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O Baixaki Jogos mostra que bons títulos podem surgir das premissas mais estranhas

schedule17/03/2009, às 06:18

Jogar videogame, poucas coisas na vida são tão recompensadoras quanto os momentos de diversão proporcionada por essas maravilhas eletrônicas. Fugir da realidade e entrar em mundos fantásticos povoados por alienígenas, cogumelos ambulantes e zumbis são apenas alguns dos apelos dos jogos.

Mas nem todas as ideas parecem ser tão boas assim, afinal de contas quem gostaria de assumir o papel de bloco geométrico que cai em velocidade crescente? Mas essa é a base de um dos maiores clássicos dos videogames, Tetris.

Isso apenas nos faz lembrar do velho ditado popular que nunca se deve julgar um livro pela capa, ou um jogo pela sua ideia principal. Para provar que grandes títulos são “adubados” com as premissas mais peculiares o TecMundo Games fez uma breve seleção de título que tinham tudo para dar errado, mas que acertaram em cheio no gosto dos jogadores.


Culdcept

Jogo de tabuleiro e RPG de cartas

Uma mistura de Banco Imobiliário (Monopoly) e Magic the Gathering. Essa é certamente a melhor descrição da franquia Culdcept. Mas exatamente porque alguém gostaria de jogar Banco Imobiliário no videogame e pior, porque misturar o tradicional jogo de tabuleiro com um RPG de cartas?

Pois a inusitada mistura deu certo. Afinal de contas tanto o jogo de tabuleiro como o RPG se mantém atraentes até hoje. Assegurando uma fiel e crescente legião de fãs. Se a idéia de unir ambos parece estranha a principio certamente faz muito sentido.

Enquanto Monopoly ganha mais emoção e Magic se apropria da tradicional estrutura dos jogos de tabuleiro. Para quem não gosta de nenhum dos dois, Cudcept ainda consegue agradar por ser algo novo, um hibrido que pega elementos de cada uma das suas fontes para criar algo diferente.

Brain Age

Quem é que gosta de estudar?
 
Falando sério, quem é que gosta de estudar? Imagine então que ao invés de jogar videogame você tem que fazer a lição de matemática. Matar alienígenas, resgatar princesas, marcar gols de placa com o Ronaldinho, tudo isso dá lugar a equações matemáticas, testes de literatura, línguas e outras disciplinas.

Parece até brincadeira de mal gosto, mas essa é a premissa de Brain Age, um jogo que faz você estudar enquanto joga. Entretanto o título parece ter um profundo conhecimento da psique humana, já que apela diretamente ao nosso ego.

Nada melhor do que esfregar nosso abundando conhecimento da tabela de multiplicação (a famosa tabuada) na cara de um cientista japonês pixelado. E se o prazer de ouvir os elogios do Dr. Kawashima não forem suficientes ainda existe o sempre presente apelo da competitividade. Provar que você é capaz de realizar as atividades mais rápido do que seus amigos e familiares pode render muitas horas de riso e implicância.  

World of Goo

Gelecas malucas

Mais um jogos de puzzle. Os títulos casuais resolveram invadir os videogames e roubar espaço dos incessantes combates dos jogos de ação e tiro. Quer vai querer controlar uma pilha de gosmas (que mais parecem frutos de um vazamento de óleo) se eu posso assumir o papel de um soldado da Segunda Guerra Mundial fuzilando nazistas?

É, mas parece que o mundo dos jogos não é formado apenas por nazistas, zumbis e alienígenas. O título distribuído pela Nintendo também esbanja criatividade e consegue oferecer muita diversão aos jogadores.

World of Goo é um título de quebra-cabeça desenvolvido pela 2D Boy — empresa que conta com apenas três engenheiros — cujos visuais e charme extremamente peculiares desbancam até mesmo alguns títulos de grande porte.


Harvest Moon

A dura vida do campo

Para começo de conversa você joga como um fazendeiro! Sem qualquer desmerecimento a uma das mais dignas profissões, mas trata-se de uma atividade que requer extrema disciplina e paciência, sem contar ter que acordar antes mesmo do galo cantar.

Como trazer esse espírito para uma mídia reconhecida pelo seu caos, violência, gratificação instantânea e litros de cafeína (seja no café ou no refrigerante)? Pois Harvest Moon tem a resposta.

É justamente nesse contrassenso que a franquia Harvest Moon solidifica o seu sucesso. Depois de tantos tiroteios, tartarugas, moedas e saltos entre plataformas à vida tranquila e relaxante da fazenda pode ser algo incrivelmente tentador. Aliando um humor próprio dos títulos nipônicos e alguns personagens extremamente carismáticos e você tem um verdadeiro Spa virtual.

Mercury Meltdown

Diversão com um metal pesado extremamente tóxico


O que esperar de um jogo no qual você controla uma bola de mercúrio? No mínimo uma intoxicação, visto os riscos a saúdo trazidos pela exposição ao metal pesado. Pior do que isso, além de controlar a bolha de metal tóxico você ainda deve guiá-la através de labirintos psicodélicos.

Mas parece que o veneno é bem doce. Especialmente em sua versão para o Nintendo Wii. Controlar o glóbulo de metal líquido pode ser extremamente recompensador e divertido.

Os quebra-cabeças variados e interativos fazem de Mercury Meltdown Revolution  um puzzle que exige raciocínio rápido e muita destreza. Girar, esticar e equilibrar a partícula de mercúrio, desviando dos vários obstáculos e desafios encontrados ao longo dos percursos são envolventes e capazes de prender até mesmo o jogador mais hardcore.

