O Kinect, acessório da Microsoft que faz a leitura completa dos movimentos e do corpo dos jogadores, foi lançado oficialmente ontem, ao preço de US$ 150. A divisão brasileira da fabricante foi rápida em anunciar as datas e preços para a versão nacional do equipamento (que podem ser conferidas neste link), mas infelizmente ficamos para trás.
Entendendo que não teremos a oportunidade de colocar as mãos no hardware antes do dia 18 deste mês, nós agrupamos uma série de análises e impressões divulgadas por outros sites internacionais, os quais já tiveram tempo para testar o equipamento de trás para frente. Tudo para que o usuário do TecMundo Games tenha acesso rápido e fácil às informações!
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De tal forma, vamos à relação, organizada por ordem alfabética!
As análises O que dizem os críticos de fora
O Kinect é muito mais do que uma câmera, de acordo com a opinião dos avaliadores. A maior vantagem é o sistema automatizado da base, que deixa a lente seguir os jogadores, passando por reajustes automáticos. Ao perceber o funcionamento do sistema, logo surgiu a preocupação com o espaço necessário (houve brincadeiras com a foto da sala de estar do redator, apertada).
Em termos de jogos, foi dito que todos exigem muita atividade física, mas poucos deles valem o preço pedido pelas desenvolvedoras. Em vista da limitação imposta pela falta de botões, foi feita a seguinte previsão:
“A Microsoft lançará um controle similar ao Move para o Kinect provavelmente dentro de um ano. Tanto desenvolvedores quanto jogadores ficarão frustrados com as coisas que o hardware não pode fazer. Não é uma coincidência que tantos jogos do lançamento pertençam ao mesmo gênero.”
Veredito: “Ignore... Por enquanto”
O tamanho da sala e o da televisão influenciam diretamente a experiência e devem ser encarados como requerimentos pelos interessados na plataforma da Microsoft. O processo de calibragem é relativamente simples, apesar de consumir bastante tempo até que tudo esteja pronto para os jogos.
“O Kinect é maravilhoso para festas e casas com grandes salas, mas não para quartos pequenos. Se a sua ideia de escapar para jogar envolve poses estáticas e movimentos dinâmicos do corpo inteiro, o Kinect provavelmente funcionará muito bem para você. Se você é o tipo de jogador que não está pronto para deixar o sofá, nós recomendamos esperar para ver o que o futuro reserva.”
“A US$ 150, achamos que o Kinect é caro. Mas quando você considera que (o dispositivo) é tudo o que você precisará comprar (não há controles a mais para jogadores adicionais, por exemplo), o custo se torna mais razoável.”
Nota final: 7
O avaliador ficou encantado com o funcionamento do Kinect, abrindo a análise com uma descrição das dores que ele vinha sentindo (em decorrência de tantos movimentos realizados nos dias anteriores). Na mesma análise, foi dito que o processo de calibragem bem-sucedido serve para tornar o Kinect mais preciso em longo prazo, em vista do aprendizado constante do periférico — informação consoante ao que havia sido dito pela fabricante.
Em termos de problemas, foram citadas as falhas em sistemas de pausa para os jogos (o que faz toda a diferença em games de ação) e a questão do espaço necessário. Ao fim da análise, o preço do dispositivo é posto em xeque:
“Tudo depende do que você procura. Se você está atrás de jogos controlados por movimentos que façam frente ao joypad, eu esperaria. As demonstrações técnicas são indiscutivelmente excitantes, mas por ora os jogos não conseguem atingir o mesmo nível de precisão. Agora, se você busca por um aparato que simultaneamente impressione os seus colegas, mude seus hábitos centrados no sofá e ofereça uma incrível promessa em longo prazo, não há como errar.”
Nota final: 8.8
Há atraso entre as ações do jogador e o que é mostrado nas telas, mas em nenhum momento os avaliadores se sentiram desconectados da tela ou perceberam que houve impacto sobre a jogabilidade. A opinião deles é de que tudo dependerá da habilidade e da esperteza dos programadores (para mascarar as falhas).
