Game Pass: ex-executivo da Xbox teme impacto do serviço na indústria

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No domingo (22), durante uma entrevista para o podcast Xbox Expansion Pass, Ed Fries - ex-executivo da Microsoft e parte da equipe original de lançamento do Xbox, afirmou ter medo do impacto que o Game Pass pode ter no mercado de jogos.

“O Game Pass me assusta porque há um serviço um tanto análogo chamado Spotify que foi criada para o mundo da música. Quando o Spotify decolou, ele destruiu a indústria da música, literalmente cortou a receita anual pela metade. Isso fez com que as pessoas simplesmente não comprassem mais músicas. Então temos que ter cuidado para não criarmos o mesmo sistema no negócio de jogos. Esses mercados são mais frágeis do que as pessoas imaginam", afirmou Fries.

Ele também explicou que para os clientes pode ser muito interessante, mas que os serviços de assinatura podem não ser uma boa opção para o mercado, e mesmo que no momento a porcentagem de jogos presentes no serviço da Microsoft seja pequena em comparação ao quadro geral de lançamentos, sua evolução poderia colapsar a indústria futuramente.

Contudo, Christopher Dring, chefe de jogos B2B da ReedPop, compreendeu a preocupação de Fries caso os modelos de assinatura de games chegassem ao mesmo nível do Spotify, mas afirmou não acreditar que esta possibilidade seja possível.

“No momento, há muitas histórias sobre como os serviços de assinatura foram viciantes para os criadores. Eles não apenas foram uma fonte de receita por si só, mas imediatamente trouxeram os jogos para milhões de pessoas. Existem muitos exemplos de jogos entrando em um serviço em um console, tornando-se extremamente populares, e causando um aumento nas vendas normais em outras plataformas", disse Dring.

Christopher também acrescentou que os modelos de assinatura de jogos são diferentes daqueles voltados para outras formas de entretenimento como músicas e séries, com os dois últimos sendo mais curtos e lineares. Além disso, ele também apontou que estes serviços podem não ser tão interessantes para alguns jogadores.

“Se você é alguém que joga apenas alguns títulos por ano – como FIFA e Call of Duty – qual é a probabilidade de assinar um serviço com centenas de opções? Resta ver o quão grandes os serviços de assinatura de jogos se tornarão”, complementou o chefe de jogos B2B.

E aí, vocês concordam com as preocupações de Ed Fries, ou acreditam que Christopher Dring tem razão? Contem pra gente no Twitter e Facebook do Voxel!

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