Resident Evil Requiem é o novo game da aclamada franquia de zumbis e chega com uma qualidade impressionante nos computadores. O título entrega um nível de qualidade gráfica e detalhamento altíssimo, e fica no panteão dos games mais bonitos lançados nos últimos anos. A otimização nos PCs também agrada.
O Voxel testou Resident Evil Requiem nos computadores e o resultado segue a cartilha de um bom lançamento. Mais uma vez, os desenvolvedores da Capcom conseguiram trazer um título pesado e transformá-lo em algo palatável para muitos computadores. Esse port é o mais robusto da leva de games recentes da saga e o que tem mais opções.
Nossos vídeos em destaque
Path Tracing domina Requiem
Além dos trailers enigmáticos que mesclam a ação de Leon S. Kennedy e o horror vivido pela novata Grace Ashcroft, Resident Evil Requiem pode assustar muitas placas de vídeo. Em parceria com a Nvidia, a Capcom fez uma séria implementação de Path Tracing na iluminação do game e isso dá outra vida para a atmosfera.
Sucessor do Ray Tracing, o Path Tracing é uma técnica que permite renderizar cenários com uma iluminação mais próxima da realidade. Essa tecnologia realiza o cálculo dos raios de luz de uma fonte luminosa para que eles tenham interação com superfícies, objetos e personagens. O resultado disso é um grau de realismo avançado na reflexão e refração dos raios de luz.
)
Resident Evil Requiem faz um belo uso do Path Tracing e resolve um problema antigo do Ray Tracing. Ao invés de simplesmente lotar o cenário com reflexos exagerados, principalmente em poças de água, o game utiliza essa técnica para dar volume e suavidade às cenas.
Logo nos primeiros segundos de gameplay fica evidente como essa tecnologia é um diferencial interessante. Em um letreiro assim que controlamos o primeiro personagem, é possível observar a diferença na luz e seu comportamento. Com Path Tracing, o letreiro influencia todo o ambiente, desde a própria densidade da placa até os reflexos nos guarda-chuvas dos cidadãos.
Em comparação com o Ray Tracing em modo Alto, há uma diferença consistente entre as técnicas, como nos reflexos ocasionados no ambiente. Os usuários podem escolher entre o Path Tracing, Ray Tracing Alto, Ray Tracing Normal, ou jogar com as tecnologias desativadas. No Path Tracing, o DLSS 4 da Nvidia é ativado por padrão junto ao Ray Reconstruction.
Quando comparamos o Path Tracing com a tecnologia de rasterização normal do game, ou seja, com o traçado de raios desligado, a diferença é grandiosa. Nessa mesma placa, os objetos perdem volume. A parte verde atrás do letreiro se torna mais “reta”, sem sombras evidentes. Os detalhes na vidraçaria da loja não emitem a mesma luz, e os próprios NPCs têm menos profundidade na cena.
Reflexos encantam
Mas o que mais me chamou a atenção em Resident Evil Requiem é a qualidade dos reflexos. Essa primeira cena do game é excelente porque mostra uma situação de chuva, muitos carros com farol aceso, letreiros de LEDs e veículos estacionados com vidros ótimos para usar de espelho. Foi isso que eu fiz.
No comparativo, é perceptível como há um abismo impressionante entre o Path Tracing e sua não utilização. O melhor é que esses reflexos acontecem em todo o jogo, em espelhos, vidros, superfícies metalizadas etc. A Capcom teve um esmero na utilização dessa tecnologia, mas que pode não agradar a todos.
Nos próximos dois comparativos, vemos como esse Path Tracing foca menos na luz forte e mais em densidade. Na cena do corredor, o Path Tracing na imagem da direita propaga a luz para cantos onde a rasterização é limitada, embora pareça mais forte.
O mesmo ocorre na imagem da estátua, que na rasterização dá um tom mais forte, de inúmeras sombras. Porém, o Path Tracing suaviza essas sombras, já que não faz sentido o ambiente ter sombras daquele jeito, pois a fonte luminosa é forte demais. O resultado são manchas suaves causadas pela ausência de luz em determinados pontos.
Qualidade gráfica
Desde Resident Evil 7 em 2017, a franquia atingiu um novo patamar gráfico com muitas texturas em alta definição, desmembramento e ótima física. Em Resident Evil Requiem a Capcom manteve essa ideia com uma versão refinada da RE Engine, que traz um salto de qualidade perceptível.
Infelizmente, assim como os demais games numerados da franquia, o menu de configurações pode ser um tanto quanto confuso. Alterações de iluminação como Path Tracing ou Ray Tracing não podem ser feitas durante o jogo, assim como alterar as configurações gerais das pré-definições gráficas.
)
O game possui os presets mínimo, baixo, normal, alto e máximo. Esses presets não influenciam na iluminação, e seja no método tradicional ou via traçado de raios, os usuários precisam configurar manualmente. Essas configurações também não podem ser totalmente alteradas em game e exigem que o usuário volte ao menu principal para mudá-las.
Resident Evil Requiem é um belíssimo game para 2026, apesar dessas situações chatas. As texturas são excelentes, bem como a iluminação volumétrica padrão e sem Path Tracing. A qualidade na modelagem dos personagens, como cabelos, pele, roupas e assets de armas são muito bem detalhadas. É realista sem ser exagerado.
