Variados no tamanho e função, os periféricos não são nenhuma novidade para o mundo dos videogames. Essas ferramentas muito especiais já povoavam os consoles a muito tempo, na verdade os antológicos Odyssey e Atari já contavam com alguns exemplares (é verdade, o Odyssey contava com uma carabina para jogos de tiro).
Mas os avanços da tecnologia não param, bem como a criatividade dos inventores, sempre ávidos por novas maneiras de se interagir com os videogames. Entretanto nem todas as idéias são tão boas quanto a katana de Onimusha, ou o controverso e multifuncional Trance Vibrator do jogo REZ (par ao PS2), ou quem sabe ainda a vasta galeria do Nintendo Wii.
Ao longo dos anos os videogames foram acumulando uma enorme galeria de fracassos eletrônicos que apenas aumentam a pilha de lixo guardado no fundo dos guarda-roupas dos jogadores mais saudosistas.
O TecMundo Games selecionou alguma dessas pérolas que tentaram inovar mas acabaram no lixeira eletrônica do mundo dos games.
Sega Activator (Sega Genesis - 1993)
Lançado em 1993, quando a Sega dominava a impressionante margem de 65% da indústria dos videogames, o Activator parecia ser o periférico que redefiniria os padrões de entretenimento eletrônico interativo, muito antes da Nintendo pensar no Wii Remote.
Infelizmente tudo não passou de uma boa idea. Além da resposta um tanto atrapalhada do sistema, o aparelho não contava com uma integração apropriada com os títulos que ofereciam suporte ao periférico.
Um bom exemplo é o caso do Sub-Zero e seu fatality, ao invés de pressionar Frente, Baixo, Frente e A, você deveria executar os movimentos dentro do Activador, ou seja, dar um soco para frente, um soco para trás, outro para frente e mais um para ativar o botão A.
Atari Mindlink (Atari 2600 – 1984)
Matando pixels com o poder da sua mente
Na realidade o Atari Mindlink nunca foi lançado, previsto para o ano de 1984 o periférico apresentava uma proposta inovadora até para os dias atuais, um controle capaz de ler os pensamentos do usuário, ou algo parecido.
Isso porque de fato o controle não era capaz de captar os pulsos elétricos do cérebro humano (tarefa que ainda hoje está sendo aprimorada), o Mindlink utilizava seus poderosos sensores infravermelho para captar os movimentos dos músculos da cabeça do usuário.
O aparelho acabou sendo engavetado após testes nos quais a maioria dos jogadores ficaram com dor de cabeça de tanto mexer as suas sobrancelhas e outros músculos da face.
LaserScope (NES - 1990)
Mandando bala
O LaserScope da Konami prometia agitar o mundo dos jogos de tiro (da época é claro) com uma espécie de capacete de comando. Munido de uma mira laser que pendia sobre o olho do usuário e um microfone o aparelho permitia que o jogador mirasse apenas olhando para o alvo enquanto disparava com simples comandos de voz.
Projetado exclusivamente para o jogo Laser Invasion (que vinha com um cupom de desconto no valor de US$ 5,00 na compra da LaserScope) o capacete não foi muito bem recebido pelos usuários. A ideia original era que o jogador colocava o capacete, mirava e ao gritar “FIRE!” (atire!) um disparo seria efetuado.
Entretanto a mira não era precisa e praticamente qualquer coisa que o jogador falasse ativava o disparo. Uma boa idea que não conseguiu superar as limitações técnicas da época, mesmo assim vale destacar que o aparelho trazia embutido fones de ouvido, bastando apenas conecta-los aos console para ouvir os sonos do jogo.
U-Force (NES – 1989)
Assim, você colocaria as mãos sobre o (restrito) espaço das telas gesticularia a vontade e esses movimentos iriam controlar o pequeno encanador italiano presente na tela. Infelizmente tudo não passa de propaganda, já que você agitava as mãos e nada acontecia.
O controle ainda viça com um manche que poderia ser conectado a base do U-Force, que funcionava relativamente melhor do que a gesticulação sobre a tela, mas não tão bem o suficiente para agradar ao menos exigente dos jogadores.
