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Preview: Highguard parece genérico, mas é muito divertido

Mesmo sem reinventar o gênero, o jogo da Wildlight Entertainment acerta ao entregar partidas intensas, objetivos claros e personagens divertidos. Confira a prévia com Highguard

Avatar do(a) autor(a): Derek Keller

schedule26/01/2026, às 15:00

updateAtualizado em 26/01/2026, às 15:31

Durante a The Game Awards 2025, o anúncio de um novo jogo chamou a atenção dos espectadores: feito por veteranos da indústria, o novo estúdio não só fazia sua primeira aparição no palco do evento como também foi anunciado por Geoff Keighley — o anfitrião, com muito entusiasmo. Sendo o anúncio final da noite, criou-se uma expectativa gigante, afinal: que jogo é esse que ganhou os holofotes da premiação, saindo a frente de anúncios como Star Wars: Fate of the Old Republic, Divinity e Tomb Raider?

E aí veio o nome: Highguard. Com lendas dos jogos no desenvolvimento como Chad Grenier (Respawn, Infinity Ward), Jason McCord (Respawn) e Jason Torfin (Blizzard, Respawn), o primeiro game da Wildlight Entertainment foi anunciado, porém… com uma recepção triste por parte do público. No trailer de lançamento, o pensamento de muitos foi: outro shooter de ação com personagens genéricos? Como a TGA deixou isso para o final?

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Então, veio o convite para o teste. Com expectativas baixas, pude jogar algumas horas de Highguard e, felizmente, tenho boas notícias: o jogo é bizarramente divertido. A seguir, darei minhas primeiras impressões do game que não prometeu nada, mas entregou muita raiva, felicidade e euforia nas seis horas de gameplay na qual tive acesso.

Afinal, o que é Highguard?

Highguard acontece num lugar semelhante a Terra, onde no meio do oceano surgiu um novo continente, chamado de Headwall. Quando o reino enviou pessoas comuns para lá, muitos morreram, porém algumas delas apresentaram efeitos colaterais estranhos, como se possuíssem dons antigos que estavam adormecidos. Contratadas por organizações de todo o reino, essas pessoas — agora chamadas de Sentinelas — agora atuam como mercenários para explorar este lugar, obter recursos e descobrir segredos antigos como trabalho diário.

Você pode escolher entre oito Sentinelas: Atticus (ataque), Scarlet (ataque), Juba Vermelha (destruição), Mara (suporte), Una (defesa), Kai (defesa), Condor (reconhecimento) e Slade (ataque). Cada um deles possui duas armas base e uma arma forte, focada em destruição de paredes das bases e que podem ser trocadas em baús espalhados pelo mapa, assim como armaduras e bombas. Cada vez que a fase "reinicia” (quando nenhuma equipe consegue destruir a base inimiga dentro do tempo), as armas vão aumentando o nível de raridade automaticamente.
 

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Una: a defesa é o melhor ataque

Todos os personagens possuem habilidades únicas que vão variar de acordo com o gosto do jogador (Kai pode subir paredes de gelo e regenerar muros quebrados, enquanto o Juba Vermelha pode destruir uma parede em segundos e ganhar supervelocidade). Conforme você ataca e acumula baixas, um poder especial aumenta para ser usado em batalha, o Ultimato: nele, você pode desde invocar uma besta da selva que irá defender o reator a todo custo (habilidade do Una) quanto criar uma chuva mortal de pedras incandescentes que matam qualquer inimigo ao redor (habilidade do Slade).

Embora pareça (e muito), Highguard não é um hero-shooter, battle royale nem survival game, mas sim um “raid-shooter”. Durante a apresentação do game para a imprensa, Chad Grenier (fundador da Wildlight) disse que, embora muitos games desses gêneros foram fontes de inspiração, Highguard não chega a ser um deles, mas inspirado neles. Misturando combate de armas com habilidades do personagem, o game é um PvP 3x3, onde cada equipe controla uma base que precisa ser defendida, enquanto seu objetivo é destruir a base inimiga.

