao nosso especial envolvendo algumas das grandes rivalidades do entretenimento eletrônico.
Que comece a competição!
O TecMundo Games dá o sinal para a largada
Jogos, personagens, empresas, facções e até mesmo os próprios videogames são grandes competidores. É impossível viver ao lado de grandes títulos sem ter um favorito, aquele que lutamos para defender como o melhor jogo de nossas vidas, seja pela experiência gerada ao jogador ou por outros motivos. O fato é que, nos videogames, há uma intensa briga entre games, os quais são defendidos ou depredados pelos jogadores.
Desde os primórdios do entretenimento eletrônico, estas brigas vêm gerando grande repercussão. Talvez um dos exemplos mais palpáveis seja a competição entre o Master System, da Sega, e o Nintendo 8-bits, da Big-N. Com a chegada destes dois videogames, o mundo presenciou o que pode ser classificado como a primeira guerra de consoles que atingiu a população, com jogadores que defendiam arduamente seus prediletos.
)
Basicamente, era como se dois times de futebol estivessem se enfrentando, Clube Master System de Futebol e Regatas do Nintendo 8-Bits, e os jogadores assumiam o papel de torcedores fiéis que lutavam com todos os argumentos, algumas vezes com mais do que isso, para provar quem era o melhor. Esta foi a largada para uma corrida duradoura, que está em andamento até os dias atuais.
Maratona exaustiva
Rivalidade que dura anos
Depois da conturbada trajetória de ambos os videogames, chega ao mercado os consoles sucessores dos veteranos desta guerra: o Super Nintendo e o Mega Drive. Com isto, também surge a segunda etapa desta eterna rivalidade. Seus torcedores agora contavam com um time de 16 jogadores (bits). A consequência? Uma competição ainda maior, e um espetáculo para os espectadores.
)
Muitos cogitam que esta era envolveu a maior guerra de consoles de todos os tempos. Até mesmo as empresas começaram a atacar umas as outras. Após o sucesso do lendário Super Mario Bros. a Sega contra-atacou criando um novo mascote, e talvez a rivalidade mais impactante do mundo dos games. Nascia então Sonic, o jovial velocista que daria muito trabalho ao encanador da Big N.
O público estava dividido, e, pela primeira vez, os jogadores contavam não apenas com times, mas também com um líder de torcida. Sonic e Mario ditavam a gigantesca briga entre a Sega e a Nintendo, algo que só terminou quando a dona do ouriço azul resolveu parar de criar consoles e lançar seu personagem em outras plataformas. Vitória da Nintendo, mas a guerra não acabou.
Mas não foi só esta guerra que estremeceu a vida dos jogadores. Sim, alguns gamers contavam com vários times diferentes em sua lista de prediletos. Além das equipes lideradas por Mario e Sonic, o mundo do entretenimento eletrônico também presenciou rivalidades épicas, como o caso de Final Fantasy e Dragon Quest, uma briga que terminou em união.
Inimigos ou parceiros?
Descubra qual é a verdade
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Em 1987, a Square Soft estava prestes a falir. Felizmente, a mente criativa de Hironobu Sakaguchi liderou uma equipe de desenvolvimento que tinha um simples objetivo: evitar o fim da empresa. O alvo era o console de 8-bits da Nintendo, e, como inspiração, Sakaguchi observou um título em especial, Dragon Quest, da Enix, empresa rival da Square. Nascia então um dos títulos mais importantes da história do RPG: Final Fantasy.
Ao lado de sua rival, a Square Soft lançou diversas sequências para sua aclamada franquia. A briga era intensa e, novamente, os jogadores defendiam seus guerreiros com muita garra. Após a era bidimensional, a Enix decide produzir os jogos da série Dragon Quest exclusivamente para o PlayStation, da Sony. A Square, ciente da estratégia de sua rival, resolve também embarcar no mesmo navio, dando continuidade à guerra fria.