R.O.B. Robotic Operating Buddy (NES – 1985)
Uma brilhante estratégia de marketing que associou o uso da geringonça ao Nintendo Entertainment System foi a única coisa que impediu que R.O.B. ficasse encalhado nas prateleiras das lojas.
O carismático robô até tinha seus atributos, afinal de contas tratava-se de 1985 e um simples apertar de botão no seu controle do NES fazia com que o construto cibernético se movimentasse, sendo que de acordo com esses movimentos algo aconteceria na tela do jogo.
Tudo muito bom, se pelo menos fosse verdade. Primeiro temos que lembrar que o produto era voltado para crianças, mas a montagem do R.O.B era uma tarefa capas de desafiar engenheiros da NASA, além disso ainda temos que considerar as falhas no seu funcionamento (barulhento, lento e com respostas falhas) e para piorar tudo o produto foi lançado um ano após o grande Crash dos Videogames de 83-84.
Power Glove (NES - 1989)
O resto é brincadeira de criança
Graças a essa incrível manopla do poder, possuidora de um design realmente ameaçador — e incrivelmente atraente para os jogadores púberes, você podia interagir com os seus jogos favoritos, nesse precursor dos controles com sensores de movimento do Wii.
Além de extremamente “desconfortável” o periférico ainda contava com três sensores que deveriam ser posicionados sobre o televisor (tarefa impossível, visto o seu projeto mal desenvolvido).
Mas isso não é tudo, algumas idéias mostraram que a inovação é sempre bem vinda e que pode promover grandes mudanças na industria. Fique ligado nos artigos especiais do TecMundo Games para uma futura edição com os periféricos mais interessantes do mundo dos jogos.
Enquanto isso, relembre outros
periféricos horríveis nos comentários!
Mas os avanços da tecnologia não param, bem como a criatividade dos inventores, sempre ávidos por novas maneiras de se interagir com os videogames. Entretanto nem todas as idéias são tão boas quanto a katana de Onimusha, ou o controverso e multifuncional Trance Vibrator do jogo REZ (par ao PS2), ou quem sabe ainda a vasta galeria do Nintendo Wii.
Ao longo dos anos os videogames foram acumulando uma enorme galeria de fracassos eletrônicos que apenas aumentam a pilha de lixo guardado no fundo dos guarda-roupas dos jogadores mais saudosistas.
O TecMundo Games selecionou alguma dessas pérolas que tentaram inovar mas acabaram no lixeira eletrônica do mundo dos games.
Sega Activator (Sega Genesis - 1993)
Interação não é coisa de papo-cabeça.
Finalmente os jogadores poderiam realmente se sentir dentro dos jogos. Quando você desse um soco, seu personagem daria um soco, quando você chuta, o seu herói chuta e assim por diante, pelo menos essa era a idéia dos desenvolvedores quando eles lançaram essa pérola do mundo dos videogames.Lançado em 1993, quando a Sega dominava a impressionante margem de 65% da indústria dos videogames, o Activator parecia ser o periférico que redefiniria os padrões de entretenimento eletrônico interativo, muito antes da Nintendo pensar no Wii Remote.
Infelizmente tudo não passou de uma boa idea. Além da resposta um tanto atrapalhada do sistema, o aparelho não contava com uma integração apropriada com os títulos que ofereciam suporte ao periférico.
Um bom exemplo é o caso do Sub-Zero e seu fatality, ao invés de pressionar Frente, Baixo, Frente e A, você deveria executar os movimentos dentro do Activador, ou seja, dar um soco para frente, um soco para trás, outro para frente e mais um para ativar o botão A.
Atari Mindlink (Atari 2600 – 1984)
Matando pixels com o poder da sua mente
Na realidade o Atari Mindlink nunca foi lançado, previsto para o ano de 1984 o periférico apresentava uma proposta inovadora até para os dias atuais, um controle capaz de ler os pensamentos do usuário, ou algo parecido.
Isso porque de fato o controle não era capaz de captar os pulsos elétricos do cérebro humano (tarefa que ainda hoje está sendo aprimorada), o Mindlink utilizava seus poderosos sensores infravermelho para captar os movimentos dos músculos da cabeça do usuário.
O aparelho acabou sendo engavetado após testes nos quais a maioria dos jogadores ficaram com dor de cabeça de tanto mexer as suas sobrancelhas e outros músculos da face.
