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Jeffrey Epstein é responsável pelas microtransações em Call of Duty? Entenda a relação

Bobby Kotick, ex-CEO da Activision, foi mencionado mais de 300 vezes nos arquivos de Epstein! Veja os detalhes

Avatar do(a) autor(a): Valdecir Emboava

schedule03/02/2026, às 09:48

Novos desdobramentos dos chamados “arquivos de Epstein” trouxeram à tona e-mails que associam conselheiros do financista Jeffrey Epstein a discussões sobre monetização em jogos eletrônicos, incluindo a franquia Call of Duty

Os documentos, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA na semana passada, citam trocas de mensagens envolvendo Epstein, o futurista Pablos Holman e o ex-CEO da Activision, Bobby Kotick, pouco antes da adoção mais ampla de microtransações na série CoD em 2012.

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As conversas reveladas fazem referência a ideias de recompensas digitais e itens virtuais como forma de engajamento econômico, em um período que coincide com a introdução das primeiras microtransações em Call of Duty: Black Ops II, lançado em 2012. Os e-mails datam de maio de 2013, quando a Activision começou a testar modelos pagos além do conteúdo tradicional.

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Embora os arquivos não indiquem participação direta de Epstein no desenvolvimento dos jogos, os registros reacenderam debates sobre a origem e a escalada das estratégias de monetização na franquia — hoje uma das mais lucrativas da indústria.

Conselheiro de Epstein era a favor de "doutrinar as crianças em relação à economia”

Os documentos citam Bobby Kotick, ex-CEO da Activision, como um dos interlocutores frequentes de Jeffrey Epstein em discussões sobre economia digital e monetização. Em um dos e-mails, Kotick escreve: “O prêmio X é uma boa ideia, mas o essencial são as recompensas no mundo real”, citando exemplos como créditos de celular e itens virtuais em jogos.

Em outra mensagem atribuída a Pablos Holman, há a frase: “Sou totalmente a favor de doutrinar as crianças em relação à economia”, em referência ao uso de itens digitais como ferramenta de aprendizado econômico. 

As falas constam nos arquivos como parte de uma troca privada de conversas. Portanto, não há indicação de que tenham sido implementadas formalmente como política.

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Kotick já havia sido citado anteriormente em outros casos públicos envolvendo acusações de má conduta enquanto esteve à frente da Activision Blizzard, o que ampliou a repercussão das novas revelações. Até o momento, não há confirmação judicial de que as conversas tenham resultado em ações coordenadas para exploração de menores.

Os e-mails também indicam que Epstein teria sido aconselhado a investir em ações da Activision em 2018, embora não haja detalhes sobre a efetivação dessas operações. Lembrando que nenhuma das partes mencionadas comentou oficialmente o conteúdo específico dessas mensagens.

Ex-CEO da Activision foi mencionado mais de 300 vezes nos arquivos de Epstein

Segundo buscas públicas nos documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA, o nome de Bobby Kotick aparece mais de 300 vezes nos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein. As menções incluem convites, trocas de mensagens e referências indiretas.

Em um e-mail de 2012, Epstein convida Kotick para visitar sua ilha particular. O ex-CEO responde: “Muito gentil da sua parte se oferecer, mas acho que não vai funcionar com a minha agenda”. 

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No entanto, quando Epstein mencionou em um e-mail de 2013 que ele e "as garotas" iriam se encontrar com Elon Musk na SpaceX, e que ele "levaria as garotas depois para Bel Air", Kotick respondeu: "Me avise a que horas".

Epstein foi banido do Xbox Live em 2013 por assédio

Os arquivos também confirmam que Jeffrey Epstein teve sua conta banida permanentemente do Xbox Live em 2013. Segundo um e-mail incluído nos documentos, a suspensão ocorreu por “assédio, ameaças e/ou abuso de outros jogadores”, considerados “graves, repetidos e/ou excessivos”.

O comunicado lista condutas como ameaças de violência, abuso verbal, perseguição e exposição de informações pessoais. “Sua conduta foi levada ao conhecimento da Equipe de Políticas e Aplicação do Xbox Live por meio de reclamações feitas por outros usuários”, afirma o texto.

De acordo com o jornalista Tom Warren, do The Verge, a punição também se relaciona a uma iniciativa conjunta entre a Microsoft e o gabinete do procurador-geral de Nova York para remover criminosos sexuais registrados de serviços online de jogos.

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Na época, o então procurador-geral Eric Schneiderman declarou: “A internet é o cenário do crime do século XXI. Precisamos garantir que as plataformas de jogos online não se tornem um playground digital para predadores perigosos”.

A operação resultou no encerramento de mais de 2.100 contas de serviços online ligados a jogos — e, certamente, uma dessas contas era de Epstein.

O que você pensa sobre o modelo de microtransações em Call of Duty atualmente? Comente nas redes sociais do Voxel!

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