Cyberleek segue desafiando a Rockstar Games em uma sequência de vazamentos de GTA 6 que já dura uma semana. Após sete dias de publicações, o responsável pelos leaks divulgou um terceiro gameplay só hoje (25): depois de revelar uma praia e uma boate no jogo, o vazamento da vez mostra Jason visitando uma loja de games, com direito a mensagens sobre jogos físicos, troca de títulos e até produtos inspirados em consoles conhecidos.
O cenário serve como pano de fundo para uma nova provocação contra a Rockstar e a Sony. Em uma das marcas d’água do vídeo, Cyberleek afirma que os fãs estariam interpretando errado as motivações dos vazamentos e diz que a discussão não seria apenas sobre discos, mas sobre o direito de propriedade e revenda de jogos.
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A publicação acontece poucos dias antes da apresentação oficial de gameplay de GTA 6, marcada para 27 de agosto. Enquanto a Rockstar tenta descobrir a origem dos arquivos e derrubar as cópias dos vídeos, Cyberleek continua usando os vazamentos para defender sua pauta contra o avanço do formato exclusivamente digital.
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Loja de GTA 6 tem jogos físicos e paródia de PS5
No novo vídeo, Jason entra em uma loja especializada em games e circula pelo estabelecimento enquanto diferentes produtos podem ser observados. O local conta com jogos físicos, sistemas de troca e aluguel de títulos, além de fliperamas e outros elementos que simulam uma loja tradicional de videogames.
Também é possível encontrar produtos eletrônicos, como fones de ouvido sem fio e headsets. Entre as referências mais claras está uma paródia do PlayStation 5, que aparece no universo de GTA 6 com o nome JS8 e um design inspirado no console da Sony.
A representação é particularmente relevante dentro da campanha de Cyberleek porque a loja apresenta justamente um modelo de mercado baseado na compra, troca e revenda de jogos físicos. O tema vem sendo utilizado pelo responsável pelos vazamentos como uma das principais justificativas para sua campanha.
Cyberleek diz que “direito de revenda ainda importa”
Uma marca d’água presente no vídeo inclui um QR Code ligado à criptomoeda do grupo e uma mensagem direcionada aos jogadores e às empresas. Nela, Cyberleek afirma que existe uma confusão sobre o motivo dos vazamentos e argumenta que a discussão não estaria relacionada simplesmente aos discos.
“Isso não é sobre os discos. Isso é sobre propriedade", diz a mensagem do suposto cibercriminoso. "Direito de revenda ainda importa, mesmo em uma era somente digital.”
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A mensagem representa uma mudança de foco em relação à simples reclamação sobre a ausência de uma mídia física tradicional em GTA 6. A crítica agora está mais diretamente relacionada ao modelo de distribuição digital e à impossibilidade de revender uma licença digital da mesma maneira que um jogo comprado em disco.
Hacker usa vazamentos para pressionar Rockstar
Nos últimos dias, Cyberleek vem tentando reforçar a ideia de que os vazamentos seriam uma forma de protesto contra práticas da indústria, e não apenas uma maneira de promover a criptomoeda associada ao grupo. Em outro material, o responsável afirmou que as pessoas deveriam “parar de odiar” e direcionar essa energia para protestos.
A campanha também já incluiu um pedido para que pelo menos dez fãs comparecessem aos escritórios da Rockstar e da Take-Two vestidos de alho-poró e carregando jogos físicos. O personagem virou uma espécie de símbolo da operação por causa do nome “Leek”, utilizado pelo grupo.
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Ao mesmo tempo, a operação continua associada à criptomoeda $CYBERLEEK, que foi utilizada em votações para decidir quais gameplays seriam publicados. A existência dessa estrutura financeira é justamente um dos fatores que levantam dúvidas sobre até que ponto a campanha é motivada por ativismo ou também por interesses econômicos.
Rockstar ainda não conseguiu identificar Cyberleek
Apesar da quantidade de materiais divulgados, a Rockstar Games ainda não conseguiu identificar publicamente quem está por trás de Cyberleek. A empresa e a Take-Two Interactive vêm trabalhando para descobrir como os responsáveis obtiveram acesso aos arquivos e também solicitando a remoção de cópias dos conteúdos espalhados pela internet.
Informações divulgadas anteriormente apontam que a investigação chegou a empresas como Microsoft e Discord, que podem ter dados capazes de ajudar na identificação do responsável. Até agora, porém, não houve anúncio oficial sobre a identidade do hacker ou sobre a origem exata da suposta build de GTA 6.
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A nova publicação deixa claro que Cyberleek pretende continuar explorando o material antes da apresentação oficial. Com o especial Grand Theft Auto VI: An Extended Look marcado para 27 de agosto, a Rockstar terá agora de dividir os holofotes com uma campanha de vazamentos que continua ganhando novos capítulos.
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