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Primeiras Impressões: Rayman Legends Retold retorna em "3D", novas fases e ainda mais divertido

Jogamos duas horas de Rayman Legends Retold e o remake traz o clássico em 3D com novas fases, coop de 4 jogadores e dublagem em português

Avatar do(a) autor(a): Derek Keller

schedule02/06/2026, às 19:00

Rayman completou 30 anos em 2025 e a Ubisoft decidiu celebrar da forma mais agradável possível: trazendo de volta um dos jogos mais queridos da franquia, mas quase feito do zero. Rayman Legends Retold parece não ser uma simples remasterização do clássico de 2013, mas, segundo os próprios desenvolvedores, uma visão compartilhada de dois estúdios que ajudaram a construir a identidade do personagem.

A convite da Ubisoft Brasil, o Voxel teve a chance de jogar duas horas do remake e conta tudo sobre a volta de um dos personagens mais amados do mundo dos jogos, apresentado para uma nova geração.

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Dois estúdios, uma visão

O projeto nasce de uma colaboração entre Ubisoft Montpellier (responsável pelo Rayman original, Rayman Legends e por Beyond Good & Evil) e Ubisoft Milan, que também trabalhou no Rayman clássico e mais recentemente em Mario + Rabbids. A divisão de trabalho entre os dois em Rayman Legends Retold funciona mais ou menos assim: Milão cria e anima os personagens, enquanto Montpellier cuida das dublagens – e claro, outras muitas coisas.

A intenção declarada pelos estúdios é que o Retold seja mais do que um remake, pois ambos querem reconstruir as bases que fizeram Rayman funcionar, expandindo o que existia e trazendo uma perspectiva renovada para um novo público, mas sem abandonar quem cresceu com o personagem. O motor por trás de tudo é o Snowdrop Engine, o mesmo de Avatar: Frontiers of Pandora, Star Wars Outlaws e The Division.


A mudança que pode dividir opiniões

Logo de cara, você irá notar que o visual de Rayman Legends e Rayman Origins sumiu: aquela estética cartunesca, colorida e quase aquarelada dá espaço a um visual 3D mais sólido e realista, que parece uma mistura do Rayman clássico do PlayStation 1 com os jogos dos anos 2010. Mexer nisso é um risco, já que Legends tinha uma direção de arte que funcionava excepcionalmente bem, mas acho que a decisão tem a ver com atrair um público novo, junto das possibilidades que o Snowdrop Engine abre para o visual 3D, mas isso é uma aposta que vai depender muito da recepção dos fãs.
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Dito isso: se você curtia o Rayman do PS1 e também gostava do Legends, vai provavelmente se encontrar nesse meio-termo. O novo visual tem charme próprio, a direção de arte em 3D é imersiva e os detalhes de cada reino têm identidade visual clara e bem construída.

2.5D com 3D

Jogamos em dois reinos: Old Tensie Kingdom e Stinkbog, cada um com cerca de cinco fases cada. A jogabilidade continua sendo essencialmente 2D, mas com uma diferença que quebra o ritmo de forma muito bem-vinda: em vários momentos, a fase abre sequências em 3D, levando o personagem para outros cantos do mapa antes de voltar à perspectiva lateral.
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As fases de voo com dragão merecem destaque especial, já que no Legends original, essas sequências já eram divertidas: no Retold, elas foram completamente repensadas para o 3D, com alguns momentos alternados em 2D que criam um ritmo bem dinâmico e imprevisível. A build que joguei estava incompleta nesses trechos, mas mesmo assim foram as partes mais legais das duas horas testadas. Com a trilha sonora finalizada (que no estado atual já dá mostras de ser excelente) essas fases prometem muito.

A busca pelos Teensies continua sendo o coração do jogo, mas agora com mais desafios: eles podem estar escondidos em cantos fora do caminho principal, exigindo mais exploração e atenção. A graça está exatamente nisso: descobrir passagens, testar rotas alternativas e novas possibilidades junto de Murphy. Agora, parece que ao sair de uma fase a sensação de exploração aumentou ainda mais.

Para quem gosta de desafio extra, existe o modo Invaded: uma versão time trial mais difícil de cada fase, para quem quer ser testado além do ritmo normal. Não me aventurei porque eu detesto fases time trial, mas para quem gosta, é uma mão na roda.
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Além disso, David Gasman volta como a voz de Rayman, acompanhado de outros dubladores da franquia que retornam para dar vida aos personagens clássicos. Novos NPCs e vilões chegam com novas dublagens, e a trilha sonora recebeu adições significativas para essa nova versão. E sim, o jogo estará localizado e dublado em português. O coop de até 4 jogadores também está confirmado


Vale a espera?

Embora eu ainda prefira um jogo novo de Rayman a um remake, Rayman Legends Retold me divertiu bastante. O personagem tem muito potencial, mesmo com anos sem um jogo inteiro dedicado, e parte de mim queria ver para onde uma história inédita levaria o universo.

Porém, o que a Ubisoft está construindo aqui é um remake com respeito e cuidado – não uma releitura preguiçosa. A colaboração entre Montpellier e Milan é visível no resultado, o Snowdrop Engine entrega um visual que surpreende bastante e a jogabilidade ainda é divertida da forma que Rayman sempre foi: difícil na medida certa e gostoso de jogar, ainda tenho boas memórias jogando ele

Se a Ubisoft conseguir manter um equilíbrio inteligente entre revisitar clássicos – como Rayman Legends Retold e Assassin’s Creed Black Flag Resynced enquanto desenvolve novos jogos, pode ser um caminho sustentável para a empresa agradar tanto quem já a acompanha há décadas quanto quem está chegando agora.

Rayman Legends Retold chega no dia 1º de outubro para PS5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2, PC (Steam e Epic Games Store) e Ubisoft Connect, com suporte a 4K e dublagem em português
 

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