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Quanto tempo demora para zerar Crisol Theater of Idols? Criador revela duração

Chefe do estúdio Vermila compartilhou detalhes do escopo do game em entrevista ao Voxel! Saiba mais detalhes sobre Crisol, que é inspirado em inspirado em Bioshock e Resident Evil

Avatar do(a) autor(a): Mateus Mognon

schedule09/02/2026, às 16:15

updateAtualizado em 09/02/2026, às 16:18

Novo jogo independente publicado pela Blumhouse, Crisol: Theater of Idols vem chamando atenção por misturar ação intensa em primeira pessoa, terror atmosférico e uma identidade fortemente inspirada em História, religião e folclore. Ambientado em uma versão sombria da Espanha, o jogo aposta em uma proposta menos óbvia do que o rótulo “terror” costuma sugerir — e isso vale tanto para sua jogabilidade quanto para sua duração.

Durante uma entrevista ao Voxel, David Carrasco, CEO e cofundador da Vermila Studios, comentou sobre o escopo do projeto e as expectativas em torno da experiência. Segundo ele, o estúdio trabalhou por mais de cinco anos em Crisol, lapidando uma campanha que busca equilíbrio entre ritmo, narrativa e exploração.

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Além de responder quanto tempo leva para zerar o jogo, Carrasco também falou sobre as inspirações por trás do gameplay, os temas centrais da história e o que esperar da jornada na pele do soldado Gabriel. Confira mais detalhes a seguir!

Quanto tempo leva para zerar Crisol: Theater of Idols?

A duração da campanha de Crisol: Theater of Idols segue o padrão de jogos de terror do mesmo estilo, explica o CEO. Segundo David Carrasco, “o jogo tem uma duração de 10 a 12 horas, o que é muito comum para jogos desse gênero”. 

A estimativa considera o caminho principal da campanha, focado na progressão narrativa e nos confrontos mais importantes. Além disso, o título também conta com conteúdo opcional, que amplia a experiência para quem quiser ir além.

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Carrasco acrescenta que “os jogadores podem tentar descobrir todas as histórias opcionais que podem ter perdido, além de encontrar todos os colecionáveis e completar as diferentes conquistas”, o que deve aumentar consideravelmente o tempo total de jogo para os mais completistas. Durante nossos testes antecipados, notamos que o jogo possui diferentes tipos de dificuldade e segredos escondidos, o que deve agradar fãs de franquias como Resident Evil.

Projeto independente apoiado pela Blumhouse

Desenvolvido ao longo de mais de meia década, Crisol: Theater of Idols também marca a consolidação da Vermila Studios como estúdio. Carrasco explica que o projeto nasceu de forma colaborativa antes da fundação oficial da empresa, que atualmente conta com cerca de 20 pessoas.  

Foi a partir desse momento que o desenvolvimento do jogo ganhou estrutura e planejamento de longo prazo. Segundo o CEO do estúdio, “desde então, iniciamos o desenvolvimento de Crisol e, em 2024, fechamos o acordo de publicação com a Blumhouse Games”, parceria que ajudou a dar visibilidade internacional ao projeto sem interferir na identidade criativa do estúdio.

Apesar de carregar o selo da Blumhouse, conhecida por suas produções de terror no cinema, Crisol aposta em uma abordagem menos tradicional do gênero. Carrasco explica que o horror funciona mais como base atmosférica do que como elemento central da jogabilidade. 

“A Blumhouse cria filmes — e agora jogos — focados em sensações como tensão, estresse e escuridão, e viu em Crisol um conceito original que usa o terror como componente narrativo”, comenta. No gameplay, as principais referências vêm de franquias consagradas. 

Segundo o executivo, “Resident Evil é uma grande inspiração em termos de jogabilidade e sensações, enquanto BioShock influenciou especialmente a construção de mundo e a forma de contar a história”, combinação que ajuda a explicar o foco em ação, exploração e ambientação detalhada.

Sangue, sacrifício e fé moldam a narrativa de Gabriel

Um dos aspectos mais marcantes do jogo está no protagonista e em suas habilidades: Gabriel usa seu sangue, que recebe poderes sagrados de um deus, para aniquilar seus inimigos. Carrasco esclarece que a narrativa segue um caminho diferente do esperado para jogos de tiro em primeira pessoa.

O conceito central gira em torno da ideia de sacrifício religioso. “Gostamos de trabalhar com a noção de como você se sacrifica pelo seu Deus para enfrentar dificuldades, expressar gratidão ou demonstrar fé”, afirma. Em Crisol, essa ideia se traduz de forma literal, já que o personagem usa o próprio sangue como arma, colocando a própria vida em risco para cumprir a missão divina do Deus Sol.

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Mais do que sustos ou ação constante, a proposta da Vermila Studios é oferecer uma jornada emocional mais ampla. Carrasco afirma que a equipe não queria limitar a experiência a um único sentimento. “Achamos que precisávamos compartilhar mais de uma emoção durante o jogo, então o jogador deve sentir tristeza, alegria, horror, tensão e até comédia”, destaca.

A expectativa é que essa variedade emocional ajude a fortalecer o vínculo do jogador com o universo criado. Segundo o CEO, a ideia é que, ao final da campanha, “os jogadores saiam da aventura com uma jornada emocional mais completa e com vontade de descobrir mais sobre o universo de Crisol, Gabriel e os personagens de Tormentosa”, deixando espaço para novas histórias no futuro.

Crisol: Theater of Idols chega em 10 de fevereiro no PC, PS5 e Xbox Series S e X. Uma demonstração grátis já está disponível no computador. E aí, você vai dar uma chance ao game?

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