Por mais de uma década, uma das marcas registradas de Assassin's Creed foi o acombinação da trama entre passado e presente. Enquanto o jogador revivia memórias genéticas de assassinos históricos através do Animus, uma trama paralela ambientada nos dias atuais acompanhava conspirações entre Assassinos e Templários, artefatos de civilizações precursoras e personagens como Desmond Miles. Esse elemento, no entanto, vem sendo abandonado pela Ubisoft, sendo que o caso mais recente e simbólico dessa mudança é o remake de Assassin's Creed IV: Black Flag.
O que mudou em Black Flag Resynced
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No remake lançado recentemente pela Ubisoft, não demorou para percebermos que a empresa removeu por completo as sequências modernas passadas nos escritórios da Abstergo Entertainment, nas quais podíamos explorar o ambiente corporativo como um de seus funcionários. Junto com essas cenas, some também o desfecho ligado a Desmond Miles, protagonista que conduziu a trama de fundo dos primeiros cinco jogos da franquia.
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No lugar dessas sequências, a produtora inseriu algumas horas extras de conteúdo focadas inteiramente na jornada pirata de Edward Kenway, além de trechos opcionais chamados de “rifts”, que apresentam cenários hipotéticos ligados à vida do protagonista. O diretor criativo Paul Fu justificou a decisão dizendo que manter a estrutura antiga do presente destoaria do caminho que a franquia vem seguindo desde Shadows, onde o conceito de Animus foi reformulado. Além disso, ele relembrou que o desfecho do arco de Miles já tinha acontecido em Assassin's Creed III, ainda antes do lançamento do Black Flag original.
Ainda assim, a reação dos jogadores tem sido dividida. Uma parte ficou feliz com a mudança, preferindo o ritmo mais fluido da aventura pirata sem as interrupções corporativas, mas outra parcela dos fãs ficou triste com a perda de um elemento que tornava Assassin's Creed único e podia trazer elementos mais malucos para o jogo.
Uma mudança que já vinha sendo anunciada
De qualquer forma, é preciso ressaltar que isso não é uma novidade repentina. Já em 2022, quando a Ubisoft revelou a existência do hub Assassin's Creed Infinity, pensado para centralizar o universo da franquia, a empresa também anunciou que as histórias do presente deixariam de ser colocadas nos games e que passariam a existir separadamente, concentradas nesse hub.
Na época, o chefe da franquia, Marc-Alexis Coté, explicou que a equipe nunca conseguiu equilibrar bem os dois públicos, já que quem gosta da trama moderna sempre quer mais dela, enquanto quem prefere apenas explorar cenários do passado via essas sequências como um algo desnecessário. Para Coté, a Ubisoft estava numa posição em que ninguém ficava satisfeito.
Apesar da decisão de separar as tramas, a companhia sinalizou na ocasião que não pretendia eliminar totalmente o dispositivo do Animus como parte da narrativa, já que ele ajuda a justificar o motivo pelo qual o jogador está revivendo memórias do passado sem alterar os eventos históricos.
Com Black Flag Resynced sendo visto por muitos como uma confirmação de que a era do presente está definitivamente encerrada, resta saber que forma a narrativa moderna assumirá dentro do prometido hub Infinity ou em futuros lançamentos da franquia.
E você, prefere Assassin's Creed com ou sem essas seções modernas? Deixe seu comentário nos dizendo se gostou ou não dessa mudança!
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