O que acontece se você usar o fake GPS em Pokémon GO?

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Imagem: Niantic/Divulgação

Pokémon GO é um jogo para celular lançado pela Niantic em julho de 2016. O objetivo do jogo era bem claro: tirar os jogadores do sofá e levá-los para o mundo real, onde era possível encontrar e capturar as criaturinhas da famosa série de games. Acontece que alguns monstrinhos são exclusivos de algumas regiões e muita gente tem preguiça ou não por algum motivo não pode sair de casa.

Nestes casos, diversos jogadores optam por "enganar" o jogo, utilizando aplicativos e ferramentas para alterar as localizações do GPS de seus dispositivos. Assim, eles podem andar pela própria vizinhança ou até mesmo "viajar" para outros países sem deixar o conforto do próprio lar. Mas o que acontece com quem opta por forjar a localização do aparelho ou usar apps conhecidos como "fake GPS" para enganar o game?

Consequências de usar fake GPS em Pokémon GO

Fake GPS são aplicativos capazes de enganar o sistema de geolocalização de dispositivos móveis como telefones celulares e tablets. Estes apps podem ser úteis para os usuários em algumas situações, sendo uma das principais opções utilizadas pelos jogadores que querem burlar as regras do jogo.

Esta forma alternativa e não-oficial de automaticamente transportar seu personagem para outras regiões ao redor do mundo, sejam elas próximas ou distantes, é uma das mais utilizadas — mas isto não quer dizer que seja permitida. Na verdade, seu uso é proibido pela desenvolvedora, podendo render aos jogadores infratores algumas consequências nada agradáveis.

De fato, a produtora de Pokémon GO deixa bem claro nos Termos de Serviço que não apenas "proíbe trapaças" como constantemente adota medidas para melhorar suas ferramentas contra trapaças. O documento diz que o "conceito de trapaça inclui toda ação que tenta ou de fato altera ou interfere com o funcionamento normal ou as regras do Serviço".

Nos Termos de Serviço, a desenvolvedora cita algumas das ações consideradas trapaças e que são passíveis de punição, como os exemplos a seguir:

  • Acessar os Serviços de forma não autorizada (incluindo por meio de programas de computador de terceiros não autorizados ou não oficiais);
  • Usar qualquer técnica para alterar ou falsificar a localização de um dispositivo (por exemplo por meio de falsificação de GPS).

Você pode conferir o documento na íntegra no site oficial da empresa, mas nosso foco neste artigo está direcionado para o uso de apps de fake GPS. Abaixo, você confere as consequências sofridas pelos jogadores que forem pegos usando ferramentas para falsificar o GPS em Pokémon GO.

Advertência

Quando a Niantic identifica que um jogador está forjando a própria localização para obter vantagens no jogo, o processo de punição é iniciado com uma Nota de Aviso. Uma mensagem aparece na tela do celular, deixando claro que a empresa percebeu algum tipo de atividade suspeita e/ou violação dos Termos de Serviço.

Neste caso, a punição em si é bastante leve, já que tudo o que acontece é um "puxão de orelha" virtual. Porém, caso o usuário continue utilizando apps proibidos, a situação pode (e provavelmente vai) piorar.

Suspensão da conta

Quando o jogador ignora o aviso inicial e prossegue usando aplicativos de fake GPS, caso a desenvolvedora perceba a infração, o próximo passo é ter a conta suspensa. Caso isto venha a ocorrer, o usuário fica impedido de jogar por um período de aproximadamente 30 dias.

Ao final do período de suspensão, é possível voltar a usar a conta normalmente.

Banimento da conta

Caso mesmo depois da suspensão o jogador insistir em burlar as regras, a Niantic então parte para uma punição mais severa, banindo de vez a conta infratora. Neste caso, o usuário fica totalmente impedido de jogar Pokémon GO na conta bloqueada.

Apesar de ser possível entrar com um recurso, solicitando a revisão da punição caso o jogador acredite ter sido banido por engano, a tentativa pode ser em vão. Contestar o banimento na maioria das vezes não funciona, já que a produtora tem confiança suas ferramentas de detecção de trapaças.

Fontes