“Então, você já pode jogar fora os seus controles? Não. Eu definitivamente fiquei mais impressionado com o Kinect do que achei que ficaria. Mas ainda não estou pronto para promover o Kinect como o matador dos jogos movidos a controles.”
“Quando (o Kinect) funciona, ele impressiona, e serve como um vislumbre fascinante do que o futuro do entretenimento e dos jogos pode nos reservar”.
Nota final: não atribuída
Elogios à resistência do dispositivo, ao reconhecimento de voz e aos mecanismos de rotação automática da base, mas muitas críticas frente ao processo de calibragem — longo e de difícil execução —, à necessidade de espaço e ao sistema de navegação pelos menus, que por gestos é muito mais lento do que os tradicionais controles e botões.
“O Kinect como hardware é excelente, mas há muito espaço para melhoramentos por parte dos engenheiros de software e de interface. E falando em espaço, se você está preocupado com espaços apertados, talvez queira utilizar uma fita métrica antes de gastar os seus US$ 149.”
“Achamos que há um espírito de luta dentro daquele invólucro brilhante, mas definitivamente há muito crescimento a ser feito primeiro”.
Nota final: 6
O dispositivo é realmente algo inédito e contém muito potencial em seus sensores, mas os dois revisores encontraram problemas em seus testes caseiros, envolvendo falhas no sistema de reconhecimento de voz, lentidão na leitura dos movimentos e jogos que literalmente se perderam no meio das partidas (ainda que não se saiba se isso é problema de software ou do hardware). Mais uma vez, espaço é essencial — até mais do que estipula a Microsoft.
“Se o Kinect se tornar um mero substituto para os controles remotos das televisões, ele sairá vencedor. No entanto, em vista do seu preço de lançamento, ele precisa ser muito mais. Se a Microsoft continuar dando suporte a ele, e se suas falhas puderem ser corrigidas por meio de atualizações, o Kinect pode ser revolucionário”.
Nota final: não atribuída
De acordo com a equipe do site, o processo de montagem e configuração é extremamente simples e requer pouco tempo — envolvendo a atualização do console, que recompensa os jogadores com uma interface especial para o Kinect. Em relação aos jogos, não houve uma conclusão definitiva, uma vez que o comportamento do periférico varia de caso para caso. O problema da falta de espaço também foi levantado.
“Enquanto jogos como Dance Central e Kinect Adventures aproveitam completamente a tecnologia de detecção de movimentos e acertam no acompanhamento corporal, outros têm desempenho irregular, fazendo com que você sinta não ter controle algum sobre o que acontece na tela.”
A avaliação observou o potencial do dispositivo, sendo finalizada com impressões positivas. “O Kinect é um impressionante aparato tecnológico, que tem um enorme potencial para crescimento. Apesar da experiência livre de controles exigir um período de adaptação, ela é um passo audaz rumo ao futuro, que exige uma inspeção mais próxima antes de ser considerada apenas como um mero artifício.”
Nota final: 8
Depois de alguns elogios ao sensor (de uma qualidade que a equipe do site nunca havia visto antes, ao menos não em um dispositivo do custo do Kinect), a análise abordou as questões da navegação e dos aspectos futuristas do Kinect, afirmando que o dispositivo não foi construído para representar perfeitamente os movimentos de cada um.
“Montar e calibrar o Kinect pode ser simples ou um tanto trabalhoso, dependendo do tipo de ambiente utilizado para as partidas. Não bastasse o extenso processo de configuração na tela, os jogadores ainda precisam preparar fisicamente uma sala para o Kinect”.