Entre a qualidade máxima, alta e normal, há até pouca diferença nas mudanças visuais. Claro, os níveis de gráficos mais altos possuem um teor de detalhamento maior, mas jogar em modo normal ainda proporciona uma experiência muito bela. Com um hardware mais modesto, jogar nesse modo médio é uma ótima pedida.
Nos modos baixo e mínimo, há realmente uma diferença interessante na qualidade, mas que reverbera principalmente nas sombras e iluminação geral. Os contornos são menos detalhados e há menos volume nas cenas. Para contornar isso, parece que a Capcom aumentou o contraste do game para disfarçar as imperfeições.
Um dos detalhes que chama atenção, principalmente nos trechos de gameplay com o Leon, é a qualidade dos cabelos realistas. O game dá a opção de ativar ou desativar essa tecnologia, que muda significativamente os fios de cabelo dos protagonistas, conferindo mais sombra e profundidade.
Requisitos mínimos
- SO — Windows 11 64-bits
- Processador — Intel Core i5-8500 ou AMD Ryzen 5 3500
- Memória — 16 GB de RAM
- Placa de vídeo — GeForce GTX 1660 (6 GB) ou Radeon RX 5500 XT (8 GB)
- DirectX — Versão 12
Requisitos Recomendados
- SO — Windows 11 64-bits
- Processador — Intel Core i7-8700 ou AMD Ryzen 5 5500
- Memória — 16 GB de RAM
- Placa de vídeo — GeForce RTX 2060 Super (8 GB) ou Radeon RX 6600 (8 GB)
- DirectX — Versão 12
Performance e testes
Eu testei Resident Evil Requiem com uma GeForce RTX 5080 Founders Edition e um processador Ryzen 7 9850X3D, munido de 16 GB de RAM DDR5 e um SSD de 2 TB. O setup é mais do que o suficiente para encarar o game nas configurações normais, mas o Path Tracing não deu trégua para o PC.
Com a RTX 5080 na bancada, mesmo em configuração máxima, Resident Evil Requiem se saiu bem e rodou em uma faixa de mais de 80 FPS muito agradável. O mais interessante é que conforme eu diminuía a qualidade gráfica, o ganho em frames era de uns 10 FPS.
A situação muda totalmente quando o Path Tracing entra em jogo, e a experiência fica totalmente injogável. Nem mesmo uma GPU de mais de R$ 10 mil aguenta esses raios de luz sozinha e precisamos apelar para o bom e velho DLSS, que já se encontra em sua quarta geração.
Seja em modo equilibrado ou qualidade, o DLSS dá um upgrade maneiro na taxa de quadros, mas ainda um pouco distante dos 60 FPS que queremos. Para subir esses números é preciso utilizar o Frame Gen da Nvidia, que usa IA para criar novos quadros intermediários no pipeline de renderização.
O Frame Gen Original já dá uma boa guinada no desempenho de Resident Evil Requiem, mas esse título também suporta o Multi Frame Gen em 3 e 4x, que renderiza até 3 quadros feitos por IA. O resultado dessa tecnologia é uma gameplay que beira os 180 FPS junto ao DLSS equilibrado.
Por padrão, Requiem habilita o DLSS e a tecnologia do Ray Reconstruction quando o Path Tracing está ativo. A Nvidia sabe que boa parte dos seus usuários não conseguiria rodar essa tecnologia sem suas técnicas de upscaling e geração de quadros. No caso do Ray Reconstruction, esse recurso diminui o ruído causado na geração das imagens via upscaling.
Vale notar que Resident Evil Requiem também possui o Nvidia Reflex nas opções. A tecnologia que atua na redução das latências é ativada por padrão quando o Multi Frame Generator é ativado, justamente para minimizar distúrbios na geração dos quadros.
)
Resident Evil Requiem roda bem no PC?
Resident Evil Requiem é mais uma boa investida da Capcom para ports de computador e certamente irá agradar boa parte do público. Embora nossos testes tenham sido realizados em uma RTX 5080 topo de linha e seja preciso verificar a performance com produtos de entrada, não houve situações de erros, artefatos, bugs, problemas de drivers, ou má otimização que comprometa a experiência.
Os menus continuam confusos, assim como em outros games da franquia Resident Evil, e a desenvolvedora precisa urgentemente melhorar esse aspecto. Um game dessa grandeza não pode confundir os jogadores na hora de configurar as opções técnicas.
)
Resident Evil Requiem tem como chamariz o Path Tracing, totalmente opcional, mas incrivelmente belo. É uma adição de luzes realistas que não apela para reflexos em demasia, mas com suavidade, volume e muita abrangência. O recurso é extremamente pesado, mas em tempos de Multi Frame Generation vale ao menos tentar usar essa técnica.
Resident Evil será oficialmente lançado para os PCs e consoles na sexta-feira (27). O game pode ser adquirido na Steam, Epic Games Store e Nuuvem.
A análise do desempenho de Resident Evil Requiem foi feita graças a uma chave cedida de maneira antecipada pela Nvidia Brasil. Siga o Voxel no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
)
)
)
)
)
)
)
)
)
)
)
)
)