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Online ou não, eis a questão

Modos online se transformaram em obrigatoriedade nos jogos atuais, mas até que ponto eles são realmente necessários?

schedule14/03/2012, às 12:04

Escolha um jogo qualquer do seu console preferido na lista de games disponíveis aqui no TecMundo Games. É muito provável que ele tenha, além das fases tradicionais, um modo online. Necessário em alguns games, dispensável em outros, a grande verdade é que a disponibilidade de um modo de jogo como esse acabou se tornando quase que uma obrigatoriedade. Mas será que vale a pena incluir essa opção em um jogo mesmo quando ela não faz sentido algum?

Geração “forever alone”

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Durante muitos anos, todos nós jogamos sem precisar de nenhum modo online. A diversão se resumia às fases convencionais e nada mais. Esse cenário fazia com que muitos jogadores dissecassem por completo os estágios de um jogo e, nem por isso, a diversão era menor. Contudo, com raras exceções, alguns games se tornavam “datados”, ou seja, uma vez terminados, não havia nada de novo para fazer.

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Entretanto, nos consoles da nova geração os modos online se tornaram extremamente populares e muitos jogos, de fato, perdem sua essência se jogados apenas offline. É difícil imaginar o sucesso do estilo FPS, por exemplo, se os jogadores pudessem apenas enfrentar bots nem sempre muito inteligentes. 

Quando menos é mais

Por outro lado, a inclusão de modos online em certos jogos parece mais uma mera formalidade. Essa é a opinião de Raphael Lacoste, diretor de arte da série Assassins Creed. “Não é porque a narrativa do jogo é excelente e funciona muito bem no modo offline que disponibilizar esse mesmo universo no multiplayer será um sucesso garantido”, explica.

Essa explicação se adapta muito bem a dezenas de jogos que foram bem-sucedidos em suas ideias originais, mas não tiveram o mesmo desempenho em modos multiplayer. BioShock 2 e Dead Space 2 são apenas dois exemplos em que a expansão para um modo online simplesmente não agradou a ninguém.

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Já títulos como Batman: Arkham City e God of War não se intimidam, dispensam completamente os modos online e nem por isso deixam de ser atrativos, pelo contrário. Combinando muita interatividade com os cenários, missões que podem ser refeitas em diferentes níveis e uma trama digna de cinema, ambos cativam o jogador por muito tempo, mesmo depois que ele finaliza o jogo pela primeira vez.

De migalha em migalha

Outro ponto contestado por aqueles que preferem os modos de jogo offline é a falta de finalização ou a liberação tardia de algumas opções por conta dos jogos online. Alguns games têm chegado ao consumidor apenas com as suas opções básicas, tanto em cenários quanto em personagens. Dias depois, diversas DLCs são lançadas, fazendo com que o jogador tenha que desembolsar mais para ter acesso a uma versão completa, melhorada ou finalizada do jogo.

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Os jogos de luta, como Mortal Kombat 9 e Super Street Fighter IV, têm sido campeões nesse quesito, trazendo mais personagens e novas roupas em DLCs. Se por um lado isso faz com que o game se mantenha em voga por mais tempo, sempre com novidades, por outro deixa no consumidor uma sensação de insatisfação, já que mesmo com o jogo original em mãos ele fica à margem de muita coisa interessante.

Medida de segurança

Outra tese defendida por alguns desenvolvedores é que os modos online tornam mais seguros os investimentos na criação de um jogo. Ed Boon, um dos criadores da franquia Mortal Kombat, é um dos que defendem essa ideia. “Quando nós vendemos um jogo, precisamos recuperar o custo que tivemos com o desenvolvimento. Se alguém revende o jogo e nos deixa fora desse processo, o estúdio deixa de ganhar milhões de dólares”, afirma.

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Para isso, vale tudo para fazer com que o jogador se sinta no dever de se conectar ao menos uma vez, ainda que os modos online não sejam tão atrativos. Online pass, troféus específicos e DLCs de melhoria são apenas alguns dos recursos utilizados para manter o consumidor próximo do produto, gerando mais receita mesmo após a compra do título.

Online por natureza

Obviamente, isso não significa que a inclusão de modos online nos jogos seja uma coisa ruim. Games já consagrados, em especial os de esporte, RPG e FPS, ganharam muito com a popularização desses modos de jogo, e disputar partidas online contra amigos e desconhecidos é muitas vezes mais importante até do que concluir o jogo nos modos tradicionais.

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Entretanto, disponibilizar ferramentas online apenas como uma mera formalidade pode fazer com que, no final das contas, o jogador fique com a sensação de ter em mãos um jogo inacabado, tendo pago a mais por novidades que não são tão interessantes assim. Um modo online fraco é melhor do que nada? Com a palavra, os jogadores.

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