“Por mais altas que possam ser as nossas esperanças para o futuro do Kinect, ainda temos que olhar para ele como ele é hoje, e definitivamente existem problemas que o impedem de alcançar o seu verdadeiro potencial. É necessário muito espaço para um funcionamento adequado e reordenar o quarto para jogar está longe do ideal. O atraso entre os jogadores e a tela também é um problema significante, e enquanto muitos podem não notar, isso certamente ficará no caminho de jogos mais avançados”.
A análise concluiu que, mesmo assim, o acessório pode representar uma boa diversão ao público casual, ainda que o preço seja salgado para o mercado de massa.
Nota final: 7.5
Os avaliadores encontraram uma série de problemas com a questão da interpretação dos comandos de vozes (segundo eles muito sensíveis, suscetíveis a mudanças indesejadas de programação) e da entrada de outros jogadores, que algumas vezes não são vistos adequadamente pelo periférico. Mesmo assim, a conclusão foi movida a louvores.
“... O Kinect é a verdadeira nova geração dos jogos, ele emana estilo e refinamento, e você não experimenta a verdadeira jogatina por movimentos até tomar as rédeas do slogan Você é o controle. O melhor momento do hardware: quando o Kinect reconhece você simplesmente a partir da voz e da face. É uma coisa assustadora”.
Nota final: 7.3
A navegação por voz e os recursos multimídia conquistaram a atenção da equipe de redatores — até um dos mais novos saiu impressionado com o potencial de acesso pela fala. “O Kinect é claramente o mais excitante e importante salto para o entretenimento caseiro desde o lançamento do Wii, há quatro anos. Nada desde o Wii, certamente não o sistema imitativo da Sony para o PlayStation 3 (Move), se aproxima da ambição e da conquista técnica do Kinect em remodelar a experiência do entretenimento em casa”.
Nota final: não atribuída
As conclusões do site foram diretas e incisivas. Como pontos positivos, foram mencionados o reconhecimento de voz e o ótimo funcionamento da interface com cursores e a leitura dos movimentos.
Aqui vai a porção de aspectos negativos encontrados nos testes: “A luz do sol mata o Kinect. Alguns games requerem muito espaço para serem jogados. Cadê o Netflix?”. A última frase faz referência à falta de suporte para comandos por movimentos no serviço de transmissão e aluguel de filmes e séries.
Nota final: 7
Qual a conclusão?
As opiniões se mostraram divididas em relação ao apelo do Kinect e todas tornaram claras as variações de interesses dos usuários. Alguns criticaram friamente as falhas nos jogos, enquanto outros — como os jornalistas do The New York Times — ficaram admirados com os recursos multimídia, deixando os jogos em segundo plano.
Infelizmente, todas as análises trataram o dispositivo como um “bebê” no mercado, levantando a possibilidade de atualizações futuras e o espaço para crescimento — algo que não pode ser tomado como concreto, mesmo apesar da enorme aposta da Microsoft, que já projeta mais de 5 milhões de unidades vendidas até o final de 2010.
O ponto mais claro, passado por todos os textos, é que a qualidade do reconhecimento dos movimentos e a própria resposta do dispositivo estão diretamente atreladas à qualidade do software, já que o Kinect, em si, tem algumas graves limitações. Os interessados, ao menos por enquanto, terão que liberar muito espaço na sala de estar e se preparar para ensinar o Kinect até que a resposta torne-se adequada para a maioria das situações.
A controvérsia mais recente, acerca do funcionamento do dispositivo, envolve as supostas falhas em reconhecer pessoas afrodescendentes. A suposição foi levantada pelo site Gamespot, que se deparou com problemas em seus testes. A Microsoft negou com veemência a possibilidade de racismo, reafirmando que é necessário um bom contraste entra a pele e o ambiente para que o dispositivo consiga funcionar adequadamente.
Mais uma vez, lembramos que a análise do TecMundo Games terá que ser postergada em vista do lançamento brasileiro, que ocorrerá somente no dia 18 de novembro. De qualquer maneira, fiquem atentos para mais novidades acerca do investimento da Microsoft no futuro do entretenimento eletrônico. Até logo!
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