Mario de terno e gravata

Um herói engravatado saltando entre plataformas em busca de uma princesa sequestrada. A premissa pouco inspira e o protagonista de terno certamente não chamam a atenção de nenhum jogador ainda mais quando levamos em consideração que os cenários parecem ter saído diretamente dos jogos do Mario.

Mas é exatamente ai que Braid vai te conquistar. A interessante mistura entre ação clássica de plataforma, manipulação do tempo e quebra-cabeças inteligentes fazem desse título uma das melhores e mais originais opções dentro da Xbox LIVE Arcade.
 
Braid ainda é a prova definitiva de que um jogo não precisa necessariamente de engines milionárias e gráficos em 3D para poder encher os olhos. Mesmo trazendo o clássico esquema side-scroller dos primórdios de jogos como Super Mario e Sonic The Hedgehog, os cenários são extremamente ricos, belos e envolventes, ao mesmo tempo em que inspiram um ar nostálgico ao reproduzirem ambientes próprios de outros títulos clássicos do gênero.


Quebra-cabeças monocromáticos!

Quão atraente pode ser um jogo monocromático? E para piorar as coisas você não controla nenhum personagem, ficando vedado apenas ao movimento do cenário, que por sua vez são totalmente sem pé nem cabeça.

E são exatamente esses cenários malucos que prendem a atenção do jogador. Inspirados nas intrigantes litogravuras do genial artista holandês M.C. Escher — que ao longo da sua obra brincou com a perspectiva de seu traço criando ilusões singulares e impressionantes — echochrome usa e abusa do senso de perspectiva para elaborar quebra-cabeças incrivelmente desafiadores.

Um verdadeiro paradoxo do mundo dos videogames — com sua apresentação simplista, que vai desde o seu aspecto monocromático até o minimalismo dos controles — essa pérola da Sony esconde grande complexidade e capacidade de cativar os jogadores.

The Chronicles of Riddick

Se o filme é ruim imagina o jogo

Se jogos inspirados em filmes bons são (em via de regra) ruins, imagine então a adaptação para os videogames de um filme horrível. Estrelado pelo “fortão” de plantão, Vin Diesel, a continuação do filme Eclipse Mortal (Pitch Black) só serviu para indicar a atuação do protagonista na corrida pelo “cobiçado” troféu Framboesa de Ouro — concedido aos piores do ano.

Mas não é que a ideia deu certo. Desde o lançamento de GoldenEye 64 os videogames não conferiam uma adaptação descente de um filme para os jogos eletrônicos. E o trabalho foi tão bom que The Chronicles of Riddick: Escape From Butcher Bay consegue ser muito melhor do que o próprio filme que o inspirou.

A ação sorrateira e do anti-herói interplanetário Rididdick aliada a gráficos de qualidade credenciaram o jogo a receber uma continuação/remake para os consoles de sétima geração com The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena.

Lemmings

Roedores imbecis com tendências suicidas

O objetivo principal do jogo é levar um bando de criaturas burras até a saída de cada nível. Não precisaria falar mais nada, mas ainda vale lembrar que o jogo é baseado no comportamento real dos pequenos roedores lêmingues, que durante suas migrações em massa acabam se sofrendo alguns “acidentes” por conta da jornada desordenada.

Mas há uma grande surpresa por traz de tudo isso, o humor próprio dos desenvolvedores que mais tarde agraciariam o mundo com o celebrado, e controverso, Grand Theft Auto. Isso mesmo, desenvolvido pela DMA Dsign (que mais tarde se transformou na Rockstar North), o jogo Lemmings escondia muito mais do que um bando de roedores sem noção do perigo.

Os cenários inventivos e as soluções nada usuais para estes problemas transformaram a migração dos lêmingues em algo realmente divertido. Permeado de um humor negro (por vezes sádico) o jogo obrigava o usuário a pensar na forma de perder o menor número possível de criaturas através do uso inteligente das varias habilidades lêmingues (que contavam inclusive com um operador de lança-chamas).


The Sims

Lavar os pratos, pagar contas e ir ao banheiro.

Quando você pega um jogo o seu objetivo é escapar da realidade, entrar em um mundo virtual e se divertir um pouco, deixando de lado as idiossincrasias da vida real e fugindo das banalidades do dia-a-dia. Mas e quanto o jogo pretende reproduzir tudo isso que você se quer deixar de lado?

Pois essa é a premissa básica da franquia The Sims, similar a vida real, com detalhes que vão desde preparar a sua comida até mesmo ir ao banheiro. Um jogo que celebra essas tarefas diárias como lavar os pratos, pagar as contas, tirar o lixo e assim por diante realmente pode ser divertido?

Claro que sim, The Sims captura sim esses momentos de tédio da vida real, entretanto o faz de uma forma bem humorada e em um contesto capaz de prender a sua atenção por horas. Construir casas, personalizar o seu avatar, construir uma família, decorar o seu lar e assim por diante (sem se esquecer dos toques mais sinistros como as mil e uma maneiras de se matar um Sim), esses são apenas alguns dos motivos que farão com que você fique preso ao jogo cuja popularidade é incontestável.

Outros jogos que deveriam “feder”
mas que são incrivelmente cativantes:


E você, lembrou de algum jogo bom
cuja premissa é no mínimo inusitada?
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