A Microsoft anunciou nesta quinta (25) um novo reajuste nos preços dos consoles Xbox Series X e S, que passa a valer a partir de 1º de agosto de 2026.
O aumento será de US$ 100 nos modelos de 512 GB e de US$ 150 nos modelos de 1 TB — enquanto o console de 2 TB será descontinuado. Os preços em reais ainda não foram divulgados, mas podem representar um valor até R$ 770 mais caros na conversão direta.
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"A partir de 1º de agosto de 2026, atualizaremos os preços em todo o mundo. O preço dos consoles Xbox aumentará em US$ 100 para os modelos de 512 GB e em US$ 150 para os modelos de 1 TB. Também descontinuaremos o modelo de 2 TB", disse a Microsoft em publicação no blog oficial.
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Com isso, o Xbox Series X de 1 TB sem unidade de disco passará a custar US$ 749,99, enquanto o modelo com leitor de discos chegará a US$ 799,99 e a versão de 2 TB será descontinuada. Os novos preços nos EUA são:
- Xbox Series S (512 GB) — De US$ 399,99 para US$ 499,99 (aumento de US$ 100)
- Xbox Series S (1 TB) — De US$ 449,99 para US$ 599,99 (aumento de US$ 150)
- Xbox Series X (1TB Digital) — De US$ 599,99 para US$ 749,99 (aumento de US$ 150)
- Xbox Series X (1 TB com leitor de discos) — De US$ 649,99 para US$ 799,99 (aumento de US$ 150)
- Xbox Series X Galaxy Black (2 TB) — Descontinuado
O Voxel entrou em contato com a assessoria da Microsoft no Brasil para saber os novos valores em reais e atualizará o texto assim que houver um posicionamento oficial.
Crise de componentes seria o grande culpado pelos aumentos nos preços do Xbox Series X e S
Em comunicado, a Microsoft atribuiu os reajustes à crise global de componentes que afeta toda a indústria de eletrônicos de consumo. O anúncio desta quinta não é isolado: em outubro do ano passado, a empresa já havia aumentado o preço dos consoles Xbox entre US$ 20 e US$ 70 nos Estados Unidos.
"Esperávamos que outro aumento de preço não fosse necessário e passamos os últimos meses trabalhando com fornecedores em busca de alternativas", afirmou a empresa.
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A Microsoft não é a única a adotar essa postura — tanto a PlayStation quanto a Nintendo também aumentaram os preços de seus consoles no último ano, com a Sony anunciando um reajuste de US$ 100 no PS5 em março, citando o "cenário econômico global".
O cenário é agravado pelo histórico de precificação do setor. O preço médio de um novo console nos EUA em novembro de 2019 era de US$ 235, contra US$ 439 em novembro de 2025, segundo dados da Circana. Um Xbox Series X com leitor de discos agora custa US$ 300 a mais do que no lançamento em 2020.
Para tentar suavizar o impacto dos aumentos, a Microsoft anunciou medidas de acessibilidade simultâneas, incluindo opções de "Compre agora, pague depois" nas lojas Microsoft, financiamento sem juros por até 12 meses via Amazon e programas de consoles usados e recondicionados com descontos de até US$ 100 em relação ao preço de tabela.
SSD e memória podem dobrar de preço até o fim de 2027, segundo Xbox
A Microsoft foi direta ao apontar os componentes de armazenamento e memória como os principais responsáveis pelo reajuste. Segundo a empresa, esses itens já ficaram mais de 2,5 vezes mais caros — e a projeção é que os preços dobrem novamente até o final de 2027.
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"Toda a indústria de eletrônicos de consumo está sofrendo com a atual crise de componentes, mas os efeitos são particularmente severos para os consoles", afirmou a Microsoft.
A diferença em relação a outros eletrônicos é estrutural. Ao contrário de celulares, computadores e caixas de som, os consoles normalmente não são vendidos com lucro, mas sim por um preço abaixo do custo de produção, segundo a própria Microsoft.
Essa lógica de negócio, historicamente sustentada pela receita de jogos e serviços, fica cada vez mais difícil de manter à medida que os custos de componentes sobem de forma acelerada — o que explica por que os três principais fabricantes de consoles (Microsoft, Sony e Nintendo) realizaram aumentos expressivos em um curto intervalo de tempo.
Nova CEO do Xbox afirma que jogos estão se tornando "inacessíveis" para muitos jogadores
A CEO do Xbox, Asha Sharma, vem reconhecendo publicamente o problema de acessibilidade no setor. Em entrevista à Entertainment Weekly, ela afirmou que os jogos estão ficando cada vez mais difíceis de acessar financeiramente para uma parcela significativa do público. "Em muitos casos, os jogos online são inacessíveis para o bolso, considerando a forma como tradicionalmente os concebemos", disse a executiva.
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Sharma aponta uma combinação de fatores que complica o cenário: O aumento dos preços do hardware, a multiplicação de serviços de assinatura e a crescente competição pelo tempo e dinheiro dos consumidores. "É uma fórmula realmente difícil. É um negócio muito desafiador, mas acho que é um negócio muito especial", completou.
A visão de longo prazo do Xbox, segundo Sharma, passa por construir um ecossistema mais aberto — com mais desenvolvedores, mais tipos de jogos e uma base de jogadores mais ampla.
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