Depois de títulos atrás de títulos, em 2003 um fato chocou muitos jogadores. A Enix se uniu com a Square Soft, criando então a atual Square Enix. Era o fim de dois times, mas uma união que resultaria em uma das maiores torcidas — ao menos do gênero RPG. Hoje em dia, Final Fantasy e Dragon Quest convivem lado a lado, e os fãs caminham de mãos dadas pelas ruas.
Primeiro round. Lutem!
Resolvendo a rivalidade na pancadaria
Tudo bem, a universo fantasioso de Dragon Quest e Final Fantasy criou uma rivalidade pacífica, em que os conflitos eram resolvidos com argumentos históricos. Mas, com alguns jogos, a coisa é mais embaixo, envolvendo “Fatalities”, shoryukens e muitos estilos de artes marciais.
Em 1991, os videogames recebiam um jogo que revolucionaria para sempre o gênero de luta: Street Fighter II: The World Warrior. O mundo reverenciou o título que logo se consolidou como um dos melhores jogos de pancadaria de todos os tempos. A Capcom foi uma das empresas responsáveis por impulsionar a venda dos fliperamas, graças ao gigantesco sucesso de sua obra, que também viraram febre aqui no Brasil.
Ciente disto, a Midway resolve então entrar no ringue. Em 1993, a brutalidade exagerada e os gráficos “realistas” chegavam aos arcades de todo o planeta sob um título que se tornaria sinônimo de violência para mães e jogadores. Mortal Kombat ditava um novo ritmo para a pancadaria, regado por “Fatalities” — finalizações características e brutais — e muito sangue.
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Com o passar do tempo, ambos os títulos trocaram socos e pontapés na forma de diversos games. O objetivo era simples: se tornar o jogo de luta mais popular dos videogames. Entretanto, os rivais acabaram-se distanciando.
Vale ressaltar que a última iteração da franquia da Midway, intiulada Mortal Kombat vs. DC Universe não foi muito bem aceita, graças à ausência da violência e a ideia ousada da equipe de desenvolvimento de misturar heróis dos quadrinhos com lutadores mortais. Enquanto isso, Ken e Ryu continuam resolvendo sua rivalidade em Street Fighter IV, game aclamado pela crítica pelo seu fascinante retorno às origens.
Mas, além da era bidimensional, muitos gamers também se dividiram com a chegada dos títulos que abusavam dos recursos em 3D. Talvez os exemplos mais notáveis sejam Tekken e Dead or Alive, games que combatem de maneira similar e constantemente aparecem brigando com novos títulos, que ainda embalam a vida dos jogadores com muita diversão.
Participantes potencialmente destruidores
Afinal, qual é o melhor?
A atual geração é formada por três consoles de mesa: o Nintendo Wii, o PlayStation 3 e o Xbox 360. Pode-se dizer que o videogame da Big-N se diferencia dos demais por ser único, graças ao seu sistema de jogabilidade que usufrui essencialmente de controles sensíveis ao movimento — além, é claro, do foco nos jogos casuais. Sendo assim, a briga fica entre os indivíduos de espécies parecidas: o Xbox 360 e o PlayStation 3.
Não há como negar que a base de fãs da Sony é muito superior a de sua maior rival. Afinal, a empresa vem conquistando os jogadores desde o lançamento de seu primeiro e saudoso console, o PlayStation. Além disso, os donos desta marca também possuem uma enorme tradição no gênero, fazendo com que tenha um público fiel ao seu lado.
Mas nem por isso a Microsoft deve ser menosprezada. O Xbox 360 é um grande console, que possui recursos excelentes e de qualidade igual ao seu rival. Não há como afirmar qual é o melhor dos dois, mas uma coisa é certa: esta rivalidade ainda vai longe.
Disputas épicas
Grandes jogos, grandes competições
Independentemente de qual console você tiver, terá ao seu dispor diversos títulos de peso. Obviamente, hoje em dia também existem games semelhantes, que acabam gerando aquele famoso conflito entre rivais.
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Um dos exemplos mais atuais de rivalidade está nos games de ritmo e música. Com a chegada de uma febre chamada Guitar Hero, o universo do entretenimento eletrônico passou a trocar os joysticks tradicionais pelas guitarras de plásticos. Mas, a Electronic Arts resolveu ir além disto com seu game Rock Band, introduzindo também uma bateria como joystick.
