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Perfil do redator: Lord Raptor

schedule02/04/2009, às 06:34

Lua ou Marte?

 
Histórico
O inesquecível Enduro, do Atari 2600

No longínquo natal de 19-não-interessa, dois presentes extremamente desejados jaziam sob a árvore: o incrível e portentoso Máximus, da Estrela, e um belo exemplar do saudoso Atari 2600. Confesso que, inicialmente, testar o carrinho de controle remoto no primeiro terreno acidentado que apareceu pela frente chamou mais a minha atenção. Todavia, não demorou muito para que a empolgação arrefecesse um bocado: eram seis horas para carregar a maldita bateria que garantia, no melhor das hipóteses, 30 ou 40 minutos de diversão.

Bem, superado o desastre emocional, restava encarar o carrinho de Enduro, mais rápido e com um ronco até mais convincente, embora se parecesse mais com uma pilha de blocos — mas os cenários variavam! Dia, noite, neblina, neve... demais! Juntamente com este, a aventura meio sem sentido, mas também igualmente divertida de Pitfall (quer dizer, caso você superasse os crocodilos, barris e escorpiões, acabava simplesmente dando uma volta no cenário, terminando exatamente no lugar onde começou; vai entender), o aviãozinho beberrão de River Raid, que mais parecia um Opala com asas.

Quando o Atari já se encontrava um tanto surrado — os controles já haviam sido abertos várias vezes, e o bom e velho console já se encontrava naquela fase em que era necessário enfiar palitos de fósforo no encaixe das fitas para que, com um pouco de sorte, os jogos rodassem —, chegou o momento de cortar um pouco os exercícios abstratos: agora os jogos podiam ter um final, e os personagens realmente se pareciam com algo remotamente humano!

Deu-se então um salto verdadeiramente olímpico: da segunda geração diretamente para a quarta, com Mega Drive e Sonic The Hedgehog garantindo um declínio considerável da vida social. Chegou então Mortal Kombat (com a chamada “Manha de Sangue”, ABACABB, conhecida por qualquer jogador mais ou menos informado da época), o ótimo Streets of Rage (sobretudo o primeiro) e um vício quase ensandecido em torno de Street Fighter II Champion Edition, o maior furador de camisetas da história: Hadowken!

 

Tendo então passado por uma rápida, porém lucrativa fase Super Nes — com o inigualável The Legend of Zelda: A Link to the Past e o não menos memorável Super Metroid — e pelo Nintendo 64 (com um dos melhores jogos jamais lançados, o premiadíssimo The Legend of Zelda: Ocarina of Time), começou a minha fase de descrédito e decepção com os consoles da SEGA.SEGA Saturn: o começo do fim

Primeiro o Saturno, epicamente desbancado pela entrada triunfal da Sony no mercado de games, e depois o Dreamcast, cuja derrocada, confesso, até hoje não entendi muito bem. Como uma sólida plataforma, com um conceito genial e inovador (como os VMUs) e um mascote com a popularidade de um Sonic pôde sumir das prateleiras tão rápido quanto apareceu? Enfim.

Assim sendo, o negócio foi acompanhar a maré, migrando juntamente com a maioria para a plataforma que prometia muito na época, dado o sucesso acachapante do seu antecessor. O que, é claro, desconsiderando a decepção e um Dreamcast vendido a preço de banana (graças à declarada falta de suporte por parte da SEGA), foi ótimo.Então comprei o meu PS2. Vieram então Devil May Cry, horas e horas na frente da TV terminando as corridas com milhares de voltas de Gran Turismo 3, Resident Evil: Code Veronica, Grandia II, etc.


E por fim, vale dizer que, entre os combos de Marvel vs. Capcom, a resolução de mistérios da série Myst e os “headshots” em zumbis, também consegui aprender um pouco de guitarra (aquela com cordas, captador e alavanca de verdade, que hoje anda até meio fora de moda, dado o sucesso colossal de Guitar Hero) — certamente uma das minhas maiores paixões. Confira uma das minhas "pérolas" abaixo — relavando, é claro, o imenso "lag" do vídeo. Contatos: 555-LONG-WAIT.


