Gears of War E-Day está prestes a ganhar a melhor porta de entrada de todas para a franquia. Pelo menos é isso que eu senti jogando uma prévia da campanha, que chega aproveitando a época da Gamescom 2026 e o lançamento de um novo trailer na Opening Night Live.
O jogo será lançado em 6 de outubro no PC e consoles Xbox Series S e X, mas a Microsoft não está fazendo mistério com o principal objetivo do jogo: retornar às raízes da franquia. Na parte narrativa, E-Day aposta justamente no início da invasão Locust, que muda o mundo do jogo para sempre, e traz personagens icônicos mais de uma década antes dos eventos do primeiro Gears.
Nossos vídeos em destaque
Já no gameplay, a campanha promete não só trazer de volta a nostalgia, como pegar algumas modernidades da franquia para garantir um tom de frescor, seja para novos quanto antigos jogadores. O resultado, até agora, me agradou bastante, pois E-Day, do seu jeito, parece como encontrar um velho amigo que adora contar histórias do passado.
A invasão Locust começou
A primeira parte da prévia que tive acesso começa no Ato 2, Capítulo 1, em Kalona. A humanidade do Planeta Sera está assustada com a chegada de inimigos vindos do subsolo, enquanto os soldados Gears precisam proteger as cidades da ameaça.
)
O gameplay começa logo após o E-Day, durante a manhã, e acompanha o Bravo Squad, com quatro pessoas: Dom, Carter, Lucas Reyes e um jovem Marcus Fenix. Durante a prévia, tive a chance de jogar no modo solo, mas as missões poderão ser aproveitadas em até quatro pessoas online e duas no multiplayer local.
Aqui, o objetivo é passar uma ponte e chegar até um estádio para encontrar mais Gears. O caminho, no entanto, está lotado de inimigos e, como sempre, coberturas.
A missão conta com uma experiência clássica de Gears: o jogador precisa buscar cobertura, atirar nos inimigos e destroça-los na base da bala ou com ataques corpo a corpo. Entre gigantes e atiradores de elite, o título entrega algo bastante familiar, lembrando os bons tempos de lan house.
A experiência aqui é linear e nostálgica, sem grandes evoluções além do salto gráfico notável e ambientes mais trabalhados. Ainda assim, o jogo já ensaia um pouco mais de liberdade, com espaços abertos, coberturas extras e diferentes rotas que chegam a um mesmo local.
No final da missão, o jogador encontra mais companheiros de guerra e é presenteado com um ótimo pedaço da história da franquia, testemunhando o nascimento de uma arma clássica da série. Depois, chega a segunda missão do capítulo 2, que traz mais novidades para o gameplay.
Missões abertas trazem liberdade e objetivos extras
Assim como o multiplayer, que recebeu o modo cooperativo Horde Siege, a campanha também conta com missões mais abertas. Na segunda parte que tive acesso do game, o Bravo Squad teve que explorar uma parte ampla da cidade, utilizando um mapa do distrito para visualizar pontos de interesse.
Enquanto é possível ir direto para o objetivo principal, também existe a possibilidade de pegar objetivos secundários, como destruir horas de Locusts para obter recompensas extras. Aqui, a experiência é bem parecida com o que temos no modo Siege: quanto mais você joga, melhores são as recompensas.
)
Graças ao mapa mais aberto, o jogador também pode encontrar caixas de suprimento durante a exploração, o que permite fazer upgrades nas armas, recuperar a munição e alterar o armamento. É uma forma interessante de variar o tiroteio, já que os modificadores trazem ótimas melhorias, como balas mais fortes ou incendiárias, por exemplo.
Na prática, a experiência está bem divertida e se integra na narrativa do game. No entanto, é válido ressaltar que tive acesso limitado ao game, com fases pré-selecionadas pela Microsoft e a The Coalition. Ou seja, não dá pra saber, pelo menos por enquanto, se a jogabilidade se tornará repetitiva ou apostará em mais variedade no decorrer das missões.
Vale a pena?
Depois de testar o multiplayer e agora a campanha de Gears E-Day, posso dizer que nunca fiquei tão animado com a franquia desde Hivebusters, expansão de Gears 5 que trouxe um frescor para a franquia.
Enquanto a nostalgia é uma arma fácil de ser utilizada, Gears of War E-Day mostra que esse é o tiro certo para ser usado na franquia atualmente. Depois dos caminhos tortuosos tomados na campanha de Gears 5, trazer a história para os primórdios da saga é uma decisão acertada e que funciona bem.
Aliado a isso, o gameplay também segue um equilíbrio interessante de evolução e tradição. Com isso, o jogo caminha para ser uma boa porta de entrada para a franquia, além de um acalanto para os fãs de velha data. Resta agora aguardar para ver se a experiência positiva se sustenta na versão completa – e se o jogo terá forças para ajudar o Xbox Series S/X neste retorno aos games exclusivos.
)
)
)
)
)
)
)
)
)
)
)
)
)