O resultado? Uma rivalidade extremamente afinada. Certamente, Guitar Hero também trouxe aos jogadores a possibilidade de tocar numa bateria de plástico com seu mais novo game, intitulado Guitar Hero World Tour. Sendo assim, a franquia continua na briga, e os jogadores continuam defendendo qual game formador de pseudomúsicos dá o melhor show.
Combates à distância
A torcida dos consoles de atual geração da Sony e da Microsoft certamente contam com um belo arsenal para provar quem é o melhor console. Dentro dos jogos, existem dois títulos em específico que, constantemente, são utilizados como arma especial para derrotar o inimigo.
Do lado da caixa, temos o lendário Halo 3, game de sucesso comercial e crítico que bomba nas partidas em multiplayer através do serviço Xbox Live. O jogo é simplesmente o game mais jogado online do console, o que, inevitavelmente, remete a uma incrível legião de fãs.
Já no campo da Sony, Killzone 2 é quem comanda. Sucessor do jogo homônimo para PlayStation 2, o título é um dos mais belos da atual geração, e também possui um multiplayer matador. Muitos fãs classificam o game como o “Assassino de Halo”, que, até então, era considerado o melhor título de FPS. Escolha seu lado da torcida.
Enquanto a guerra estrondosa rola solta no ramo dos FPS, outros dois games também competem furtivamente. Metal Gear Solid compete não tão silenciosamente com outro game de ação e espionagem: Splinter Cell. O desafio é discreto, mas as consequências são absurdas. É realmente difícil escolher qual é o melhor. O negócio é esperar por mais frutos desta rivalidade.
Gritando pelo seu time
Esportes também entram na briga
O futebol é uma das paixões nacionais de nosso país. Mas, assim como contamos com diversos times de qualidade na vida real, também temos duas franquias de peso no mundo dos videogames. Trata-se de FIFA e Pro Evolution Soccer.
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Bem, esta briga já foi discutida aqui várias vezes, mas vale relembrar como ela é importante para a vida de alguns jogadores. Enquanto FIFA tende mais para o gênero simulador, PES já adota uma fórmula mais descontraída, lembrando os jogos arcades. Mas, mesmo sendo jogos diferentes, alguns jogadores insistem em fazer comparações e relatar quem é realmente o melhor.
O mesmo acontece com a série Gran Turismo e Need For Speed, nos games de corrida. Não há como comparar, mas seus fãs sempre dão um jeito de argumentar detalhes misteriosos que tornam o game melhor. Nas pranchas com rodas, Skate e Tony Hawk também geram muitos conflitos semelhantes. Tudo depende de qual camisa você está vestindo.
Resolvendo na mão
Teclado é melhor que joystick?
)
Desde o surgimento do direcional analógico, que se popularizou no Nintendo 64, muitos jogadores se recusaram a migrar para o novo sistema de jogabilidade. O fato é que, até hoje, quando boa parte dos jogos trata o controle do direcional digital como um elemento secundário, a resistência ainda é grande. Talvez a briga entre o direcional digital e o analógico seja uma das mais interessantes.
Alguns jogadores também defendem com unhas e dentes o conjunto teclado e mouse, exaltando a precisão e a facilidade de mapeamento de controles. Enquanto isso existem os conservadores, que preferem poucos botões e um formato ergonômico.
Hordas e alianças
O conflito será eterno
Não há como negar que a rivalidade é um fator onipresente no mundo dos games — e também em nossa própria vida. Até mesmo dentro de nossos jogos favoritos ela está presente. Basta olhar para games como World of Warcraft, Gears of War, Resistance, Resident Evil e até Counter-Strike para perceber a rivalidade entre as facções.
Obviamente, citamos apenas alguns dos rivais mais impactantes do mundo dos games. Mas não tenha medo, vista sua camisa e demonstre outros conflitos que marcaram o universo do entretenimento eletrônico.
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