Favoritos


Plataforma: Dreamcast
Motivo: Uma plataforma absolutamente consistente, colocada no mercado por uma empresa de prestígio, com idéias inovadoras (VMUs e a possibilidade de se jogar online, embora ainda em estado germinal), ainda por cima, contando com a imagem de um irrepreensível mascote (lembre-se que, naquela época, o Sonic Team ainda não tinha dado nenhuma derrapada considerável, e Sonic Adventure era certamente um grandejogo).
Shenmue: 70 milhões dos bolos da SEGA e um dos melhores jogos jamais produzidos
 

Jogo: The Legend of Zelda: A Link to the Past (Super Nintendo)
Motivo: Reconheço que o eterno e atemporal Link conta com aventuras bem mais novas e tecnicamente evoluídas. Mas A Link to the Past foi realmente um jogo que me marcou bastante... além de trazer o primeiro motivo razoável para aprender inglês. Uma ótima e bem amarrada trama, batalhas em tempo real (nada de turnos!) e dúzias de objetivos paralelos e armas para se correr atrás. Um épico que certamente marcou uma geração.

 

Gêneros: Qualquer coisa que faça a massa cinzenta trabalhar
Motivo: Duas coisas sempre me atraíram em jogos de videogame: enigmas e liberdade de ação. Embora jogos de ação e FPS (do tipo: atire primeiro, pense depois... depois de desligado o jogo) sempre possam trazer uma boa dose de diversão, a idéia de resolver um mistério, encontrar a saída pra seja-lá-o-que-for ou simplesmente fazer as coisas como der na telha sempre me pareceu francamente mais atraente. Melhor ainda é quando se tem uma mescla entre vários estilos, como no ótimo Mass Effect ou ainda na ode científica de Dead Space.
Tiro, RPG, ficção e políticas intergaláticas em um único e ótimo título.
 

Personagem: Manuel "Manny" Calavera
Motivo: Grim Fandango, do mestre Tim Schafer, já é por si só um dos títulos mais geniais, engraçados e difíceis já lançados. Entretanto, a figura central, o icônico vendedor de pacotes de viagem póstumos Manny Calavera é o tipo de personagem que não se esquece. Tiradas engraçadas, a clássica miséria de empregado corporativo não reconhecido e um hilário portunhol. Isso em uma cavera vestindo terno, chapéu e gravata borboleta.  



O que joga atualmente e qual o pior jogo que já jogou?
O engenheiro Isaac Clark: uma singela homenagem a dois grandes escritores de ficção científica

Em primeiro lugar: sim, eu tenho um Xbox 360. Não, eu não sou um “caixista”. Um dos títulos recentes que mais absorveram o meu tempo foi o ótimo Dead Space, da EA, com uma mescla interessante entre horror e ficção científica (tal qual o filme “Enigma do Horizonte”). Também gasto algumas boas horas com a riqueza de cenários, clima e história de Fallout 3. Sem esquecer ainda de Tomb Raider: Underworld, Forza Motorsport 2 e o hilário Banjo Kazooie.

Pior jogo? Bem, na realidade tem muitos. As primeiras plataformas, embora mandassem muito bem de vez em quando, eram peritas em desembarcar montes de lixo, daqueles que nem valiam uma locação. Entre os jogos mais novos, alguns eu não considero propriamente ruins, mas sim uma decepção, ou por não acompanharem a capacidade da atual geração de consoles.

Entre eles, talvez pudesse figurar Sonic Unleashed (que definitivamente não é mais o Sonic de antigamente), vários jogos que tentam utilizar as faculdades do Wii e acabam dando com os burros n’água — Looney Tunes: ACME Arsenal, The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor, para citar alguns.



Participação no TecMundo Games


Desde a minha primeira análise para o site (o ótimo The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, do DS), várias matérias me marcaram bastante — artigos que traziam o “tom” que gosto de dar aos meus textos, mesclando uma tendência analítica com um inevitável humor escrachado.

Entre as análises que mais me marcaram, além da citada acima, estão Dead Space, Braid (com uma idéia simples e genial), Street Fighter IV, Resident Evil 5, Empire: Total War, Guitar Hero: World Tour (e quase todos os outros jogos da franquia, na realidade), echochrome, Sid Meier's Civilization Revolution, GTA: Chinatown Wars, entre outras.

Entre os especiais, cabe aqui citar: “Décadas de evolução e diversão”, “Como será jogar videogames daqui a 10, 20 ou mesmo 30 anos?”, “As melhores frases dos games”, “Um ícone a um passo da maioridade” (especial contando a história do carismático ícone da SEGA), para citar alguns.
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