Se prepare, intercepte e ataque

O objetivo da equipe é simples: se prepare para a luta, consiga a Invasora e destrua a base inimiga. Cada base possui dois geradores e um gerador principal, no qual você deve proteger a todo custo. Para isso, você terá apenas um minuto para fortalecer as paredes em volta dos reatores antes do escudo da sua base abrir para que sua equipe procure por equipamentos e armas. Após as bases abrirem, o campo estará aberto para vocês e seus inimigos se prepararem para a batalha, abrindo baús e coletando itens que serão essenciais para a luta. Aqui, o mata-mata já começou.

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Proteja essa pedra a qualquer custo, senão: adeus

Porém, tem um detalhe: você só poderá invadir o terreno inimigo caso detenha uma espada celestial que se forma em cantos aleatórios do mapa após uma tempestade, item essencial para sua vitória — a Invasora. O embate com o time inimigo começa aí: quem irá pegar primeiro a Invasora e abrir espaço na defesa rival? Quem será o responsável por atravessar o mapa enquanto os outros dois jogadores fazem guarda para o colega, enquanto tiros, magias e bombas atravessam a tela de ponta a ponta? É aí que Highguard empolga: se você não tiver uma boa estratégia montada com seu time, a derrota pode ser rápida ou, você pode virar o jogo e sair vitorioso no final.


Ao invés de recriar outro hero shooter, o game da Wildlight te obriga a criar uma estratégia entre amigos para desbancar o adversário. O meu time por exemplo: depois de duas batalhas perdidas e uma quase vitória sofrida, dividimos bem o time no lobby e escolhemos os personagens que mais nos demos bem durante o gameplay. Resultado? Uma vitória com direito a comemoração a nível de Copa do Mundo, que deixou o time de jogadores americanos tristes do outro lado da sala. Ao dar um objetivo claro e diferente dentro do jogo, Highguard acaba surpreendendo ao fazer um feijão com arroz bem feito, sem reinventar a roda mas sim reforçando ela — isso graças à equipe por trás, que sabem muito bem o que estão fazendo.

Será que vai vingar?

Embora Highguard seja muito divertido de jogar entre amigos, ele tem uma difícil missão pela frente: ganhar o carinho do público. Desde seu anúncio na The Game Awards 2025, não tivemos nada além de um trailer de revelação, sendo que o jogo sairá (gratuitamente, diga-se de passagem) no dia 26 de janeiro, data em que também caem os embargos dos testes feitos em Los Angeles. Eu realmente não tenho ideia de como foram feitos os detalhes do lançamento do game, porém, parece ser um tiro no pé deixarem tudo para última hora, com detalhes importantes sendo liberados no dia do seu lançamento.

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Sendo um jogo free-to-play e com um plano claro de suporte a longo prazo, a Wildlight confirmou que o serviço contínuo será dividido em Episódios (com duração de aproximadamente dois meses, divididos em duas partes), com novo conteúdo chegando mensalmente ao longo de 2026, sem lootboxes ou Pay2win, além da promessa de armas e itens serem apenas cosméticos, sem influenciar no gameplay. Isso deve chamar a atenção de jogadores casuais, afinal: é de graça, que jeito melhor de dizer se é bom ou ruim?

Durante a entrevista, Jason Torfin e Mohammad Alavi disseram que desde o início, a ideia seria fazer um lançamento surpresa, assim como na época de Apex Legends. Eles só não esperavam uma resposta tão dura do público (que vamos combinar, é bem exagerado às vezes). Pensando aqui: será que Highguard seria lembrado no meio daquele mar de anúncios de jogos? Será que não ter mais detalhes do game realmente atiçou a curiosidade do público? Jogada de marketing ou não, Highguard tem tudo para ser lembrado por todos não pelo anúncio da TGA, mas como o possível recomeço de uma nova era de shooters online. Acerto, sem querer ou bem pensado? Com um dream team desses, acho que não foi só coincidência, não.

Highguard já está disponível gratuitamente a partir de hoje, 26 de janeiro, no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. O título conta com suporte completo a cross-play entre plataformas. 
 

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