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LaserScope (NES - 1990)
Mandando bala
O LaserScope da Konami prometia agitar o mundo dos jogos de tiro (da época é claro) com uma espécie de capacete de comando. Munido de uma mira laser que pendia sobre o olho do usuário e um microfone o aparelho permitia que o jogador mirasse apenas olhando para o alvo enquanto disparava com simples comandos de voz.
Projetado exclusivamente para o jogo Laser Invasion (que vinha com um cupom de desconto no valor de US$ 5,00 na compra da LaserScope) o capacete não foi muito bem recebido pelos usuários. A ideia original era que o jogador colocava o capacete, mirava e ao gritar “FIRE!” (atire!) um disparo seria efetuado.
Entretanto a mira não era precisa e praticamente qualquer coisa que o jogador falasse ativava o disparo. Uma boa idea que não conseguiu superar as limitações técnicas da época, mesmo assim vale destacar que o aparelho trazia embutido fones de ouvido, bastando apenas conecta-los aos console para ouvir os sonos do jogo.
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U-Force (NES – 1989)
Tão quente que ninguém pode tocar
Revolucionário, esse era o conceito por trás do U-Force. Pelo menos a ideia realmente era, utilizando um par de telas perpendiculares com sensores infravermelho o controle do NES desenvolvido pela Brøderbund seria capaz de traduzir os gestos do jogador em sinais de comando para os jogos.Assim, você colocaria as mãos sobre o (restrito) espaço das telas gesticularia a vontade e esses movimentos iriam controlar o pequeno encanador italiano presente na tela. Infelizmente tudo não passa de propaganda, já que você agitava as mãos e nada acontecia.
O controle ainda viça com um manche que poderia ser conectado a base do U-Force, que funcionava relativamente melhor do que a gesticulação sobre a tela, mas não tão bem o suficiente para agradar ao menos exigente dos jogadores.
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R.O.B. Robotic Operating Buddy (NES – 1985)
Amiguinho robótico
Uma brilhante estratégia de marketing que associou o uso da geringonça ao Nintendo Entertainment System foi a única coisa que impediu que R.O.B. ficasse encalhado nas prateleiras das lojas.
O carismático robô até tinha seus atributos, afinal de contas tratava-se de 1985 e um simples apertar de botão no seu controle do NES fazia com que o construto cibernético se movimentasse, sendo que de acordo com esses movimentos algo aconteceria na tela do jogo.
Tudo muito bom, se pelo menos fosse verdade. Primeiro temos que lembrar que o produto era voltado para crianças, mas a montagem do R.O.B era uma tarefa capas de desafiar engenheiros da NASA, além disso ainda temos que considerar as falhas no seu funcionamento (barulhento, lento e com respostas falhas) e para piorar tudo o produto foi lançado um ano após o grande Crash dos Videogames de 83-84.
Power Glove (NES - 1989)
O resto é brincadeira de criança
Graças a essa incrível manopla do poder, possuidora de um design realmente ameaçador — e incrivelmente atraente para os jogadores púberes, você podia interagir com os seus jogos favoritos, nesse precursor dos controles com sensores de movimento do Wii.
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Além de parecer mais macho do que todos os outros garotos de dez anos, o possuidor da Power Glove poderia destruir seus oponentes apenas com um mindinho. Mas na realidade tudo não passava de uma luva realmente bonita e cara, algo que parece muito melhor na TV do que na vida real. Talvez por isso os produtores do filme O Gênio do Videogame (The Wizard – 1989) resolveram colocar uma dessas “belezinhas” na mão do vilão Lucas Barton, cuja frase se tornou será pra sempre lembrada pelos jogadores: "I love the Power Glove. It's so bad!” (Eu amo a Power Glove. Ela é tão má!). |
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Além de extremamente “desconfortável” o periférico ainda contava com três sensores que deveriam ser posicionados sobre o televisor (tarefa impossível, visto o seu projeto mal desenvolvido).
Mas isso não é tudo, algumas idéias mostraram que a inovação é sempre bem vinda e que pode promover grandes mudanças na industria. Fique ligado nos artigos especiais do TecMundo Games para uma futura edição com os periféricos mais interessantes do mundo dos jogos.
Enquanto isso, relembre outros
periféricos horríveis nos comentários!
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