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Você abandonaria seu amigo na montanha? Esse jogo baratinho vai te colocar à prova

Abandonar os amigos na montanha é algo recorrente no jogo Peak, em que a colaboração é a melhor forma de sobreviver

Avatar do(a) autor(a): Mateus Mognon

schedule10/01/2026, às 14:15

Escalar uma montanha nunca é só sobre chegar ao topo. Envolve confiança, trabalho em equipe e, em muitos casos, decisões difíceis quando algo dá errado. Nos últimos dias, o Brasil acompanhou de perto a história de Roberto Farias Tomaz, jovem que ficou quatro dias perdido no Pico Paraná após se separar da amiga durante a trilha. 

O caso reacendeu debates sobre responsabilidade, companheirismo e até regras não escritas do montanhismo. Enquanto a situação real teve desfechos dramáticos e riscos extremos, um jogo indie lançado em 2025 vem explorando justamente esse tipo de dilema, mas sem te fazer pular de uma cachoeira de 20 metros na vida real.

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Um dos maiores sucessos dos games do ano passado, Peak coloca jogadores para escalar montanhas cooperativamente, testando não só habilidade, mas também lealdade entre amigos. A diferença é que, no game, errar pode render boas risadas… ou situações moralmente questionáveis, como deixar um colega para trás — ou pior.

Caso do Pico Paraná expõe o peso de decisões em grupo

Roberto, de 19 anos, subiu o Pico Paraná com uma amiga na virada do ano para ver o nascer do sol. Durante a descida, eles se separaram, e o jovem acabou seguindo uma sinalização errada, saindo da trilha principal. Sem conseguir retornar, desceu pela encosta, entrou em mata fechada e acabou seguindo o leito de um rio.

O momento mais crítico foi o salto de uma cachoeira de cerca de 20 metros, considerada intransponível até mesmo por equipes de resgate. Contra todas as expectativas, Roberto sobreviveu, caminhou por dias e conseguiu ajuda ao chegar a uma fazenda no litoral do Paraná. 

A Polícia Civil concluiu o inquérito e recomendou o arquivamento do caso, entendendo que não houve crime, embora o episódio tenha gerado forte repercussão e críticas nas redes sociais por causa da atitude de sua amiga.

Em Peak, a montanha também vira teste de amizade

É justamente essa linha tênue entre cooperação e abandono que Peak transforma em diversão, e sem ninguém correr risco de vida. Desenvolvido pela Team PEAK e publicado pela Aggro Crab, o jogo é um cooperativo de escalada em que até quatro jogadores precisam chegar ao topo de uma montanha que muda a cada dia.

Enquanto é possível jogar tudo sozinho, a mágica está em aproveitar a aventura em grupo. Segurar cordas, puxar colegas, dividir recursos e decidir quem vai arriscar primeiro torna a experiência bem divertida.

 Mas, como qualquer jogo caótico entre amigos, as coisas frequentemente desandam. Há situações em que um erro condena o time inteiro, ou em que alguém decide seguir sozinho, ignorando quem ficou para trás. 

Tudo fica ainda melhor com os gráficos caricatos do game, que possui diversas rostos engraçados e chat de proximidade por voz, tornando os avatares bem expressivos.

Sobreviver nem sempre é bonito (nem ético)

 

Além da interação convencional que testa a amizade, Peak também adiciona elementos de sobrevivência que forçam escolhas complexas. Falta de comida, ferimentos e condições adversas afetam o desempenho dos personagens, e a escassez pode levar a atitudes extremas. 

O jogo ficou conhecido nas redes por clipes em que amizades virtuais acabam em discussões, quedas “acidentais” e até canibalismo improvisado para continuar a escalada. Pois é, quando o nível de fome chega a níveis extremos, seu personagem começa a ver os companheiros como frangos assados, o que gera questões sobre o que é mais importante: seguir a trilha ou manter uma boa relação com os amigos.

Tudo isso é tratado com um tom cartunesco e absurdo, mas a provocação está presente. Afinal, até onde você vai para chegar ao topo?

Preço baixo e sucesso no Steam

Se você ficou interessado em testar suas amizades na montanha, a boa notícia é que você não precisa ir até Curitiba e escalar o Pico Paraná.  Disponível exclusivamente no PC via Steam, Peak custa R$ 23,99 no preço cheio, mas está saindo por R$ 14,87 até o dia 19 de janeiro, com 33% de desconto. 

Além disso, o jogo também não é tão pesado no computador. Os requisitos mínimos para rodá-lo incluem 8 GB De rAM e uma placa de vídeo GTX 1060. No entanto, eu já consegui rodá-lo em qualidade boa até mesmo em um notebook com a GTX 1050 Ti.

Desde o lançamento, em 16 de junho de 2025, o jogo acumula mais de 15 mil análises recentes “Muito positivas”, com destaque para a recepção extremamente positiva entre jogadores brasileiros. Ou seja, o passeio nas montanhas virtuais claramente vale muito a pena, mesmo que seus amigos te deixem para trás. 

No fim das contas, Peak é só um jogo, bem diferente da dureza de uma situação real como a vivida no Pico Paraná. Ainda assim, ele provoca uma pergunta desconfortável: quando tudo começa a dar errado, você puxa seu amigo para cima… ou solta a corda?

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