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Geralt está de volta em novo jogo de The Witcher focado em escolhas

Lançado pela Devolver Digital, o jogo Reigns: The Witcher adapta o universo do icônico caçador de monstros para um game focado em escolhas

Avatar do(a) autor(a): Mateus Mognon

schedule27/01/2026, às 14:04

updateAtualizado em 27/01/2026, às 17:14

Enquanto muitos jogadores estão ansiosos para conferir The Witcher 4, que só deve chegar a partir do ano que vem, Geralt de Rivia está de volta em um novo game. Desta vez, porém, longe do formato de RPG de ação que consagrou a franquia nos consoles e no PC.

O estúdio polonês CD Projekt Red se uniu à Devolver Digital e ao time da Nerial para lançar Reigns: The Witcher, um título focado em narrativa, escolhas e consequências. O jogo chega oficialmente no dia 25 de fevereiro para PC, Android e iOS, apostando em uma abordagem mais acessível e minimalista, mas sem abandonar a identidade do universo criado por Andrzej Sapkowski.

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Como grande fã do Geraldão, eu tive a chance de testar o game antecipadamente e, durante cerca de uma hora de gameplay, foi possível perceber que a adaptação funciona melhor do que parece à primeira vista. Reigns: The Witcher entende bem o peso das decisões no mundo de Geralt e usa isso como base para criar situações curiosas, irônicas e, em muitos momentos, bem fiéis ao espírito da franquia.

O que é a franquia Reigns e por que ela funciona tão bem

Lançada originalmente em 2016, a franquia Reigns ficou conhecida por transformar decisões complexas em escolhas simples, sempre apresentadas por meio de cartas. No lugar de menus extensos ou diálogos longos, o jogador apenas desliza cada carta para a esquerda ou direita – bem no estilo de apps como Tinder – aceitando ou recusando propostas que surgem ao longo da partida.

Cada decisão afeta diretamente o equilíbrio do “reino”, representado por diferentes indicadores. Quando um desses aspectos foge do controle — seja por excesso ou escassez — a partida chega ao fim, e um novo ciclo começa. A graça está justamente em entender como pequenas escolhas podem gerar consequências inesperadas.

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Com o tempo, a série se expandiu para outros universos, incluindo variações com temáticas políticas, de ficção científica e até uma adaptação oficial de Game of Thrones. Sempre mantendo o mesmo núcleo de gameplay, mas ajustando o tom narrativo e o contexto de cada mundo explorado.

Como Reigns: The Witcher adapta essa fórmula clássica

Em Reigns: The Witcher, o jogador assume diretamente o papel de Geralt de Rivia, com o bardo Dandelion contando suas histórias. No lugar de governar um reino, o desafio passa a ser equilibrar a vida de bruxo com sua relação com humanos, não humanos e feiticeiros — três grupos que raramente concordam entre si.

Durante a jornada, Geralt encontra camponeses desesperados, magos cheios de segundas intenções e, claro, monstros que parecem ter saído direto dos jogos da CD Projekt Red, mas em um estilo cartunesco. Cada encontro surge em forma de carta, exigindo decisões rápidas, mas nem sempre óbvias.

Se um dos marcadores estoura, não tem jeito: Geralt acaba morto. E, como manda a tradição da série Reigns, o jogo recomeça, trazendo novas possibilidades, personagens e eventos para tentar manter o equilíbrio por mais tempo.

Humor ácido e referências que agradam fãs da franquia

Um dos grandes acertos do jogo está no tom bem-humorado, que combina perfeitamente com o universo de The Witcher. As situações absurdas não quebram a imersão — pelo contrário, reforçam o sarcasmo e a ironia que sempre fizeram parte da personalidade de Geralt.

Ao irritar os feiticeiros, por exemplo, Geralt pode acabar sendo convidado para uma festa organizada por Triss Merigold. O problema é que a noite termina de forma trágica, com o bruxo sendo assassinado durante momentos de pura libertinagem — algo totalmente coerente com o caçador de monstros que mais ama feiticeiras.

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Há também objetivos desbloqueados por cartas especiais ao longo do gameplay, como “Geralt, O Cheiroso”, uma referência direta à icônica cena da banheira. Esses pequenos detalhes ajudam a manter o ritmo variado e recompensam quem já conhece bem a franquia.

Combate existe, mas em uma versão bem diferente

Apesar do foco narrativo, Reigns: The Witcher não abandona completamente o combate contra monstros. No entanto, ele aparece de forma bem mais simples e abstrata do que em The Witcher 3.

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As batalhas acontecem em um pequeno tabuleiro, no qual o jogador precisa acertar o tempo certo para desviar de ataques inimigos e contra-atacar. Não é algo especialmente empolgante, mas cumpre bem o papel de variar o gameplay e quebrar a sequência de escolhas narrativas.

Dentro da proposta minimalista de Reigns, o sistema funciona de forma honesta, ainda que fique claro que o destaque do jogo está nas decisões e nas histórias que surgem a partir delas.

Vale a pena ficar de olho em Reigns: The Witcher?

Para quem já é fã da franquia Reigns, o novo jogo é uma recomendação quase automática. A fórmula segue intacta, mas ganha uma camada extra de personalidade ao ser combinada com o universo de The Witcher.

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Já para quem está sedento por novos conteúdos de Geralt de Rivia, o game também surge como uma boa pedida. Reigns: The Witcher conta com legendas em português e entrega várias histórias divertidas, cheias de escolhas moralmente duvidosas e consequências inesperadas — exatamente como manda o manual da CD Projekt Red.

Não substitui um RPG tradicional, mas cumpre bem o papel de expandir o universo da franquia de forma criativa. E, considerando a espera pelo próximo grande capítulo da saga, pode ser uma companhia interessante até lá. Resta agora aguardar até o lançamento, que acontece em 25 de fevereiro no PC e celulares com Android e iOS.

E aí, o que achou da proposta do game? Vai dar uma chance ou não é para você? Comente nas redes sociais do Voxel e TecMundo!

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